Haiku da Solidão
30 de janeiro, 2007 © Publicado por Dani Lima
Falando em Hai-kais
O que é isso
que me faz me sentir tão…
É a solidão.
Encanto
30 de janeiro, 2007 © Publicado por Graça Ribeiro
Encanto
Há neste ‘Desencanto” certo encanto
que nos leva a pensar e a refletir:
se Desencanto virou música e canto
é imenso o motivo pra gente sorrir
Sorrir para espantar todo prantoque ontem fazia morada na emoçãohoje só queremos saber de acalantopoesia feliz pra alegrar o coraçao
Porque tem dias que a vida tanto chora querendo colo, aconhego e tudo maisque se esquece que a vida é agora que tempo perdido não volta mais
Diga-me Jorge, meu amigo, meu irmão se tristezas ferem os nossos versospra que cantar inútil desilusão
Melhor morrer de amor do que viver na solidão
Poema escrito a partir da leitura de Desencanto - de Jorge Sales -
DÉCIMAS DE ELEGIA AO MEU TEMPO-MENINO - (em galope à beira-mar)
30 de janeiro, 2007 © Publicado por Rubenio Marcelo
Tocando meus dedos nas cordas plangentes
Da minha viola-deusa-companheira,
Relembro meus dias com mamãe na feira,
Brincando, fagueiro, ao som dos repentes;
Saudosos instantes, distantes, ausentes,
Que a minha memória não pode olvidar,
Pois foi esse carme que fez germinar
A paz verdadeira no meu coração…
Com ele eu cresci e vi inspiração
Num tempo-menino na beira do mar.
Trago na algibeira a imensa saudade
Que me inquieta e me deixa sem jeito;
Machuca, maltrata, martela meu peito,
Tortura minh’alma sem ter piedade.
É só nostalgia que hoje me invade
Na desalegria do meu caminhar;
E nessa agonia, o meu ser-avatar
Palmilha, sem lar, um caminho tristonho,
Cantando elegias que às vezes componho,
Lembrando meus sonhos da beira do mar.
Nessa travessia dos meus desalentos
- Cinzentos confins e cruèis vendavais -
Caminhos-vertigens, sem norte, sem paz,
Presságios que trazem arrependimentos,
É grande o cilício, enorme o tormento,
Maior o lamento a me dilacerar…
E, qual degredado, num atro pesar,
Esgrimo o terçado da recordação…
Assim vou renhido na evocação
do tempo-menino da beira do mar.
E nessas jornadas em sendas escuras,
Sou sombra impura, vou tateando a esmo…
Sou parca perjura ceifando a mim mesmo,
Envolto no manto das minhas clausuras.
Assim vou vivendo perenes torturas,
Qual vã criatura que sai a vagar,
Distante do cheiro da areia e do ar
Das praias garbosas – real acalanto –
Razão do meu estro, noção do meu canto
Que um dia deixei lá na beira do mar.
Não esqueço as toadas, cantigas tão belas
Que fiz só pra ela (e a noite levou…);
E a brisa marinha que testemunhou
Nós dois bem juntinhos, fitando as estrelas.
Não esqueço as manhãs branqueadas de velas,
Fantásticas telas – beleza sem par –
Crescendo, altivas, num vivo bailar…
Ao vento, guiadas pelos pescadores,
Vencendo as procelas e seus dissabores,
E voltando alegres pra beira do mar.
Hoje o que me resta é fatal desengano:
Num triste oceano, sou barco sem rumo;
Ao sabor da sorte, já perdi o prumo,
Não tenho mais norte, meu porte é insano.
Carrego comigo destino cigano;
Vou, qual desumano, tristeza esbanjar…
Em meio a geenas vou peregrinar,
Vagando infeliz – com cerviz abatida –
Lembrando os enlevos reais da minha vida
Que um dia ficaram na beira do mar.
Cordeiro de Deus, Estrela de David,
Ó Divina Mãe de suave bondade,
Aqui vos suplico, com grã humildade,
Em fé de verdade, quero vos pedir
A bênção e a força pra me conduzir
De volta, num transcendental cavalgar,
Pro cálido berço do chão secular
Que me viu nascer e abriga meu povo.
… Assim, só assim, poderei ter de novo
A felicidade na beira do mar.
RUBENIO MARCELO
Força
29 de janeiro, 2007 © Publicado por Paola Caumo
O vento balança a alma
mas o pavio continua aceso.
Paola Caumo
28/01/07
Do amor
28 de janeiro, 2007 © Publicado por Graça Ribeiro
Do amor se diz tanto
É sorriso, lágrima, ,pranto
É alegria, prazer, fantasia
dor, solidão, desencanto
Mas o que poucos entendem
é que amor não tem tradução
é sentimento todo dobrado
Pra se saber o que é o amor
há que se deixar a razão de lado
e olhar a vida com olhar apaixonado
Poetemos
27 de janeiro, 2007 © Publicado por Graça Ribeiro
Poetemos
Poetemos porque sem a poesia morremos…
Morremos de tédio entre silêncios
morremos na fome de amor do só
morremos na cama de verso triste
morremos no nó da palavra emudecida
Poetemos porque sem a poesia desistimos
Desistimos de entender os nãos do tempo
desistimos de olhar a cara no espelho
desistimos de morder a vida sem fome
desistimos de acreditar em luz de outro mundo
Poetemos porque sem poesia esquecemos
Esquecemos de ver com olhos de ouvir estrelas
esquecemos de sentir com a língua nos dentes
esquecemos de gritar o prazer do gozo pleno
esquecemos de ser a vida que vive em nós
Poetemos porque sem a poesia choramos
Choramos a morte do amor que não houve
choramos a bala perdida entre os sonhos
choramos a fome de amor que nos mata
choramos o choro dos que choram gozando
Poetemos porque sem a poesia morremos…
Morremos na palavra que perde os sentidos
morremos no verso que cria asas partidas
morremos na metáfora vermelha do sonho
morremos no inverso de um verso sem rima
Poetemos porque apenas na poesia renascemos…
renascemos na ternura de mãos que se entrelaçam
renascemos nos beijos das bocas que beijamos
renascemos no orgasmo das letras que criamos
Renascemos no susto e ssim…acordamos
Acordamos para entender que poesia é VIDA
e que a poesia não é o poema que escrevemos
mas a voz que damos às palavras que ouvimos
dentro de um mundo que só nós entendemos….
SAUDADES de Brasil
26 de janeiro, 2007 © Publicado por Rosa Buk
Caem as tardes do Sul
sem Brasil em meus olhos
e a melancolia é água mansa
que escreve versos no teclado.
Como esquecer se o coração arde?
Não posso.
Como deixar quebrar o alma,
se doce me reclamam aqueles lugares?
Talvez as formas da mar são as mesmas?
Hoje que chove em Baires
e me molho inteira, tentando, tentando…
Nada será igual, sei-o,
mas, fecho os olhos arcos de pele
cobrindo, arcos de luz encontrando…
ali estão todos em seus corpos
os vejo de sorrisos
quiçá…nomeando-me…
os braços abertos com um sol de tâmaras
sustentado entre os dentes das palmeiras,
entre estas cordas de Dom Azevedo
que perfeitas falam de mim.Hoje.
Chorando.

Distante
24 de janeiro, 2007 © Publicado por Eliane Guaraldo

Eliane Guaraldo 23-01-07
Noite azul e estrelada
para ti, já é madrugada
na madrugada extensa do exílio.
Um sonho a acalentar terra distante
uma estrela ao longe ‘blinka’
no compasso duma espera angustiante.
Tempos sabidos de cor não são precisos
no relógio oscuro da existência
pois as cores esmaecem ante agendas.
Mas não o sentimento.
além
24 de janeiro, 2007 © Publicado por edimoginot
além
além do infinito céu
e das profundezas do mar
além do meu pensamento
e aonde eu possa chegar
abro as asas que eu invento
e me ponho a voar
Por tua causa
24 de janeiro, 2007 © Publicado por Jorge Sales
Por tua causa
Acho o dia mais bonito
Tudo fica colorido
Fico olhando o infinito
Por tua causa
Hoje o sol nasceu mais cedo
Tudo em mim é alegria
Sempre é bom o meu enredo
Por tua causa
Sou pássaro buscando o ninho
Penso em ti, o amor incito
É só te ver ,sinto carinho
Por tua causa
Tudo enfim fica perfeito
Por tua causa
És motivo
Sou efeito
Jorge Sales
Intrusa
23 de janeiro, 2007 © Publicado por Dani Lima
Ah, tristeza safada
que fez moradia
aqui no meu peito
Chegou sem ser convidada
e da noite pro dia
instalou-se com jeito
Acha que essa morada
é de sua serventia
e que assim lhe aceito?
Sai, tristeza danada
que eu já não lhe queria
assombrando meu leito
Aqui não é sua parada
e você bem que sabia
que eu lhe rejeito
Prefiro outra amada
que me traz alegria
e um sorriso perfeito
Ah, felicidade esperada
meu coração lhe aprecia.
à você, sou mais afeito.
O muito é da minoria e pouco é de muita gente
22 de janeiro, 2007 © Publicado por Jorge Sales
Com a licença de José Dantas
e de Fernando Rezende.
Somos frutos do amor
Diz-se que a mãe deu a luz
Um presente de Jesus
O filho do criador
Mamãe assim me ensinou
Acho isso procedente
Mas veja ,curiosamente
Meu Deus do céu ,quem diria
O muito é da minoria
E pouco é de muito gente
Muita gente passa fome
Não sei por que acontece
Pois isso ninguém merece
Esta é a lei do homem
Uns se fartam, poucos comem
Acredito piamente
Falo isso consciente
Não é questão de geografia
O muito é da minoria
E pouco é de muita gente
José tem tudo na vida
Antônio já não tem nada
Joana foi segregada
Teresa tem dura lida
Maria foi esquecida
Pois vive danosamente
Neste mundo divergente
Isto é só uma analogia
O muito é da minoria
E pouco é muita gente
Tem quem nada em riqueza
Tem quem mergulha em desgraça
Tem o que mora na praça
Tem quem vive em realeza
O grosso vive em pobreza
A maioria indigente
E cada vez é crescente
Parece uma hemorragia
O muito é da minoria
E pouco é de muita gente
Mas eu tenho fé em Deus
Que isso vai se inverter
Acredite podes crer
Chegaremos aos apogeus
Nós seremos outros eus
Todos viveremos bem
Um será mesmo que cem
E neste mundo fecundo
O muito é de todo mundo
E o pouco é de ninguém
Jorge Sales
Horizontes
21 de janeiro, 2007 © Publicado por Graça Ribeiro
Horizontes
Não existe um porto seguro
nestas águas turvas da vida
navegamos neste rio escuro
buscando encontrar a saída
Mas a saída da vida é a morte
e nisto nem queremos pensar
melhor aproveitarmos a sorte
e buscar um amor para amar
Se não sabemos o que existe
além deste momento de viver
talvez não seja assim tão triste
bobagem procurarmos entender
Ganhamos 24 horas todo dia
neste tempo devemos pensar
ver em cada dia toda a poesia
que a nossa alma puder enxergar
O tempo passa sem pressa de chegar
navega a vida no tempo certo de navegar
O que há mais além… atrás do horizonte
talvez outro horizonte pra gente olhar
Parceiros de Jorge Sales hoje no Teacher´s Pub
18 de janeiro, 2007 © Publicado por Dani Lima
Hoje vai ser uma festival de parceiros de Jorge Sales no Teacher´s Pub. DiMorais faz seu show, incluindo a música Acalento. E antes, fazendo o show de abertura, Denise Dalmacchio e Marcos de Assis apresentam vários sucessos da MPB e diversas de suas parcerias com Jorge Sales.
Imperdível!
Hoje, dia 18/01 a partir das 21hs.
O Teacher´s Pub fica à Rua Rômulo Samorini, 33, Praia do Canto, Vitória.
Informações: (27) 3224-6509.
Ingressos: R$ 10.
Acalento
18 de janeiro, 2007 © Publicado por Dani Lima
Jorge Sales e DiMorais | Canta: DiMorais
Ouça a música:
És fonte do meu desejo
Passeias em meu pensamento
Quando quero não te vejo
Te busco em todo momento
O amor passa pelo beijo
é o amanhã do sentimento
Tu és tudo que almejo
Minha canção, meu acalento
Tu és tudo que almejo
Minha canção, meu acalento
Mas minhas roupas estão longe das tuas
E quando pouso tu flutuas
Se chego tu vais embora
Perdemos o compromisso
E pior que isso, mais que isso
Nosso beijo perdeu a hora
Tu és tudo que almejo
Minha canção, meu acalento
Tu és tudo que almejo
Minha canção, meu acalento

