Uma Flor
27 de fevereiro, 2007 © Publicado por Milazul

Quero dar-te uma flor
Linda… Fresca e tão alva
Que reflita um raio-de-sol
Uma flor bela na suavidade
De um gesto
Que recende a carícias
E ao recebê-la, sorrias
Na plenitude branda
De uma alegria incontida…
Inexatitude
22 de fevereiro, 2007 © Publicado por Eliane Guaraldo
Eliane Guaraldo
22-II-07
Não me desnoites de estrelas
Não quero amores de seda
Não entendo de palavras.
Não me encontres de permeios
Não me ofereças enleios
Não me dês tuas madrugadas.
Desnudo-me peles e cores
não tenho sequer meus pudores
para enfrentar teus encantos.
Durante a estada me estranho
Eu quero-te tanto e tanto
Que esqueço que estou só.
E, a sós com meus temores
comprovo minha solidez
Mais uma vez.
As incertezas de sempre
As certezas de nada.
prato feito
não faz muito, foi menina
corpo feito, bem formado
mas a vida desatina
de um jeito desvairado
hoje se serve na esquina
prato feito, requentado

Eu… Se fosse você…
21 de fevereiro, 2007 © Publicado por Milazul
Viveria cada momento
Com a alma cheia de amor
Com a vida cheia de carinho
E ainda por cima
De sobra
Faria mil promessas
Coloria o céu
De cor-de-rosa
Com nuvens brancas
Para o AZUL
Ficar alaranjado de ciúme
Daí nasceria a bela madrugada
Depois
Com o Sol radiante
O AZUL voltaria feliz!
E de tardinha
As cores já cansadas
Dariam um belo Pôr-do-Sol…

Para Jorginho Sales
19 de fevereiro, 2007 © Publicado por Milazul

Para Jorginho uma flor
Vem ofertar Milazul
Sem fazer nenhum favor
Vou cantar de Norte a Sul…

Dizer da saudade tanta
Dos velhos tempos da Usina
Daquele nó na garganta
Na confusão de rapina!

Jorginho irmão velho amigo
Meu coração te merece
Trago-te sempre comigo
Em palavra choro ou prece.

Às vezes vem na lembrança
Este irmão de paz e luz
Com sorriso de criança
Que a todos sempre seduz!

Bonachão hospitaleiro
Cabra arretado ele é
Quando come brigadeiro
Chega até lamber o pé

Hoje te dou uma flor
Do canto de meu jardim
Orvalhada no labor
Da madrugada sem fim…


Sem querer… Apaguei o primeiro poema escrito aqui. Se quiser ler, clik aki:
Hoje é carnaval
19 de fevereiro, 2007 © Publicado por Jorge Sales
Meninas brincando nos blocos de rua
Meninos bebendo, pulando, cantando
As mulheres, os homens, estão todos na sua
Os jornais informando sobre a violência
As escolas de samba seguem empolgando
Muitos flashes, contra mídia não há resistência
Hoje é dia de samba ,hoje é carnaval
Hoje é só alegria vou pular com meu bem
Aqui no paraíso tudo bem nada mal
Amanhã noutro dia a vida continua
Tudo volta ao normal e eu que ia tão bem
Se pudesse ficava no mundo da lua
Jorge Sales
Do amor…
19 de fevereiro, 2007 © Publicado por Milazul

Amo-te tanto
Sem saber do amanhã
Se vens comigo
Ou me deixas ir…

Vivo o momento
Pleno de você
Que me faz ser
Anjo-Mulher
E bem-querer…

Não nego a força
De querer te ver
Sempre ao meu lado
Assim como um menino…

Mas a lembrança
De outra vida enfim
Me faz saber
Que tudo tem seu fim…


A chuva e a lágrima
18 de fevereiro, 2007 © Publicado por Astenio Cesar
A chuva brotou no céu
Gerando vida na terra,
Abelha colheu o mel
Na flor doce, lá da serra.
Olhos descortinam véu,
Brotando a lágrima berra
Ao amor que se fez fel,
Onde doçura encerra.
Da chuva floresce vida,
E da lágrima, sentida,
Saudade vivendo em dor…
…As duas vertendo água,
A lágrima chorando mágoa
A chuva sorrindo em flor.
Réplica ao Poeta Astenio
18 de fevereiro, 2007 © Publicado por Milazul
Imperfeição? Jamais, caro Poeta!
Não mede a transcendência por razão
E quanto mais efeitos ela injeta
Melhor ficando esses teus versos vão…

Labutar no poema que transcende
Toda poesia em cada verso teu
É prece de acalanto, pois ascende
Eternizando os sonhos de Morfeu!

Agora o sono vem… E na magia
Da madrugada infinda que adormece
Vai-se uma rima… Um verso… A utopia
E a mão que escreve ao som da melodia
Vai rabiscando o verso e se entristece
Pois mais parece o som da cotovia…

Milene vai esclarecer
18 de fevereiro, 2007 © Publicado por Jorge Sales
Mil,
para matar as saudades dos belos tempos do Usina:
Maial , Milene é amiga
E vai te esclarecer
Vai te informar dos poetas
Você faz por merecer
O Manezinho de Icó
Se mandou pra Maceió
E morreu não sei de quê
O Zé Ferro faz sucesso
Está muito bem na fita
O Cursino coitadinho
Morreu de tomar birita
Egídio foi para o Rio
Poeta de muito brio
Às vezes até me visita
O Domingos bom sujeito
Continua no Usina
Mete o pau nos deputados
Chegados numa propina
O Airam está na Bahia
Vez em quando em Brasília
Vai visitar uma menina
O Zé Dantas da Paraíba
Faz festa lá em Pombal
Poeta de quem sou fã
Poeta Líliam Maial
Milene continua aqui
Mas ouvi um tititi
Rubenio virou imortal
Zé Limeira foi pro céu
Visitar a sua tia
Outro dia vi o Fiúza
Que há muito tempo não via
Mas Líliam eu nem te conto
Aqui ainda bate ponto
O poeta Torre da Guia
Isto é tudo que eu sei
E mais não tenho a dizer
Milene te conta o resto
No ouvido de vosmecê
Agora que estás de volta
Não venha contar lorota
Depois desaparecer
Jorge Sales
Tuas imperfeições
18 de fevereiro, 2007 © Publicado por Jorge Sales
Eu já fiz muitos anos nesta vida
Conheci muita gente interessante
Sempre fui cuidadoso na subida
Sei no claro nem a estrela é cintilante
A amizade sempre a gente consolida
Passo a passo assim ela vai adiante
Se o carinho faz parte de nossa lida
A lealdade è também parte integrante
Mas eu sei todo mundo tem defeitos
A perfeição é resultante de conceitos
Não sou um anjo muito menos querubim
Gosto dos teus defeitos e salvo engano
Imperfeições são coisas do ser-humano
E as tuas , cabem perfeitas em mim
Jorge Sales
Quero
18 de fevereiro, 2007 © Publicado por Rogério Borges
Já que ofereces a aurora
Quero fazer desta hora
O mais lindo dos momentos
Quero mais que sentimentos
Quero pássaros cantando
Anjos cânticos entoando, quero…
Quero mais que nuvens calmas
Quero um instante de tua alma
E mais que boca, mais que beijos
Eu te quero por inteiro
Tu lume dos meus desejos.
Este poema o Jorge Sales escreveu na casa do Marcos Assis em um guardanapo de papel, e virou um frevo canção que está alegrando muitos encontros de amigos neste carnaval.
TRANSCENDÊNCIA
17 de fevereiro, 2007 © Publicado por Astenio Cesar
Aos imanentes traços do poema
Numericamente tão perfeito
Deixo explicitado meu problema
Ao transcender, sendo imperfeito.
Fujo a cabala e sigo esse lema,
Digo não à métrica desse jeito.
No verso ponho fraco emblema,
Meu versejar é cheio de defeito.
Pois, na vida imanente, singular,
Desejo transcender meu versejar
Modificando-a, em estilo rabiscado,
Eu preciso escrever dessa maneira
E devo prosseguir a vida inteira
Ó “clássicos” perdoem esse pecado!
Poeminha
16 de fevereiro, 2007 © Publicado por Milazul

Queres saber
Por que sou tua
Assim… toda nua?
Pergunta ao Sol
Gentil irmão
Que na amplidão se espalha
Queres dar-me tua mão
Sem aflição
E contar-me teu maior segredo
Sem a lamúria do medo?
Ou desejas somente
Sentir-me pequena
Sem mágoas, serena
A desejar-te assim… naturalmente?

Ritmo
16 de fevereiro, 2007 © Publicado por Graça Ribeiro
Ritmo
Marcou a alma da poesia com fogo
ferro em brasa tatuando lágrima doce
nesta eterna procura no jogo da letra
Neste jogo em que a vida se joga inteira
na emoção que consola, no grito que vê
na voz que havia esquecido a palavra
Um canto silencioso que escuta as horas
que ouve a alma, que sente a essência no espelho nublado, ferido, machucado
Mesmo quando a tristeza pega pesado
o coração ainda bate pra acariciar a vida
poema não entende o coração magoado
A poesia quer sair das entranhas e passear
quer abraçar o mundo sem medo, sem travas
dizer o que pensa, o que sente em segredo
E poemas são mais do que simples metáforas
são passos dançando no colo das palavras
são fandangos requebrando entre sílabas
são valsas vestindo longas pausas
são tangos apaixonados
são chorinhos pra ninar gente grande
Minha Poesia é samba no pé, rock progressivo
um bolero apaixonado, canção de amor cigano,
ritmo que movimenta o coração desta mulher
Marcou a alma da poesia com fogo

