Plágio

28 de abril, 2007 © Publicado por Dani Lima

O poeta finge a dor
Finge a dor completa.
Mente.

Quem o conforta?

Não importa.
Eu plagio numa boa.
Nesta noite eu sonhei:
Que era Fernando Pessoa.

Jorge Sales

Para Jorginho… Beijo…

24 de abril, 2007 © Publicado por Milazul

 

Um beijo pra Jorge amigo
Cheio de amor e carinho
Com sabor de muita paz
E ternura em seu cantinho
Esse cabra é bom de bico
Por isso com ele eu fico
Curtindo esse seu jeitinho

Alegria em cada som
Jorginho, poeta, canta
Num sorriso divinal
Com ele o povo se encanta
E tem carisma demais
Deixa o orgulho pra trás
E tem paciência santa!

Sei que Jesus lá no alto
Desceu e segurou a mão
Ateando de mansinho
A luz no cirurgião
Por isso amigo Jorge
Ontem, dia de São Jorge,
Fiquei plena em oração…

Pontualmente…

17 de abril, 2007 © Publicado por Henrique Corrêa

PONTUALMENTE…
JORGE SALES
(Publicado por mim mas feita por Jorge fazem 3 meses no Mais uma Dose)

VIDA INCRÍVEL
ESTA DE AMANTES
ESTA ESTRANHA INDAGAÇÃO
QUE VEM LÁ DO CORAÇÃO:

POR QUE EU NÃO CHEGUEI ANTES?

E EU QUE CHEGO AGORA
FIQUEI TANTO TEMPO FORA
TODO ESSE TEMPO CASADO
CHEGO A UMA CONCLUSÃO
NÃO TEM OUTRA EXPLICAÇÃO
ESTOU PONTUALMENTE ATRASADO…

ESTE TEU SORRISO LINDO (Glosa de J Sales)

16 de abril, 2007 © Publicado por Eliane Guaraldo

Eliane Guaraldo

ESTE TEU SORRISO LINDO

que taduz tudo que é belo

traz a paz de Pirandello

Ao sentir: você vem vindo

 

Tua paz tão imanente

TORNA ESSE MAR MAIS INFINDO

Faz mais azul e bem vindo

Teu céu em mim, permanente.

 

E se se aproxima o dia

ESSE COQUETEL VENTO E MAR

Vem cheio de galhardia.

 

Seduz-me mesmo ao distar.

E mesmo se a agenda adia

NÃO ATENUA O AMAR.

 

Origem:

ESTE SEU SORRISO LINDO

TORNA ESTE MAR MAIS INFINDO

ESTE COQUETEL VENTO E MAR

NÃO ATENUA O AMAR

(Glosa d o poema “Voce, o Vento e o Mar”, Jorge Sales, do CD A Arte Maior de Rubenio Marcelo e Jorge Sales)

Desperta

16 de abril, 2007 © Publicado por Eliane Guaraldo

 Eliane Guaraldo

13 IV 07

Desperta, meu amor

que a noite já passou

desperta e vem encontrar minhas mãos

que o sol já nasce.

 

Não pensa mais no passado

há nele névoa - e tanta!

escuta-me e fala agora

e que agora revivamos.

 

Aperta-me em teu coração

que o tempo pára- e abraços

sussurros, agora de amor

acaba-se o medo e a dor.

 

Desperta, meu amor

das tuas palestras com os anjos

o sol já nos atravessa a pele

e eu te guardo docemente.

 

E quando os oceanos chegarem

que lavem nossos contornos

fita-me infinita mente

que agora é que é pra sempre.

Viagem

14 de abril, 2007 © Publicado por Dani Lima

minha vida é uma viagem
que faço todos os dias
viagens de ida e volta
eu volto com poesias
Eu levo a volta na ida
E trago a ida na volta
Eu levo nos dois sentidos
Saudade em contrapartida

eu vou na terra do nunca
eu vou na terra do sempre
me hospedo em especuluncas
em lugares geniais
que eu nunca esquecerei

às vezes pareço súdito
ás vezes me sinto rei

assim é a minha vida
é uma viagem sem escolta
quando penso que cheguei
percebo que estou de volta.

Jorge Sales

Tudo na vida passa

9 de abril, 2007 © Publicado por Dani Lima

Tudo na vida passa
passa o corso, o bloco
passa o tema, passa o foco
continua a  poesia

Vários poetas passaram
foi-se a Regina que pena
mas outros aqui ficaram
continuou o poema

Sinto a falta da Milene
e do Rubenio também
é uma saudade perene
mas se sai um,outro vem

Tomei um susto danado
quando não vi a Eliane
deixei a alegria de lado
meu coração deu um pane

Ficou o Ginot meu amigo
empurrando o balde,diria
a Angela Lara ,eu te digo
nos enleva com poesia

Tem Fernando e o Damião
tem a Malu tem o Astenio
mas negar, não posso não
a falta que faz o Rubenio

Tem a Buk, bela Rosa
que jamais esquecerei
a Tere toda formosa
a Mitty, a Rose e Volnei

Tem o Fernando Tanajura
a Marli Franco, a Cezzane
Elaine beleza pura
de vez em quando a Eliane

Onde andará Herculano
que falta faz este homem
tem Benedito meu mano
generoso até no nome

A Thera Ivi é sem par
de lá do fundo do mar
gosto muito do Danilo
poeta pra mais de quilo

Tem Daniel esse menino
tem o Wlad,Tem a Sal
tem Isa o Diamantino
os dois lá de Portugal

Tem Socorro e a Patrícia 
a Vilma e a  Sueli
ao padre não ensino missa
mas tem muito tititi

Volto a falar em outro dia
acho que falei demais
mas aqui tem tu Maria
o que posso querer mais?

Jorge Sales

Lílian Maiá pidiu preu falá de Jorge Sales

9 de abril, 2007 © Publicado por Dani Lima

Este cordel estava perdido nos comentários do site. Achei tão legal que resolvi colocar aqui na Roda de Poesia. Foi escrito por Airam Ribeiro a pedido de Lília Maiá :).

Óia aqui dona minina
De nome Lílian Maiá
Eu dento do meu naturá
Num çei iscrevê coisa fina
Mai sei qui é mia sina
E nem todo é os male
A sinhora qué qeu fale
Pois agora eu vô fazê
Vim aqui pra li dizê
Meu amigo é o Jorgi Sale!

A sinhora bem qui acertô
Pra módi falá du’a pessoa
Qui é genti mutio boa
E eu falu aqui do interiô
Cum coração xêi de amô
Já qui a sinhora qué qui eu fale
Num vejo iço nium male
A palava vô mantê
Vim aqui pra li dizê
Meu amigo é o Jorgi sale!

Amigu é coisa pra guardá
Assim dissi um véio cantô
In todo canto qui eu fô
Deçe amigo eu vô falá
Fui um dia li visitá
Levano carne com sali
Paçei por morros e vale
Só para o amigu eu vê
Vim aqui pra li dizê
Meu amigu é o Jorge Sale!

Nêçe dia tava Danié
I Mesti Igidio tombém
Eu sai aqui di Itanhém
Pra vê os rei dus cordé
Cunhici treis menestré
Di sabiduria nem si fali
Eçe foi o grande detáli
Qui falo e conto pra oçê
Eu vim aqui pra li dizê
Meu amigu é o Jorgi Sale!

Foi aqueli um bom tempo
Condo eli tava no Usina
Bem falô eça minina
E foi filiz no seu momentu
Todo eçe povo tia tempu
Como era lindo seus cantare!
Pur todo canto via olhare
Içu acabô num sei pruquê
Eu vim aqui pra li dizê
Meu amigu é o Jorgi Sale!

Condo si guarda nu coração
A feição de um grandi amigu
O cabra vai levandu cunsigo
Cuma si fosse seu irimão
E nêçe causu digu intão
Quêçe amô foi o detalhi
E niguém descorda nem fali
Pruquê eli foi merecê
Eu vim aqui pra li dizê
Meu amigu é o Jorgi sale!

Eu sô inda um filizardu
Pruquê êçe meu cumpanhêro
Tombém tem o Ribeiro
Qui nu seu nomi ta assinadu
Içu fica só aumentadu
Somos primo e num é mali
E dêxa quem quisé qui fali
Pruquê eçe é meu prazê
Eu vim aqui pra li dizê
Qui meu primu é Jorgi Sale!

Airam Ribeiro

Teu corpo

9 de abril, 2007 © Publicado por Astenio Cesar

 

Aos emboléus na cama, 

Desmaiado aos anseios, 

Em pernas, ventre e seios, 

Frutos do amor em chama. 

Teu silêncio, querido Jorge Sales

8 de abril, 2007 © Publicado por Astenio Cesar

Nosso mundo,
colorido,
soluça silêncio
em preto e branco.

Há mudo canto
da cascata
de águas invisíveis,
sem vida.

Há aves canoras
silentes.
Fantasmas;
palhas de museu.

Há céu em pausa
cinza.
Triste
natureza morta.

Saudades!
Retrato
transmudado
ao som da tua voz.

O Gato

4 de abril, 2007 © Publicado por Dani Lima

O gato se diverte
em subir pela estante
mesmo que domesticado
seu espírito é errante

a cada salto que dá
conquista uma nova altura
seu corpo é esquio e belo
movimentos de graça pura

A grande aventura agora:
a ultima prateleira alcançar.
se concentra para o salto
Sabe que não pode errar

Os livros são obstáculos
Porta-retratos também
ele salta quando ouve
o seu dono que já vem

O dono quando chega, ri
daquela cena pitoresca
em cima da estante o gato
quer fazer a sua cesta

O gato derruba um prato
que importa se vai quebrar?
o gato, o espírito errante
conseguiu o seu lugar

O dono se agacha e sorri
catando os cacos do chão
Olhando então para o gato
ele não se zanga não

Ora, que sentido faz,
zangar com as estripulias na estante?
O gato emprestou ao dono
o seu espírito errante

Tininha minha amiga

4 de abril, 2007 © Publicado por Dani Lima

Em homenagem à Tininha, cadela de estimação do Jorge, que nos deixou esta semana aos 14 anos, publico este poema de seus arquivos. Creio que o Jorge gostaria de prestar esta última homenagem à ela.

Vem, venha correr comigo.
Venha alegre a saltitar
Serei sempre seu amigo
Não preciso nem falar

Apesar deste olhar triste
O teu semblante me diz
Que está sempre feliz
Que bom que você existe

Se chego cedo ou se tarde
Você comigo não fala
Mas isto nunca me abala
Eu lhe digo na verdade
Você é só felicidade

Mesmo sem fazer alarde
Você assim do teu jeito
Me recebe bem faceira
Ser cadela interesseira
É o teu único defeito

Você é a bola da vez
Minha linda pequinês

Jorge Sales

Jorge Sales passa bem

4 de abril, 2007 © Publicado por Dani Lima

Jorge me pediu para avisar a todos os seus amigos e frequentadores deste site que à primeira cirurgia a que ele teve que se submeter foi tranquila e ele passa bem. Com seu jeito generoso, o poeta está sempre pensando nos amigos. Agradecemos à todos pelas mensagens de apoio.

À Jorge Sales

4 de abril, 2007 © Publicado por Henrique Corrêa

Amigo estou aqui pra mais um verso

Não sou muito de sucesso

Mas lhe devo uma homenagem

Se não gosta do que faço, não ligo

Não aceito teu pedido pois vem cheio de maldade

No tempo quando era bem menino

Não pensava que o destino

Me levasse para um bar

Onde rolasse música ao vivo

E o cara preferido meu amigo ia ficar

E sempre quando eu venho e desafino

Vejo ali no canto, rindo

E preparando um cordel

Que é só sair do palco meio torto

Lá vem ele feito louco com um pedaço de papel

Assim ficou que meio na amizade

Com bastante seriedade ele muito me ensinou

Nós nos tratamos quase sem respeito

Mesmo assim guardo no peito tudo que você falou

Amigo, tu és muito e tua alegria

Contagia esse povo que harmoniza

Tudo aquilo que escreveu

Eu falo hoje aqui de Jorge Sales

Não é rei dos sete mares

Mas pra mim já convenceu

 

** Henrique Corrêa **

www.henriquecorrea.com

Se me tocas

4 de abril, 2007 © Publicado por Eliane Guaraldo

2-IV-7

Se me tocas? vem! tira a prova
se teu toque me encanta
mesmo que a léguas de distância
imanta meu olhar, me faz cativa
Amigo da paz. Palavra, teu dom
sabores de horizontes na língua.
Não tenho o que mais perder.
Sequer este espaço sem tempo.

Se me dói tanto querer-te
e me consome todo dia
adia tudo, afazeres,
teus lazeres, teu norte
adia a vida e a morte.
Vê? o tempo foi arrancado aos calendários
sem valia a história sucumbiu
Por nós.

Vem depressa quero-te singular
palmas de guerreiro, espada de jasmins
diante de ti, toda riqueza apenas nada
Aprisionada a sorte, eu ainda seria afortunada
minha estrada, de que pó fosse trilhada
pés de sangue, pedras- almofada
Por um só beijo o céu se abriria ;
se teu, mais nada eu queria
o mundo se acabaria
e eu em ti.