Gatos

30 de agosto, 2007 © Publicado por Paola Caumo

A paixão pelos felinos
só compreende quem os têm
Com sua personalidade única,
e seu jeito encantador
Tomam conta de seus “donos”
E demonstram seu querer
 
É assim que nos conquistam
Com suas artes e artifícios
São “pessoinhas” inteligentes
e nos levam na astúcia
 
Não tente dominar um gato
porque é mera ilusão
Se quiser um amestrado
é melhor providenciar um cão.
 
Paola Caumo
30/08/07
 
 
 

Versos em Refúgio

29 de agosto, 2007 © Publicado por Paola Caumo

Tu, que permaneces inerte
qual fosses fria
Nesse ruído oculto
parece que dormitas

Em veredas incógnitas
trilhas outros sentidos
que só tu, Poesia,
compreendes a razão.

Paola Caumo
09/05/2007
 

Foi você quem inventou

27 de agosto, 2007 © Publicado por Eliane Guaraldo

(inspirado em Jorge Sales, Menino Sonhador) 

27-08-07

 Homem e Violão, c. 1964

Violeta Parra: Homem com Violão, c.1964 

Foi você quem inventou
a poesia mais bela
que meu coração tocou
foi voce quem numa reta
pintou curvas qual esteta
inspirando o Criador.

Depois foi que veio a prosa
poesia cheira a rosa
E a rosa exalava amor.

Depois foi que veio o mar
que nasceu do verbo a-mar
e dele ganhou a cor.

Veio a praia e a seresta
e a natureza em festa
fez de ti o seu cantor.

Menino Sonhador - música

23 de agosto, 2007 © Publicado por Jorge Sales

Como bem lembrou Rubenio Marcelo, Barbosa Lima musicou o poema Menino Sonhador. Depois de ler o poema, ouça esta bela canção.

Menino Sonhador
Letra: Jorge Sales | Música: Barbosa Lima

Aos meus leitores

23 de agosto, 2007 © Publicado por Jorge Sales

Eu tenho muitos leitores
Pra vocês eu deixo claro
Um deles José Amaro
Homem de grandes valores
Os outros também amores
Que vivem em meu coração
O Cecitonio é meu irmão
Tenho a Sophia Ferreira
É grande minha carteira
Que amo com devoção

Leitores de qualidade
Maria Carmen é um amor
Eu vou aonde ela for
Buscar minha identidade
Para falar a verdade
Me sinto muito amado
Quando recebo um recado
Que tive uma leitura
Desta menina candura
A Eliane Guaraldo

E a leitora Lorena
Bessani de nascimento
Não são palavras ao vento
Que saem da minha pena
Esta beleza morena
Aqui é sempre bem-vinda
Torna minha vida  linda
E se me vem Benedita
Valorizando minha escrita
A vida é mais bela ainda

Estes são os meus irmãos
Que lêem tudo que escrevo
Amigos eu vos recebo
No fundo do coração
Minha pura gratidão
Nem sei se é meu merecer
Bene você pode crer
Cecitonio, Amaro, Eliane.
Maria, Sophia, Bessani.
Eu nunca vou esquecer.

Desobediência

17 de agosto, 2007 © Publicado por Astenio Cesar

Envelheci demais e falta espaço,
Caiu a ficha, ditou o meu ouvido,
Aproximar de ti? Não faz sentido.
Estou impróprio, para teu abraço.

Em teus braços novos embaraço,
Embora que lhe tenha comovido,
Nesse espaço não sendo acolhido
Concebo muito bem; até disfarço.

Mas, existe aqui neste meu peito,
Nova concepção e um outro jeito,
De pensar, sem emitir explicação.

Uma coisa, enfim, hoje eu entendo,
Há um alguém me desobedecendo,
Não quer envelhecer: meu coração.
 

Menino Sonhador

14 de agosto, 2007 © Publicado por Jorge Sales

Não fui eu quem te inventou
Não fui eu quem te criou
És obra da natureza
Um exemplar de beleza
De Deus nosso criador

Sou apenas um poeta
Que escreve em linha reta
Um menino sonhador
Que te pinta em aquarela
Como se fosse pintor

E num coração circunscrito
Como duas paralelas
Espero te encontrar bela
Lá pertinho do infinito

BOM DIA AMOR

13 de agosto, 2007 © Publicado por Eliane Guaraldo

Eliane Guaraldo

18 IV 07

Todas as mesmas manhãs ansiosas
sob astros de energia esperada
fustigado céu, pleno de densidades.
.
Nos caíres de tardes solares
fustigados seres, tanta densidade
contagem regressiva da terra.
.
Todos os dias e mais um
todos e mais este
estarei aqui, neste ponto do Universo
.
Todas as vidas possíveis
que tivesse e mais alguma
estaria sempre aqui, nesta freqüência
.
Próximo te tenho, há vida e caminho tanto!…
ou num dialeto conhecido:
Bom dia, amor.
.

Diálogo de Palavras

6 de agosto, 2007 © Publicado por Eliane Guaraldo

Eliane Guaraldo
6-VIII-7
Palavras são feitos eformas
qual cores do pensamento
plasmadas de seres e coisas
num coração desatento.
(que as palavras não são coisas
entidades vida própria
geradas do sentimento)
As palavras não têm casa
nem têm habitado alguma
(ave sem pé e grande asa)
ápoda fênix sem pluma.
Eterno vôo - sem pouso,
e nudez absoluta:
veste palpável nenhuma.
Em vão esse bem tão vário
se tenta aprisionar
entre muralhas de cálcio:
- não podem conter o ar
“sorrisos de jornal diário”,
camuflam mas nunca escondem
um elfo ou nenufar.
 
É o segredo e o momento:
que os olhos sempre nos traem
se vasam em letras: intento.
se alçam o ar: se esvaem.
De desejo é sua essência:
saciado, se procuram
ou, negado, se retraem.