Um Bolo Diferente (aniversário de J Sales)

28 de janeiro, 2008 © Publicado por Eliane Guaraldo

Eliane Guaraldo
9-VI-7
Fiz um bolo diferente,
a modéstia fique ao lado
onde o ingrediente
será logo revelado.
mas é uma boa iguaria,
duvido que alguém daria
a conta desse recado.

Um bolo que é bem bolado
com certeza não enjoa
e sempre outro bocado
nunca é demais, nem à toa
a gente quer sempre mais
nem importa, tanto faz
se engorda, é numa boa.

Comecei no melhor estilo
misturando componente
sem essa de tudo a quilo:
mas procedência decente!
bom tempero, bem agosto
e um vinho de bom mosto
no cristal mais transparente.

Esse bolo de bem feito
composto sem desperdício
entre a massa e o confeito
nem mais nem menos bulício
tudo na melhor medida
quem dera fosse esta vida
feita só do doce vício.

Não desejo no momento
provocar salivação
mesmo porque meu intento
é só comemoração
sou aquele bom mineiro
que não quer ser o primeiro
basta ter o “melhor de bão”.

Pode se fazer miséria
com este bom prato então
e não liga para pilhéria
quem é de opinião
este bolo há tempo feito
só pode ser mais perfeito
se for comido com a mão.

Um bom cenário sugira
pra festa comemorar
ao ar livre é que respira
quem nasceu na beira-mar
com jeito mas muito brio
as taças eu providencio
onde as estrelas brilhar.

O paladar é o sentido
de maior valor enfim
o doce que é bem cozido
é bom do começo ao fim
não tem arrepedendimento
pra queijo, pra sentimento
para o bolo e o pudim.

E não se esqueça também
daquele café bem no ponto
chegando tão quente e macio
que o fim eu nem te conto
falando daquele jeito
coado forte e bem feito
que é de deixar meio tonto.

De tudo o que disse acima
tudinho é pura verdade
mas quando é pro bem da rima
com toda sinceridade
eu posso aumentar um pouco
porém nunca fica rouco
o cantor de qualidade.

Esta ressalva que faço
e repito: ao bem da rima
um tantinho eu sempre faço
de mimo e de pantomima
mas sobre o homenageado,
que merece, de bom grado
eu juro e carimbo em cima.

Eu fiz foi sair do trilho
mas nunca falo bobagem
é o biscoito de polvilho
pra distrair na viagem
eu conto os dias que resta
pra chegar na tua festa
com o bolo na bagagem.

Mas nunca podia deixar
de lembrar no calendário
o dia mais que exemplar
que é do seu aniversário
o bolo é de qualidade
carinho e sinceridade
e Jorge o destinatário.

Lançamento do novo livro de Rubenio Marcelo

27 de janeiro, 2008 © Publicado por Dani Lima


Amigos de Rubenio Marcelo após a sessão de autógrafos - Da direita para a esquerda: Gil Messias, Astênio Fernandes, Rubenio Marcelo, Regina Lyra do PenClub, Jorge Sales, Daudeth Bandeira e Medeiros Braga.

Em 11 de janeiro de 2008 aconteceu, em João Pessoa, o lançamento do novo livro de Rubenio Marcelo: Graal de Metáforas. Grandes poetas e cordelistas compareceram para prestigiar o autor. Jorge Sales também esteve presente para parabenizar o amigo pela nova obra. Cecitônio Coelho brindou a todos com um show autoral. Fotos da reunião destes amigos e poetas aqui.

Cordel de e@orkut

26 de janeiro, 2008 © Publicado por Eliane Guaraldo

J. Sales & E. Guaraldo
dez-2007 a jan- 2008

Jorge
Sinto falta de você
e também das poesias
daquele papo gostoso
até de suas manias
saudade então nem se fala
eu vou lhe dá uma pala
eu sinto todos os dias

Eliane
Fez surpresa o seu recado
me pegou de calça curta
quebrou o meu coração
que cê sabe, às vezes surta
e na hora de assinar
tira o “Sales” do lugar
e vê se seu nome encurta.

Jorge
Nem vi que neste recado
eu assinei diferente
você logo percebeu
por detrás de sua lente
do bem maior ninguém foge
pra você eu serei Jorge
no futuro e no presente

Eliane
Escrevi esse recado
assim meio serelepe
Pra ganhar o teu sorriso
escancarado no scrap
agora fiquei contente
o Jorge na minha frente
e o Sales fica pro CEP.

Jorge
No meu sorriso você
vai sempre encontrar abrigo
mas você sabe também
que sou mais que um amigo
se o recado é serelepe
e o Sales fica pro CEP
Jorge está sempre contigo.

Eliane
Jorge está sempre comigo
inda mais se tem cordel
coça a mão pra responder
e a mão quer o papel
e o papel… tudo aceita
o seu sorriso me enfeita
e com ele eu vou pro céu.

Jorge
Se o meu sorriso te enfeita
eu fico muito contente
ainda mais quando a vejo
sorrindo na minha frente
o meu amor por você
criou raiz pode crer
um amor jurisprudente.

Eliane
Sorrir no orkut é uma coisa
e outra é sorrir na frente
a lição que está na loisa
na prática é diferente
por isso é qu’eu te admiro
sem se cansar eu te miro:
um Jorge “jurisprudente” .

Jorge
A lição que está na loisa
não é diferente na prática
a teoria é importante
não seja assim pragmática
tenho em mim um parecer
o meu gostar de você
é uma coisa automática

Eliane
A coisa que é automática
bebe em águas da magia
eu sei a tua gramática
é plena de alegoria
por isso é que eu, te lendo,
mil cenários vou vivendo
encantada em poesia.

Jorge
Beber em águas da magia
é coisa que fazes bem
tua gramática é plena
de alegoria também
e se tiver de dar nota
minha linda poliglota
a minha na certa é cem

Eliane
Sem exagero, cumpadi!
quem me inventou foi você
se o meu cordel te “invade”
o teu foi que me fez ver
que emoção não se ensina
porque poesia é a menina
dos olhos do bem querer.

Jorge
Minha querida poeta
eu não sou o seu cumpadi
quando penso em você
bela emoção me invade
não a emoçao que se ensina
mas uma com adrenalina
que me traz felicidade.

Eliane
No meio do meu caminho
felicidade é um bem
Sem saber fala sozinho
quem acha que fica sem
no meu caso eu te garanto
a minha até causa espanto
pelo tamanho que tem.

Jorge
Estou esperando o cordel
minha querida poeta
fazer poemas bonitos
sempre foi a tua meta
embora seja contido
fico assim feito um Cupido
que perdeu a sua seta .

Eliane
Perdeste a tua seta?!
não foi assim que pensei
afinal o bom cupido
a guarda à força de lei
Embora seja atrevida
respeito muito tua lida
e dela, Jorge, és um rei…

Jorge
Já que respeitas minha lida
leia o que vou te dizer
e por favor não perguntes
porque não sei responder
mas se eu tiver uma história
se não me falha a memória
meu grande amor foi você.

Eliane
Admiro o meu poeta
e a sua história também
tu és um exímio esteta
poetas como ninguém
no tempo mais-que-perfeito
escrevendo do teu jeito
so-letras o querer bem

Jorge
Eu também te admiro
Minha poeta querida
Sou teu fã até na volta
E pra variar na partida
Quando a poeta aparece
Como se fosse uma prece
A fé em ti consolida

Eliane
Se eu fosse fazer consulta
de signo e astrologia
na matéria sou inculta
mas briga, sei, não teria
se somos gêmeos, de fato
em conferência de quatro
reina completa harmonia.

Jorge
A conferência de quatro
É coisa do nascimento
Nascemos no mês de junho
E não foi planejamento
Por culpa de um bom destino
Minha vida desde menino
Já era de bons momentos

Eliane
O sentimento é sagrado
inda mais se é verdadeiro
é doce como sorvete
ou cantar sob o chuveiro
a minha história te guarda
no tempo não se acovarda
por passar mais um janeiro.

Jorge
Passamos mais um janeiro
e outros ainda virão
cada vez mais eu te gosto
alegras meu coração
disso faço um bom desenho
o sentimento que tenho
vem de outra encarnação

Eliane
Da serenata de agosto
sob um luar perfeito
sempre esse vento no rosto
e esse sol no meu peito
nome que tem? que importa!
só sei que bateu à porta
foi no coração aceito.

Jorge
Se no coração foi aceito
A proposta que te fiz
Tua bela companhia
É tudo que sempre quis
Se me mandares um beijo
Tudo o que agora almejo
É que me dê outro bis

Eliane
Eu tenho uma explicação
da tua seta perdida
não foi mera distração
de um Cupido em sua lida
Na pena ela ficou presa
e num ato de beleza
se transformou em setilha.

Jorge
Aqui termino o cordel
Com os seus caracteres
Mando-te com a minha afeição
Espero que não o alteres
Publique ele ou não
Eu falo de coração
Faça tu o que quiseres.

Marcelo

19 de janeiro, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Num certo dia avistei a peraltice
Na minha frente em forma de criança
Que guardava em si perseverança
Não havia em redor quem não sorrisse

Oh como era linda a ligeirice
E colocando tudo na balança
Dava pra ver ali uma aliança
Entre o belo e a arteirice

Muita saúde, beleza e energia
Amor, grande pureza e alegria
Tudo então formava um elo

Entre família, ( pai, mãe , filho)
E aquela criança com seu brilho
Atendia pelo nome de Marcelo.

Jorge Sales

Marcelo foi um menininho de quatro aninhos(mais ou menos) que conheci em João Pessoa (Cabedelo)no Golfinho a beira do Rio Paraiba.


Queria te copiar

16 de janeiro, 2008 © Publicado por Dani Lima

Hoje tive uma idéia louca
queria te copiar,
copiar os teus lábios,
copiar os teus olhos,
copiar tua boca,
copiar de todo jeito
sem predicado ou sujeito
tudo dentro do riscado
copiar de frente e lado

quero copiar tudo
sobretudo copiar
o que me der na veneta
com lápis, amor e caneta,
copiar em todos os tons
fortes, fracos, claros, bons
tudo simples e moderno
te escrever no meu caderno.

Jorge Sales

A flauta doce

4 de janeiro, 2008 © Publicado por Dani Lima

Hoje só quero um som de flauta doce
Quero esquecer todas agruras desta vida
Encontrar-te nas notas desta linda sinfonia
Dispostas em capítulos feito margarida

A flauta doce será minha companheira
Como se fosse a minha amada irmã
Levando em mil arpejos a felicidade
Retornarei a um novo mundo com afã

Mas se a música exigir a contraparte
Eu te darei lindos versos de paixão
A poesia solta que me vem na brisa
Penetrará perdidamente no teu coração

A poesia visitará teus pensamentos
A flauta doce será dela anfitriã
O meu dia assumirá novos contornos
E assim desliza, ao sopro da manhã.

Jorge Sales

Jogo de Dama

2 de janeiro, 2008 © Publicado por Dani Lima

(1) Troquei pedras marcadas nas colunas
(2) Corri atrás da mais bela rainha
(3) No nosso tabuleiro cama una
(4) Para na conquista tê-la minha.

Fernando Cunha Lima

(1)Troquei pedras marcadas nas colunas
num jogo belo sem vencido ou vencedor
Naveguei mares ,escalei montes e dunas
tudo isso te avistando num andor

nesta alegria esperando dá o xeque
(2) corri atrás da mais bela rainha
fui responsável,cavalheiro, fui moleque
é no amor que toda beleza se aninha

tua amizade teu amor é a fortuna
é o resultado, um belo jogo de amor
(3) no nosso tabuleiro cama una
chegou o rei sol com o seu esplendor

e(u) rei com a rainha na horizontal
trafegava em sua curva em linda linha
fui pedra ,homem ,cavalo ,fui animal
(4) para na conquista tê-la minha

Jorge Sales