Confraria Literária da Cachaça
25 de abril, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Vou contar para vocês
Tudo que sei da branquinha
Da moça branca, da pinga
Da Januária, a caninha
Daquela água marvada
Da mineirinha a danada
E a gente bebe a purinha
Pois aqui em Niterói
A boa idéia se abraça
No Barzinho Tombadilho
Só gente boa congraça
Na idéia extraordinária
Da Confraria Literária
Confraria da cachaça
Dos membros da Confraria
Temos alguns escritores
Temos o Aluísio o Tiago
Que são dois grandes valores
Leo que é músico seresteiro
O Carlos bom cachaceiro
Esses membros fundadores
Reunem-se nas quartas feiras
Em São Domingos na praça
Tombadilho tem um garçom
O bom Daniel figuraça
Onde nasceu ninguém sabe
E nem que o mundo desabe
Se ele falar perde a graça
Alguns membros ilustres
Aderiram à confraria
Paulo Bezerra o mestre
Bom até em Filosofia
Fernando o bom professor
Veio dar melhor sabor
Na cachaça e poesia
O que no Bar se passava
Logo era registrado
A produção literária
E o que era falado
Pelo efeito da cachaça
Esvaiu-se qual fumaça
Tudo foi extraviado
Toda semana um dos membros
Tem que levar sua cachaça
É regra da Confraria
E ninguém cria arruaça
Pode ser uma Mineirinha
Ou outra qualquer Purinha
Qualquer cachaça se abraça
Tem também mais uns confrades
Vou falar em verso e prosa
Márcia, Mascotinha, Marina
E muita gente amorosa
A Evelyn esta grande artista
Que é ainda especialista
No grande Guimarães Rosa
Confraria Literária da Cachaça
Tombadilho é a sua sede
Não lembro de todo mundo
Mas eu vou falar adrede
Vou lembrar neste cordel
Ainda do Gabriel
O adolescente rebelde
Tem também a participação
De esposa e namorada
Liane esposa do Carlos
Ledinha, do Aluísio, é a fada
A turma chega às dez horas
Bebe muito e vai embora
Já dentro da madrugada
A Confraria da Cachaça
É mais real que imaginária
A prosa e a poesia
È uma coisa estatutária
Além da água marvada
Da Mineirinha, a danada.
E da obra literária
Jorge Sales
Quero ser teu coração
17 de abril, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Quero ser a morada dos teus sentimentos
Quero ser a razão das tuas emoções
Quero num rasgo de clemência
Ser a tua consciência
Quero ser teu coração
Jorge Sales
Quando o amor silencia
16 de abril, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Quando o amor silencia
O peito fica abafado
Descuidou-se o coração
E foi um prá cado lado
Em mim fica a saudade
Sofro muito na verdade
Silente e preocupado
A gente até perde a graça
Quando o amor silencia
Tudo se resume a nada
Palavras sem melodia
E se o amor vai embora
Lento é o passar das horas
Noite é distante do dia
Se o sentimento é maduro
Sofre baixa e se abala
Quando o amor silencia
O coração sofre e cala
Vida foi feita prá amar
Nunca se deve calar
Cura de mudez é fala
A esperança do amanhã
No ressuscitar da magia
É nossa expectativa
Quando o amor silencia
E se o sinal esperado
Não partir do ser amado
Prorrogou-se a alegria
Vida é feita de momentos
Se vicia até no amar
É melhor se recolher
Que começar porfiar
Quando o amor silencia
Dia morno noite fria
Se torce prá melhorar
Tem homem até que adoece
Fica triste , acabrunhado
Outra coisa ele não pensa
Se não for no ser amado
Não vê graça em poesia
Quando o amor silencia
Se sente feio e acabado
Mas a vida continua
Quem cura tristeza é alegria
Ficam enfim as lembranças
Do era feliz, não sabia
Daqueles momentos felizes
Amor de todas matizes
Quando o amor silencia
Jorge Sales
A vida será assim daqui em diante
8 de abril, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Glosa poética:
Com carinho, com amor, sem preconceito
A vida será assim daqui em diante
Amanhã com certeza é um novo dia
Sentimentos de adeus as ilusões
Será feito com leveza e poesia
Quem me dera viver novas emoções
Sensatez, liberdade e harmonia
Muita paz entre todas relações
Confiança onde tudo principia
O amor conquistando corações
Dias novos que trarão felicidade
Alegria revestida em liberdade
A estrela lá no céu mais cintilante
Um mundo em que se faz tudo direito
Com carinho, com amor, sem preconceito
A vida será assim daqui em diante
Jorge Sales
Insônia
3 de abril, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Hoje cedo
Pensei em ti
Minha saudade madrugou.

