Telefonema
2 de maio, 2008 © Publicado por Jorge Sales
De manhã liguei pra ela bem cedo
Ah se eu pudesse vê-la tão bela
O que será que pensará ela ?
Bateu em mim grande medo
Se lhe mandasse um torpedo
Como quem nunca apela
Impedia qualquer querela
Em função do meu arremedo
O que fará minha musa
Será que ela ainda me acusa
De apelação ou falta de zelo
Nunca mais eu a ligo a esmo
Pois um dia o que quero mesmo
É acordá-la com o cotovelo
Jorge Sales


29 de maio, 2008 at 1:33 am
Jorge, meu poeta, tua poesa me inspirou! Beijos
Eliane
29 de maio, 2008 at 1:43 pm
Semaninha
dia 1
de manhã acordei cedo
como quem o dia inventa
marcar encontro com o encanto
dia 2
de manhã acordei sem medo
como pão que me alimenta
teu telefonema e tanto!
dia3
outro dia, engano ledo!
levantar em marcha lenta
tua voz não veio, espanto.
dia 4
hoje mudei meu enredo
ou o coração não agüenta
fiz figa contra quebranto
dia 3
de manhã acordei tarde
me enroscando ao travesseiro
como gato no novelo
dia 4
lembro não ter feito alarde:
tu vinhas, alvissareiro
com capricho, com desvelo
dia 5
achei a vida covarde
não trazer-te por inteiro
apesar do meu apelo
dia 6
o coração teima e arde
E se o sonho é verdadeiro?
-me acorda o teu cotovelo…
dia 7
sapatos descalços no chão
os nossos sonhos mesclados
realidade ou invenção…
\repete\
29 de maio, 2008 at 2:05 pm
Conheci alguns poetas,
de alguns gostei um bocado
faziam versos a rodo
de um jeito alucinado
mas fazer versos oom esmero
só tendo mesmo o tempero
da bela Eliane Guaraldo
Beijos
Jorge Sales