Telefonema

2 de maio, 2008 © Publicado por Jorge Sales

De manhã liguei pra ela bem cedo
Ah se eu pudesse vê-la tão bela
O que será que pensará ela ?
Bateu em mim grande medo

Se lhe mandasse um torpedo
Como quem nunca apela
Impedia qualquer querela
Em função do meu arremedo

O que fará minha musa
Será que ela ainda me acusa
De apelação ou falta de zelo

Nunca mais eu a ligo a esmo
Pois um dia o que quero mesmo
É acordá-la com o cotovelo

Jorge Sales

3 Comentários to “Telefonema”

  1. EliANE Says:

    Jorge, meu poeta, tua poesa me inspirou! Beijos
    Eliane

  2. Eliane Guaraldo Says:

    Semaninha

    dia 1
    de manhã acordei cedo
    como quem o dia inventa
    marcar encontro com o encanto

    dia 2
    de manhã acordei sem medo
    como pão que me alimenta
    teu telefonema e tanto!

    dia3
    outro dia, engano ledo!
    levantar em marcha lenta
    tua voz não veio, espanto.

    dia 4
    hoje mudei meu enredo
    ou o coração não agüenta
    fiz figa contra quebranto

    dia 3
    de manhã acordei tarde
    me enroscando ao travesseiro
    como gato no novelo

    dia 4
    lembro não ter feito alarde:
    tu vinhas, alvissareiro
    com capricho, com desvelo

    dia 5
    achei a vida covarde
    não trazer-te por inteiro
    apesar do meu apelo

    dia 6
    o coração teima e arde
    E se o sonho é verdadeiro?
    -me acorda o teu cotovelo…

    dia 7
    sapatos descalços no chão
    os nossos sonhos mesclados
    realidade ou invenção…

    \repete\

  3. Jorge Sales Says:

    Conheci alguns poetas,
    de alguns gostei um bocado
    faziam versos a rodo
    de um jeito alucinado
    mas fazer versos oom esmero
    só tendo mesmo o tempero
    da bela Eliane Guaraldo

    Beijos
    Jorge Sales

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