Vou cantando o martelo agalopado
16 de setembro, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Já vivi muitas coisas nesta era
Parte delas aprendendo e refletindo
Já cai, levantei e fui seguindo
Aprendi… A fé traz o que se espera
E amizade é o que melhor há nesta esfera
Fiz amigos , amei muito e fui amado
Nesta vida ganhei mais do que esperado
Certo ou errado eu fiz tudo de montão
Na fusão mágica sem explicação
Vou cantando martelo agalopado
A amizade este belo sentimento
É uma luz a alumiar o meu caminho
Minha mãe me ensinou , eu menininho
Que confiança é também seu elemento
E o amigo antídoto do desalento
Se um amigo sofre , sofro , fico engasgado
Se ele é feliz me sinto recompensado
A amizade, vem sempre do coração
Na fusão mágica sem explicação
Vou cantando o martelo agalopado
A verdadeira amizade é confortante
Se assim não fosse não seria amizade
E os amigos sempre formam uma irmandade
Um por todos, todos por um é importante
Para o amigo não existe o tal distante
Pois mesmo longe ele sempre é alcançado
No pensamento, na lembrança, o imponderado
O estar distante não é problema meu irmão
Na fusão mágica sem explicação
Vou cantando o martelo agalopado
A verdadeira amizade em sua essência
Ela é perene por que nasce simplesmente
De um sentimento um amor que é diferente
Do amor do filho que independe preferência
Tem a mesma cor é diferente da hortênsia
Que muda a cor dependendo do estado
Eu tenho amigos e sou privilegiado
Lhes mando agora beijos no coração
Na fusão mágica sem explicação
Vou cantando o martelo agalopado
Jorge Sales
Eu quero falar de Amizade (para Jorge Sales)
12 de setembro, 2008 © Publicado por Eliane Guaraldo
Eu quero falar de amizade
Como se fosse o presente
Que assim, meio de repente,
Acontece numa idade
Em que a gente quer verdade
Sabedoria e bom vinho
Eu sei que nunca é sozinho
Quem encontrou um amigo
Muito mais do que abrigo
Encontrou o seu caminho.
Eu quero falar de amizade
Como se fosse um achado
Um tesouro encontrado
De enorme raridade
Porém sem solenidade
Se acomoda no seu peito
Completo e de um tal jeito
Que preenche o coração
“Fusão … sem explicação”
Um mote mais que perfeito.
Eu quero falar de amizade
Como o amor que não termina
Mas liberta, reanima
Em total cumplicidade.
Ela vive em paridade
Com o respeito absoluto
E o coração impoluto
De mágoa ou mal pensamento
Desenvolve o acalento
Sinceridade é seu fruto.
Eu quero falar de amizade
Como algo que não se explica
Mas se sente e identifica
Quando ele é de verdade
Porque deixa uma saudade
E o desejo de encontrar
Sem contudo provocar
Qualquer dor ou sofrimento
Pois é nobre sentimento
Que pra sempre vai ficar.
Eu quero falar de amizade
Como sentimento vivo
Exercício que cultivo
Em sua integralidade
E com grande intensidade
Já que aprendi contigo
É um dom que eu persigo
Ami-zade é amar com arte
Eu te amo e destarte
Tu és o meu grande amigo.
Sonho Sonhado
9 de setembro, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Se não consigo dormir
Invente uma canção de ninar
Cante-a prá mim devagar
Como se eu fosse criança
Devolva aquela esperança
Que cheguei a ter um dia
De ficar junto a teu lado
Depois de um sonho sonhado
Te recitar poesias
Mas, se eu dormir muito tempo
Depois da noite de amor
Cubra-me com teus pensamentos
Lance em mim teu fulgor
Quero acordar de manhã
Te abraçar com afã
Todo faceiro e risonho
Descobrir que não era sonho
E como fosse teu amado
Viver um sonho acordado.
Jorge Sales
Culpa
8 de setembro, 2008 © Publicado por Dani Lima
A culpa corrói,
o coração dói.
Ato impensado,
cruel, pesado
no tempo perdura.
Não há outra cura
senão,
pedir por perdão.
Fazendo as contas
7 de setembro, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Fazendo as contas
Hoje resolvi fazer uma conta
das fontes de minha inspiração
daquelas que me vêm do coração
e constituem os poemas de ponta
fiz as contas e ai eu fiz de conta
que não me inspiraste nunca não
não fiz poema pra ti nem no embrião
mas nem isso não te desaponta
pois sabes que és a minha musa
e minha poesia nunca te recusa
qualquer que seja a situação
e se o poema falar de carinho
e se não estiveres no caminho
com certeza eu farei a revisão.
Jorge Sales
Faço versos
2 de setembro, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Faço versos
Sem nenhum formalismo
Sem preocupações com lirismo
Sem nenhuma pretensão
Eu os faço com o coração
Faço versos
Como quem conversa
À beça
Palavras a esmo
Eu, cambono de mim mesmo
Jorge Sales

