Jorge vive e sempre viverá
17 de novembro, 2008 © Publicado por Rubenio Marcelo
Estou vivendo (e sentindo) a dor profunda desta perda. Assim, nesta desalegria, um silêncio pesado me aterra. Esperarei encontrar-me lúcido e calmo, para procurar o saltério deste salmo. Às vezes reconforto-me por saber que Jorge cumpriu com dignidade a sua missão e, assim, partiu feliz, pois a felicidade sempre foi - mesmo nos momentos mais difíceis - a marca indelével deste inesquecível irmão de alma e eterno parceiro de arte que me dedicou a honra de dividir com ele a obra em CD “A Arte Maior…” e mais cerca de quatro dezenas de composições musicais, além da alegria de partilharmos os desígnios mais fortes da convivência fraternal e familiar.
Guimarães Rosa dizia que “as pessoas não morrem, ficam encantadas”. Jorge Sales continua [e continuará sempre] entre nós, nos belos poemas e cordéis que escreveu, nas letras que compôs, nas músicas que tocam nos nossos corações e nos exemplos de vida de um ser especial que construiu com perfeição a sua trajetória, procurando sempre acender a pira da perseverança e do otimismo, jamais fraquejando ante os açoites das adversidades e sempre espargindo a essência do seu amor verdadeiro e inalterável. Homem íntegro, sincero e cordial, inscreveu sua história com os augustos cinzéis do decoro e da conduta exemplar. Compartilhou seus ideais e o amor às artes e à cultura, sempre decantando especialmente o seu Espíriro Santo e as belezas sacrossantas de todo o nosso país. Por tudo isto e muito mais, Jorge pertence à estirpe dos seres abençoados.
Nas douradas nuvens do silêncio da nossa memória, surge seu semblante altivo com aquele sorriso puro, cerviz altaneira, olhar de ternura, braços abertos e trazendo um novo poema, buscando um violão encordoado de fraternidade, para anunciar um novo dia.
Assim seja,
RUBENIO MARCELO
(Campo Grande/MS)


17 de novembro, 2008 at 3:41 pm
Rubenio, você foi um dos companheiros mais amados pelo nosso Poeta Jorge Sales.Realizou com ele uma das obras musicais mais relevantes para a história da música do ES.O trabalho de vocês é um divisor de águas.
Um grande abraço meu irmão.
Rogerinho Borges.
17 de novembro, 2008 at 9:15 pm
O que é perder um amigo?
A uns 3 anos eu não saberia responder a esta pergunta. Hojê eu sei, e sei graças ao brilho que via nos olhares de Jorge e de Rubenio quando estavam perto um do outro, brilho que eu via no olhar de Jorge quando falavamos de Rubenio, ou quando pegavamos o telefone numa madrugada qualquer e ligavamos para Mato Grosso, brilho que que nunca sairá de meus ólhos por saber agora de uma coisa muito simples.
Amigos a gente não perde nunca, AMIGOS VIVEM PARA SEMPRE.
PAULO FERRAZ
18 de novembro, 2008 at 12:59 am
Sei que a dor que está em seu coração neste momento é ferida que não cicatriza, com o passar do tempo transforma em saudade, aquela lembrança indelével das horas boas que juntos passaram!