Andaraí
24 de abril, 2009 © Publicado por Dani Lima
Eu perdido por aqui
E tu
Andaraí
Jorge Sales
Publicado originalmente em 14/08/2002 no site Usina de Letras
Lembranças de Jorge
21 de abril, 2009 © Publicado por Dani Lima
Jorge Sales deixou amigos e lembranças por todos os lugares por onde passou. Abaixo um comentário de um amigo dos tempos do Rio de Janeiro. Antonio, sinto muito que o tempo não tenha favorecido seu reencontro com o Jorge, mas tenho certeza que ele ficaria feliz de você ter “encontrado” o site dele.
“Sou testemunha de toda a parte contada sobre o Jorge, quando ele chegou ao Rio de Janeiro. Era vizinho do pai dele. O Jorge foi a pessoa mais dedicada aos estudos que conheci.
Por motivos profissionais perdi o contato com ele e com a Nelma. Nunca mais nos vimos.
Tentei contato com ele pela Internet, sem sucesso. Hoje, dia 21 de abril, ao tentar um novo contato, descobri a notícia da morte dele, o que me deixou profundamente triste. Imaginei assistir a um show dele em Vitória e, ao final, procurá-lo para um abraço. Não deu tempo.
Não sei se a família dele lerá esta mensagem. A eles deixo meus sentimentos. A Nelma, que tive como amiga, minhas saudades e a vontade de ter notícias suas.
Antonio Carlos Lonthfranc (irmão da Eliane) Rua “L”.”
Quando este dia vier
17 de abril, 2009 © Publicado por Dani Lima
Logo logo ficarei
com a pessoa que quero
e,salvo engano,
neste dia serei rei ,
rei de todos os meus planos .
Eu um dia ainda hei
de realizar meus planos
neste dia serei rei
rei de todos os meus sonhos
Hei ainda de passar
por todos os meus atalhos
nos atalhos vou achar
o objeto sonhável
e neste dia admirável
melhor de todos os dias
aí entregar-me- ei
a todas as fantasias
Jorge Sales
Publicado originalmente em 04/08/2005 no site Usina de Letras
Cunversa alêia
9 de abril, 2009 © Publicado por Dani Lima
“Conversa de Cordel” entre Silva Filho e Jorge Sales
Almir
Jorge Sales, eu li tudo
Qui tu disse pra Lili
Demonstrano a sabença
Que não vem do ti-ti-ti;
Tu falô tudo qui pensa
Sem provocá dizavença
Pôis dizavença não vi.
Jorge
Dizavença nunca faço
Nós dois amamo a Lili
Vosmecê é a união
Maranhão com Piauí
Eu falo tudo qui penso
Mas se alguém fizer um censo
Unanimidade é Almir
Almir
Pôis dizavença não vi
No izercíço da arte
A rima tem sêus mistero
Qui cada bardo reparte;
Eu aqui sôu mui cincero
Não sei se fôi lero-lero…
Na verdade preguntarte.
Jorge
Na verdade preguntei
Por força da circunstança
Falaria ao pé do ouvido
Se não fosse a distança
Lili é uma bela mulher
Do cordé faz o que quer
E eu não sou mais criança
Almir
Na verdade preguntarte
Por um tal de Silva Filho
Nome que serviu de mote
Pra firmá o estribilho;
Se a Lili deu um calote
Ou recebeu um pacote
De cordé fora dos trilho.
Jorge
O cordé fora dos trilho
Isso o Almir nunca faz
Ele não faz nem na guerra
Quanto mais tempo de paz
A Lili não dá calote
E ainda pra sua sorte
Almir é um bom rapaz
Almir
De cordé fora dos trilho
Pruquê chegô pur tabela
Arguém mandô um e-mail
Qui passô na caixa dela;
E ela qui nunca faz fêio
Num jogô pra escantêio
Pôis achô lugar na tela
Jorge
Ela achô lugar na tela.
E aí não pestanejou
Quando abriu a Usina
Bem lá dentro ela jogô
Vou fazê um ba fa fá
O cordé vou espalhar
Foi assim quela pensou
Almir
Se orve argum galantêi?
Tu fêiz ôtra indagação…
Dessa vêiz tu fôi ao cume
Cum essa tal inquirição;
E confórme os custume
Quém lêu notô um ciúme
Na tua preguntação.
Jorge
A minha preguntação
Não foi pregunta a esmo
Eu banquei o mineirinho
Desses qui come torresmo
A Lili tem o seu lume
Se acha que foi ciúme
Eu sei foi ciúme mesmo
Almir
Tu chamô de serelepe
Nossa minina amada
Têu verso sem estribêra
Dexô a mina danada;
Tu vem ansim pelas bêra
Cantando mulé-rendêra
Prá gãiá u’a namorada.
Jorge
Pra gãiá uma namorada
Eu faço qualquer negócio
Eu canto mulé-randera
E finjo que estou no ócio
Assim mamãe me ensinô
Mas acredite dotô
Eu faço porque eu posso
Almir
Meu amigo Jorge Sales
Discurpas quero pedir
Mas a Lili tem um brilho
Qui fáiz a gente fremir;
E a questão do Silva Filho
Como diz o estribilho
O Silva Filho é Almir.
Jorge
O Silva Filho é Almir
Que espanta todos os males
Que sobe em qualquer montanha
Escala todos os vales
Pensando bem aliás
Se vejo a Lili vou atrás
O meu nome é Jorge Sales
Jorge Sales
Publicado originalmente em 18/03/2006 no site Usina de Letras
Foi belo o dia de hoje
3 de abril, 2009 © Publicado por Dani Lima
Hoje o dia foi demais
Foi mais do que eu queria
Eu vi vários cordelistas
De novo aqui na porfia
Assistir alguns cantadores
Num festival de valores
Voltando prá cantoria
Eu vi Domingos Medeiros
Puxando um belo refrão
Vi o Rubenio Marcelo
Cantando bela canção
Veio de Icó , Manezinho
Tão belo qual passarinho
Cantando os oito em quadrão
Meus amigos do Usina
Eu lhes afirmo que vi
Eu vi Daniel Fiúza
Puxando o jogo prá si
Eu vi o Airam Ribeiro
Pintando de conselheiro
Meninos, eu vi o Almir
Posso dizer que este dia
Foi mais que satisfatório
Sei que outros cordelistas
Virão com seu repertório
Para crer só vocês vendo
Vi até Milene descrevendo
O dia do seu velório
O dia aqui começou
Com o Ode ao Cordel Fraternal
Chamamento do Rubenio
Para um dia bem legal
Espero o Benedito
Mas meu coração está aflito
Espero a Lilian Maial
Jorge Sales
Publicado originalmente em 17/11/2003 no site Usina de Letras

