Desdentado não come III (Final)
25 de agosto, 2009 © Publicado por Dani Lima
Desdentado com emoção
Achou muito deprimente
Deixar o tesão do homem
Ficar a mercê do dente
Pensou, é questão de honra
Não é que seja desonra
Mas tudo será diferente
Procurou um psicanalista
Pra resolver seu problema
Com a cabeça no divã
Contou todo seu dilema
Falou doutor realmente
Se não escovar os dente
Eu não transo com Jurema
Que houve na sua infância
Perguntou-lhe o doutor
De pronto ele respondeu
Mamãe me deu muito amor
Mas lembro de Filomena
Que era coisa de cinema
Mas nunca me respeitou
Sempre após as refeição
Minha babá feito louca
Passava pasta em meus dente
Eu não dormia de touca
Ela levantava a saia
Eu não fugia da raia
Dava-lhe um beijo na boca
Bravo seu Desdentado
Acabou-se a sua sina
O doutor firme afirmou
O problema é esta menina
Agora que sabes home
Desdentado agora come
Será cordel na Usina.
Jorge Sales
Publicado originalmente em 09/01/2002 no site Usina de Letras
Desdentado não come II (A Missão)
18 de agosto, 2009 © Publicado por Dani Lima
O gaúcho foi pra consulta
Foi lá explicar seu drama
Disse, doutor como pode
Toda vez que vou pra cama
Nem que cruze meus bigode
Nunca sobe este indecente
Se antes não escovo os dente
O doutor lhe disse, moço
Não se sinta aperriado
Não vá ao fundo do poço
Preste atenção no recado
Lhe receito simpatia
Se deu certo com titia
Dará no concubinato
Tire a escova do armário
Bote fogo ,faz de conta
Que é vela de aniversário
A mulher grita, gaúcho
Ta pegando fogo na casa
Aí você sai do arbusto
Vai por trás e manda brasa
O gaúcho foi tentar
Mas achou muito esquisito
Assim que acendeu o fogo
Sua mulher deu um grito
Com cara de poucos amigo
Disse: baixe esse facho home
Que desdentado não come
Jorge Sales
Publicado originalmente em 07/01/2002 no site Usina de Letras
Desdentado não come
11 de agosto, 2009 © Publicado por Dani Lima
Tem certo tipo de gente
Pode ser homem ou mulher
O que melhor convier
Em Vila Velha tem um moço
Gaúcho bem talentoso
Do tipo que come a carne
Mas não dispensa o osso
É um sujeito independente
Tipo assim de antigamente
Rema conforme a maré
Não faz amor com a mulher
Se antes não escovar os dentes
Também não dispensa um mate
Com seu sorriso colgate
Seu hobby é fazer churrasco
Adora o time do Grêmio
Mas torce mesmo é pro Vasco
Gaúcho bom de cozinha
Faz tudo que é iguaria
Gentleman com a vizinha
Seja Anastácia ou Maria
Quando vai prá sua alcova
Coloca pasta na escova
Passa pasta de montão
Sua mulher diz, filho
Isto acaba com o tezão
Não consegue o displicente
Se antes não escovar o dente
Na cama, a mulher nele roçando
Ele foi logo avisando
Deixe de ser indecente
Você sabe que sou homem
Mas hoje não escovei meu dente
Não adianta ser prá frente
Porque desdentado não come
Jorge Sales
Publicado originalmente em 02/01/2002 no Site Usina de Letras
Carta a Nicio Lacorte
4 de agosto, 2009 © Publicado por Dani Lima
Nicio, muito obrigado
Obrigado pelo chimarrão
Pela recepção
Pelo macarrão
Pelo dvd do dinossauro
Pela salada
Pela couve
E até pelo assalto
O assalto que não houve
Por tudo que me disseram
E também pelas flores
As flores que não vieram
Pelo jogo que eu ganhei
Pelos passeios que amei
Pelos torresmos que não comi
Pelos lugares que não vi
Pela beleza de tua cidade
E mais que tudo isto
Por tudo que tenho visto
É ter a tua amizade.
Jorge Sales
Publicado originalmente em 08/12/2001 no site Usina de Letras
Festival L’Espirito Poitou, em Celles sur Belle, na França
2 de agosto, 2009 © Publicado por Rogério Borges
De 20 a 24 de agosto estarei participando ao lado de importantes artistas capixabas do Festival L’Espirito Poitou, em Celles sur Belle, na França, intercâmbio cultural França-Brasil e lá vou apresentar canções em parcerias com Jorge Sales e Valeria Tarelho. “Amorosamente Cedo”, “Segredo do Vento”, “Minha casa de Ferreiro”, “Azo”, “Eu quero”, “Oz não é aqui” são algumas das canções do repertório.
SAMEDI 22 AOUT
18h30 – 20h
Apero Concert: Rogerinho Borges
Concert Musique Populaire Brésilienne
Café du Lion D’or

