Nosso mal à natureza

1 de outubro, 2008 © Publicado por Jorge Sales

No mote do Mário Guimarães

Quando ainda era menino
Aprendi uma lição
Bela como uma canção
Soando do violino
No jogo do meu destino
Foi pra mim um xeque-mate
Mamãe me deu o arremate
Disse em sua gentileza
Nosso mal à natureza
Sobre nós mesmos se abate

Veja como é importante
Nossos rios, nossas matas…
Isso vem de longas datas
Quanto mais daqui a diante
Vamos fazer um levante
Fazer do bem um resgate
Vamos partir pro debate
Expor com toda clareza
Nosso mal à natureza
Sobre nós mesmos se abate

O mundo será excelente
Se cada um melhorar
Com alegria sem par
O seu próprio ambiente
Cuidando de sua gente
Não há nó que não desate
E nem mandinga que empate
A verdadeira grandeza
Nosso mal à natureza
Sobre nós mesmos se abate

Vamos um plano traçar
Buscar novas diretrizes
Vamos todos ser felizes
A natureza conservar
Em todo nosso lugar
Acabar com o disparate
Como disse o nosso vate
Guimarães com sua certeza
Nosso mal à natureza
Sobre nós mesmos se abate

Jorge Sales

Publicado originalmente no Usina de Letras em 07/08/2004

Vou cantando o martelo agalopado

16 de setembro, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Já vivi muitas coisas nesta era
Parte delas aprendendo e refletindo
Já cai, levantei e fui seguindo
Aprendi… A fé traz o que se espera
E amizade é o que melhor há nesta esfera
Fiz amigos , amei muito e fui amado
Nesta vida ganhei mais do que esperado
Certo ou errado eu fiz tudo de montão
Na fusão mágica sem explicação
Vou cantando martelo agalopado

A amizade este belo sentimento
É uma luz a alumiar o meu caminho
Minha mãe me ensinou , eu menininho
Que confiança é também seu elemento
E o amigo antídoto do desalento
Se um amigo sofre , sofro , fico engasgado
Se ele é feliz me sinto recompensado
A amizade, vem sempre do coração
Na fusão mágica sem explicação
Vou cantando o martelo agalopado

A verdadeira amizade é confortante
Se assim não fosse não seria amizade
E os amigos sempre formam uma irmandade
Um por todos, todos por um é importante
Para o amigo não existe o tal distante
Pois mesmo longe ele sempre é alcançado
No pensamento, na lembrança, o imponderado
O estar distante não é problema meu irmão
Na fusão mágica sem explicação
Vou cantando o martelo agalopado

A verdadeira amizade em sua essência
Ela é perene por que nasce simplesmente
De um sentimento um amor que é diferente
Do amor do filho que independe preferência
Tem a mesma cor é diferente da hortênsia
Que muda a cor dependendo do estado
Eu tenho amigos e sou privilegiado
Lhes mando agora beijos no coração
Na fusão mágica sem explicação
Vou cantando o martelo agalopado

Jorge Sales

Amigos

26 de junho, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Já vivi muitas coisas nesta era
Parte delas aprendendo e refletindo
Já cai, levantei e fui seguindo
Aprendi… A fé traz o que se espera
A amizade é o que melhor há nesta esfera
Fiz amigos , amei muito e fui amado
Nesta vida ganhei mais do que esperado
Certo ou errado eu fiz tudo de montão
Na fusão mágica sem explicação
Vou cantando o martelo agalopado

A amizade este belo sentimento
É uma luz a alumiar o meu caminho
Minha mãe me ensinou , eu menininho
Que a confiança é também seu elemento
E o amigo é o antídoto do desalento
Se ele sofre , eu sofro , fico engasgado
Se ele é feliz me sinto recompensado
A amizade, vem sempre do coração
Na fusão mágica sem explicação
Vou cantando o martelo agalopado

A verdadeira amizade é confortante
Se assim não fosse não seria amizade
E os amigos sempre formam uma irmandade
Um por todos, todos por um é importante
Para o amigo não existe o tal distante
Pois mesmo longe ele sempre é alcançado
No pensamento, na lembrança, o imponderado
O estar longe não é problema meu irmão
Na fusão mágica sem explicação
Vou cantando o martelo agalopado

A verdadeira amizade em sua essência
Ela é perene por que nasce simplesmente
De um sentimento um amor que é diferente
Do amor do filho que independe preferência
Tem a mesma cor é diferente da hortênsia
Que muda a cor dependendo do estado
Eu tenho amigos e sou privilegiado
Lhes mando agora beijos no coração
Na fusão mágica sem explicação
Vou cantando o martelo agalopado

Jorge Sales

Vida de Cordel

17 de junho, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Quer saber se estou feliz?
Então eu respondo agora
Quer saber se a toda hora?
Foi o destino que quis
Se nasci em São Luis?
Se eu vim do Maranhão
Se falo do coração?
Me sentir lisonjeado
Isso é Quadrão Perguntado
Isso é responder Quadrão

Jorge Sales

A vida escrita em Cordel por Jorge Sales. Faça parte da comunidade do Orkut (Jorge Sales - Vida de Cordel).

É a vida

31 de maio, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Se Madalena viveu assim a vida inteira
seu viver passou a ser um sacerdócio
seu marido vivia assim em pleno ócio 
a achava santa e a sua padroeira
levava o dia a fazer grande besteira
mas o tempo passa e a fila sempre anda
o marido dela não come mais sequer baranga
nasceu, andou, cresceu, viveu e aliás
no mundo creio que não voltará jamais
só se for baixar nos terreiros de umbanda

Jorge Sales

Poesias do meu quintal

20 de maio, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Cordel Prefácio do novo livro de José Suamy Barroso 

Com prazer agora mostro
As rimas que aqui versejo
Exaltar lindas poesias
É  uma coisa que almejo
Em forma deste cordel
Vou exaltar o Kekel
Aproveitando o ensejo

José Suamy Barroso
Poeta sensacional
Escreve tão belamente
De forma bem natural
De modo bem positivo
Escreveu um novo livro
Poesias do Meu Quintal

Eu fiquei muito feliz
Vendo o livro ponta a ponta
Lendo as lindas poesias
Que o poeta apronta
O livro é extraordinário
Pra mim é um relicário
Que o belo passa da conta

Começa com “Apresentação”
Dividindo em sete partes
“O Carroceiro”, “O protesto”
O Suamy é um baluarte
“Barra do Jucu”,” Natureza”
“Mulher & Amor”, que beleza
E “Homenagens “ à parte

No livro fala de tudo
Da  mente , fome e amizade
Fala da Barra do Jucu
Um bairro,  linda cidade
Do Burro , do bom carroceiro
Do Valdecir seresteiro
Do amor e da liberdade

Se fala da professora
Fala também da escola
De José de Anchieta
O poeta é show de bola
Da fonte de vida ,razão
À droga ele diz não
Coelho sai da cartola

Em “Deus olha pra mim”
Dá um chega em suas dores
Tem um estilo bem próprio
Como os grandes escritores
Tem um poema sem par
Com nome “Pra que roubar”
E  fala dos pescadores

Acabei de ler o livro
Deste vate , grande esteta
José Suamy Barroso
O talento é sua meta
Poesias do meu quintal
O livro sensacional
Do carroceiro poeta

Jorge Sales

Confraria Literária da Cachaça

25 de abril, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Vou contar para vocês
Tudo que sei da branquinha
Da moça branca, da pinga
Da Januária, a caninha
Daquela água marvada
Da mineirinha  a danada
E a gente bebe a purinha

Pois aqui em Niterói
A boa idéia se abraça
No Barzinho Tombadilho
Só gente boa congraça
Na idéia extraordinária
Da Confraria Literária
Confraria da cachaça

Dos membros da Confraria
Temos alguns escritores
Temos o Aluísio o Tiago
Que são dois grandes valores
Leo que é músico seresteiro
O Carlos bom cachaceiro
Esses  membros fundadores

Reunem-se nas quartas feiras
Em São Domingos na praça
Tombadilho tem um garçom
O bom Daniel figuraça
Onde nasceu ninguém sabe
E nem que o mundo desabe
Se ele falar perde a graça

Alguns membros ilustres
Aderiram à confraria
Paulo Bezerra o mestre
Bom até em Filosofia
Fernando o bom professor
Veio dar  melhor sabor
Na cachaça e  poesia

O que no Bar se passava
Logo  era registrado
A produção literária
E o que era falado
Pelo efeito da cachaça
Esvaiu-se qual fumaça
Tudo foi extraviado

Toda semana um dos membros
Tem que levar sua cachaça
É regra da Confraria
E ninguém cria arruaça
Pode ser uma Mineirinha
Ou outra qualquer Purinha
Qualquer cachaça se abraça

Tem também mais uns confrades
Vou falar em verso e prosa
Márcia, Mascotinha, Marina
E muita gente amorosa
A Evelyn esta grande artista
Que é ainda   especialista
No grande Guimarães Rosa

Confraria Literária da Cachaça
Tombadilho é a sua sede
Não lembro de todo mundo
Mas eu vou falar adrede
Vou lembrar neste cordel
Ainda do Gabriel
O adolescente rebelde

Tem também a participação
De esposa e namorada
Liane esposa do Carlos
Ledinha, do Aluísio, é a fada
A turma chega às dez horas
Bebe muito e vai embora
Já dentro da madrugada

A Confraria da Cachaça
É mais real que imaginária
A prosa e a poesia
È uma coisa estatutária
Além da água marvada
Da Mineirinha, a danada.
E da obra literária

Jorge Sales

Quando o amor silencia

16 de abril, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Quando o amor silencia
O peito fica abafado
Descuidou-se o coração
E foi um prá cado lado
Em mim fica a saudade
Sofro muito na verdade
Silente e preocupado

A gente até perde a graça
Quando o amor silencia
Tudo se resume a nada
Palavras sem melodia
E se o amor vai embora
Lento é o passar das horas
Noite é distante do dia

Se o sentimento é maduro
Sofre baixa e se abala
Quando o amor silencia 
O coração sofre e cala
Vida foi feita prá amar
Nunca se deve calar
Cura de mudez é fala

A esperança do amanhã
No ressuscitar da magia
É nossa expectativa
Quando o amor silencia
E se o sinal esperado
Não partir do ser amado
Prorrogou-se a alegria

Vida é feita de momentos
Se vicia até no amar
É melhor se recolher
Que começar porfiar
Quando o amor silencia
Dia morno noite fria
Se torce prá melhorar

Tem homem até que adoece
Fica triste , acabrunhado
Outra coisa ele não pensa
Se não for no ser amado
Não vê graça em poesia
Quando o amor silencia
Se sente feio e acabado

Mas a vida continua
Quem cura tristeza é alegria
Ficam enfim as lembranças
Do era feliz, não sabia
Daqueles momentos felizes
Amor de todas matizes
Quando o amor silencia

Jorge Sales

A vida será assim daqui em diante

8 de abril, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Glosa poética:
Com carinho, com amor, sem preconceito
A vida será assim daqui em diante

Amanhã com certeza é um novo dia
Sentimentos de adeus as ilusões
Será feito com leveza e poesia
Quem me dera viver novas emoções

Sensatez, liberdade e harmonia
Muita paz entre todas relações
Confiança onde tudo principia
O amor conquistando corações

Dias novos que trarão felicidade
Alegria revestida em liberdade
A estrela lá no céu mais cintilante

Um mundo em que se faz tudo direito
Com carinho, com amor, sem preconceito
A vida será assim daqui em diante

Jorge Sales

José Lemos, nordestino, meu amigo, meu irmão

20 de fevereiro, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Este é um Cordel Especial, em homenagem a José Lemos, meu conterrâneo, amigo e irmão. Conheça abaixo um pouco mais sobre sua vida e depois leia sua história em forma de Cordel.

José de Jesus Sousa Lemos ou, simplesmente, José Lemos. Nascido Maranhense no Povoado de Paricatiua que está situado em Bequimão, um dos municípios mais carentes do Brasil e talvez do planeta. Aos oito meses, foi para São Luis com os pais - agricultores sem terra, que buscavam melhores dias como tantos nordestinos. 

Fez o Primário no Grupo Escolar Almeida Oliveira. Ginásio e Cientifico no tradicional Liceu Maranhense. Formou-se em Engenharia Agronômica pela Faculdade de Ciências Agrárias do Pará, atual Universidade Federal Rural da Amazônia. Tem Mestrado e Doutorado em Economia Rural e Pós-Doutorado em Economia dos Recursos Naturais na Universidade da Califórnia, USA.

Foi pesquisador da EMBRAPA, Professor Assistente na Universidade Federal da Paraíba, Professor Visitante na Universidade da Califórnia e Professor Visitante na Universidade Estadual do Maranhão, São Luis. Desde 1984 é Professor Associado na Universidade Federal do Ceará. 

Tem muitos artigos científicos publicados e apresentados no Brasil e no exterior. É orientador e membro de Bancas de Dissertações e Teses. Publicou dois livros. Um deles, “Mapa da Exclusão Social: Radiografia de Um País Assimetricamente Pobre” editado em maio de 2005 pelo Banco do Nordeste do Brasil, encontra-se com edição esgotada. Sua segunda edição Revisada e Atualizada está em vias de publicação. Também escreveu cinco capítulos para outros livros.

Escreve semanalmente para o Jornal “O Imparcial” de São Luis e esporadicamente para jornais de Fortaleza e de outras cidades brasileiras. Foi Secretário de Estado de Assuntos Estratégicos e Secretário de Estado de Agricultura do Maranhão entre março de 2005 e dezembro de 2006.

É apaixonado pela natureza, pelo Ceará e pela sua terra: Maranhão, foco de suas atenções como pesquisador, pois nunca se esqueceu de suas raízes.

José Lemos nordestino
Nascido em Bequimão
Um pequeno município
Lá do nosso Maranhão
Na infância nosso herói
Penso nisso ,isso me dói
Passou fome no sertão

Dona Amélia e Domingos
Os pais do nosso José
Mudaram prá capital
Fizeram com muita fé
Atrás de oportunidade
Um emprego na cidade
E seja o que Deus quiser

Chegaram em São Luís
Nem tinham aonde morar
Com uma frase,um repente
Pior não pode ficar
Moraram um tempo na rua
Viveram a mercê da lua
Torcendo prá melhorar

Dona Epifânia alma boa
Vendo aquela situação
Lhes ofereceu sua casa
Fez isso de coração
A partir daquele dia
Aumentou sua família
Só se faz isso com irmão

Era uma casa pequena
No Caminho da Boiada
Na casinha de um quarto
Morou a troco de nada
Jorge ,Nelma,Amélia ,José
Liquinha,Epifânia,Dedé
Ribeirinho e sua amada

Tinha ainda o Domingos
Que era o pai de José
Além disso Seu Teodoro
Lurdinha e a Nazaré
Todos dormiam em rede
Na água matavam a sede
E não faltava o café

Havia naquela época
Nem sei se vou me lembrar
Uns programas de auditório
Lá na Rádio Ribamar
Tipo responda se souber
Ou outro nome qualquer
O sucesso do lugar

José ia aos domingos
Com toda rapaziada
Assistir a estes programas
Estava sem fazer nada
Lembro como se fosse agora
Responde a tudo na hora
E ganha uma abacatada

Abacatada prá quem não sabe
É vitamina de abacate
Quem toma esta iguaria
Não tem cristão que lhe mate
Recupera a energia
Dá um pouquinho de azia
Mas tem o pão de arremate

José pediu prá mamãe
Deixar eu ir na empreitada
Pegar o prêmio na feira
Que ganhou na domingada
Chegando lá no mercado
Demos o nosso recado
Tomamos a abacatada

Aquilo prá nós era o máximo
Era o almoço do dia
Voltamos prá casa alegres
Sem ter a pança vazia
E prá falar a verdade
Digo com sinceridade
Eu era feliz ,não sabia

Aí vim embora pro Rio
Papai mandou me buscar
José ficou no Maranhão
Junto com a turma de lá
Me despedi do amigo
Pensei sozinho comigo
Um dia ainda vou voltar

A vida então foi passando
José com muito esforço
Até sem saber o porquê
Pelo estudo criou gosto
E veja o que aconteceu
Estudou lá no Liceu
Não nasceu prá dá desgosto

O tempo agora era outro
Chegou o vestibular
José Lemos quem diria
Foi prás bandas do Pará
Entre tantos maranhenses
Outros tantos paraenses
Conseguiu se aprovar

Foi morar numa república
Lá no bairro dos Canudos
Estava muito feliz
Achava graça de tudo
Tirava os trotes de letra
A vida estava perfeita
Passou a se achar sortudo

A rota da faculdade
Era beleza sem par
Com palmeiras de dendê
Se vê tudo no lugar
Repleta de seringais
Tinha lindos pimentais
E uns pés de guaraná

Às vezes batia saudades
Lá de sua São Luís
Cidade agora distante
Bem longe de seu nariz
Mas carregava o seu sonho
O seu futuro risonho
E a vida que sempre quis

Recebeu então uma grana
Comprou calça Farwest
O dinheiro era da Bolsa
Ele agora é quem se veste
No Condor e no Shangrilá
Mocinhas doidas prá amar
Foi o seu primeiro teste

Belém que bela cidade
Só não gosta quem não quer
Quem não se lembra dos cines
Palácio , Olímpia e o Nazareth
As horas eram agradáveis
Com os filmes memoráveis
De um Domingo qualquer

José Lemos se formou
Formou-se em Agronomia
Foi para São Luís
Vê quem a muito não via
Em quinze dias somente
Foi tempo suficiente
Prá engravidar a Maria

Assumiu o primeiro emprego
Na cidade de Altamira
Já é homem independente
De todo jeito se vira
Recebeu carta sofrida
De sua mãezinha querida
Que morava na Belira

Filhinho que qui cê fez ?
Fale a verdade meu bem
Responda prá sua mãe
O que aprendeste em Belém?
Estava em letras garrafais
Que José ia ser papai
Maria espera um neném

Dona Amélia gente honesta
Deu em José um ultimato
Venha já prá São Luís
Seja um homem de fato
Maria moça direita
Não pode ser mãe solteira
Era assim seu relato

José falou com seu chefe
Pegou a mala e partiu
Casou com a sua amada
Lá na igreja do Anil
Para dizer a verdade
José era a felicidade
Em pleno mês de Abril

Ele José de Jesus
Ela Maria José
Em nomes assim pomposos
Todo mundo bota fé
Foi um belo matrimônio
Com a bênção de Santo Antônio
E Jesus de Nazaré

José Lemos começava
Sua vida profissional
Primeiro foi a EMBRAPA
Trabalhar nunca fez mal
E prá fazer o Mestrado
Mudou-se prá outro estado
Que coisa sensacional

A viagem a Porto Alegre
Aqui quero descrever
Foi feita em um fusquinha
Vocês vão pagar prá ver
Partiram os quatro de Belém
José, Maria ,um neném
E um outro por nascer

Além desses passageiros
Tinha tralhas de montão
Panelas , rede , penico
Um bicho de estimação
Uns pedaços de madeira
Havia pano , uma esteira
E o coração na mão

José de Jesus Lemos
Fez mestrado com louvor
Ai veio a Paraíba
Onde foi ser professor
Mestre na Universidade
Apesar da pouca idade
Partiu para ser doutor

Doutorado na Austrália
Prá ele o céu é o limite
José falando outra língua
Me emociona ,acredite
Parabéns doutor José
Acredite se quiser
Chegavam então os convites

José recebe convites
Até prá Scientific Tour
Rio , Viçosa ,Costa Rica
E à Coréia do Sul
E ai prá sua glória
Deu aula na Califórnia
O planeta Terra é azul

José fez pós-doutorado
Lá na América do Norte
Ensinou outros Josés
A melhorar sua “sorte”
Começou em São Luís
Até hoje é um aprendiz
Um homem de grande porte

Hoje ele tem cinco filhos
Não podia ser melhor
Gustavo, Ana Lúcia ,Marcelo
Christiane é a maior
E prá melhorar sua sina
Ganhou um anjo(Ana Carolina)
Que vem a ser seu xodó

Dona Amélia já não vive
Mora orgulhosa no céu
José seu irmão tá em Recife
Outra abelha que deu mel
Me orgulho de ser seu amigo
E a todos os deuses bendigo
Neste modesto cordel

José foi ser professor
Na Universidade do Ceará
A sua mulher a Maria
Eu quero homenagear
Belo exemplo de gente
Seguiu com José prá frente
Fez sua estrela brilhar

Foi Secretário de Desenvolvimento
Do governo do Maranhão
José Lemos tinha um sonho
Falo aqui em primeira mão
Abrir guerra contra a fome
Foi esta a meta do homem
José Lemos meu irmão

José de Jesus e Lula
Neles vejo semelhança
Ambos são nordestinos
Passaram fome na infância
Em José Lemos confio
O Lula está por um fio
Até perdi a esperança

Aqui concluo os meus versos
Escrevo com o coração
A vida de um conterrâneo
Nascido no Maranhão
Uma bela história de vida
De uma pessoa querida

José Lemos, nordestino,
meu amigo, meu irmão.

Jorge Sales

Esquecimento

1 de dezembro, 2007 © Publicado por Jorge Sales

Para Marcos de Assis

Quando a gente envelhece
Tudo na gente piora
A paciência vai embora
De tudo a pessoa esquece
Em alguns a coisa desce
A nossa cabeça apronta
Amigo não é afronta
Se você fuma no carro
Tem hora que apaga o cigarro
E a gente não se dá conta

Eu conheci um senhor
Que foi buscar alguém na UVV
E começou a sofrer
Na cabeça sentiu dor
Quando ele não encontrou
Seu  carro estacionado
Não se deu conta o coitado
Que o portão da entrada
O que entrou na chegada
Ficava do outro lado

Foi a policia dar parte
Para o roubo registrar
Nem conseguia falar
Sua cabeça destarte
Quase lhe causa um enfarte
Ai o homem num esbarro
De um jeito estranho bizarro
Percebeu já na polícia
Nem precisou de perícia
Que foi no seu próprio carro

Partiu então para casa
Na noite ia ter um show
Seja do jeito que for
Por não ter nascido com asa
O homem às vezes se atrasa
Aí junto com o seu clã
E sua mulher sua fã
Aquela que canta e gosta
Em vez de ir pra Praia da Costa
Foi parar em Itapoã

Na noite foi para o bar
Cumprir sua obrigação
Cantando a mesma canção
Que outro dia cantou lá
Ele não é de enrolar
No violão tem o dom
No autoral é o bom
Lembrou cheio de emoções
Que não era Segundas Intenções
E sim Sábado em qualquer tom

Jorge Sales

Papo Calcinha

8 de novembro, 2007 © Publicado por Dani Lima

Se queres saber sobre esportes
Confessions of a shopaholic
Mi casa, su casa chique
Sexo, nécessaire, decotes
Claro como se a luz de spots
Relacionamento, copo, cozinha
Dou-te a garantia minha
Se quereres a arte pura
Viagens, beleza, cultura
Procure o Papo Calcinha

Site de primeira grandeza
De uma cultura infinita
Nas viagens de Lalita
A Renata e sua beleza
Dani e sua sutileza
Deise, Lais e sua cultura
Luíza cose, Mari costura
Paula, Tatiana, Mabel
Todas doces feito mel
Exalando uma arte pura

Belo, simples, sensacional.
Emoção a flor da pele
No linguajar de Michele
Roberta sempre genial
A fantástica Alexal
E em tudo o belo se alinha
De dia, à noite, a tardinha
Vou colocar em favoritos
Estas mulheres meus mitos
Juntas com o Papo Calcinha

Jorge Sales

Cordel dos Segundas(Cantando os oito em quadrão)

5 de setembro, 2007 © Publicado por Jorge Sales

  

Eu acho que nem em Marte 

Tem tanta luz ,tanta arte 

Gente boa ,baluarte 

Cantando belas canções 

Eu sou só felicidade 

Com um quê de liberdade 

Vila Velha é a cidade 

Dos Segundas Intenções 

  

Aqui tem muita alegria 

Muita gente em sintonia 

E eu nem sei o que faria 

Sem suas lindas canções 

Em toda segunda feira 

Afirmo não é brincadeira 

Escuto som de primeira 

Nos Segundas Intenções 

  

A emoção extrapola 

Cecília come meola 

Eliane cita Marcola 

Em uma mesa do bar 

Junto à Sonia Assad 

É muita preciosidade 

Para falar a verdade 

É alegria sem par 

  

Tem Cristiane Santana 

Hildete a minha mana 

Neste início de semana 

Nos Segundas Intenções 

E neste time de craques 

Cito a Gardênia Marques 

Ainda temos as claques 

Destilando as emoções 

  

Regina Helena Machado 

Giseli dá seu recado 

Com o Rossini do lado 

Marido é mais que irmão 

O Jonnhy é só simpatia 

Também Renata Garcia 

Vejam vocês quem diria 

Tem chileno na canção 

  

Sérgio Lopes é o nome 

Este artista de renome 

Diz a Valéria Testoni 

Aqui no Mais uma Dose 

Onde o fulgor principia 

Agora ou em qualquer dia 

O belo aqui contagia 

Alastra mais que virose 

  

Di Moraes é um grande astro 

O Sandro ,Aline de Castro 

Rogerinho ,Marcos Bastos 

Grande Vinicius Piê 

Nísio ,Cíntia ,Eliana 

Renata Vieira ,Silvana 

Leonardo Silva ,Rosana 

Como é gostoso de ver 

  

Júlio ,Fernanda Vieira 

Vagner Dias de Oliveira 

A Mariane Teixeira 

O grande artista Edinardo 

Ronaldo Lourenço Reis 

Sueli, Laerte Miguez 

São todos bolas da vez 

Aqui com belo recado 

  

Meu amigo não se engane 

Ângela Coimbra e Danny 

Laudecir(Lau) , Eliane 

Todos esses formam um elo 

Com Jéssica ,Leonardo 

Netty ,Etty e Geraldo 

Priscila aqui de bom grado 

E Wilson Santos Bello 

  

Elvécio pra mais de mil 

A Ana ,belo perfil 

O Eliezer Brasil 

A Denise de vermelho 

Cantou e eu pedi bis 

Junto com Marcos de Assis 

Enobrecem este país 

No ver de Sueli Coelho 

  

Este cordel é diferente 

Já feito por muita gente 

Cordelista simplesmente 

Escreve com o coração 

Saúdo Agnes Moura 

Com jeito de professora 

Nesta casa promissora 

Cantando os oito em quadrão 

  

Acho que esqueci alguém 

Já ontem esqueci também 

Agora me lembro bem 

Para evitar desaforo 

Preciso demais trabalhar 

Então vou me desculpar 

Esqueci o dono do bar 

Poeta Danilo Louro. 

  

Jorge Sales 

  

Aos meus leitores

23 de agosto, 2007 © Publicado por Jorge Sales

Eu tenho muitos leitores
Pra vocês eu deixo claro
Um deles José Amaro
Homem de grandes valores
Os outros também amores
Que vivem em meu coração
O Cecitonio é meu irmão
Tenho a Sophia Ferreira
É grande minha carteira
Que amo com devoção

Leitores de qualidade
Maria Carmen é um amor
Eu vou aonde ela for
Buscar minha identidade
Para falar a verdade
Me sinto muito amado
Quando recebo um recado
Que tive uma leitura
Desta menina candura
A Eliane Guaraldo

E a leitora Lorena
Bessani de nascimento
Não são palavras ao vento
Que saem da minha pena
Esta beleza morena
Aqui é sempre bem-vinda
Torna minha vida  linda
E se me vem Benedita
Valorizando minha escrita
A vida é mais bela ainda

Estes são os meus irmãos
Que lêem tudo que escrevo
Amigos eu vos recebo
No fundo do coração
Minha pura gratidão
Nem sei se é meu merecer
Bene você pode crer
Cecitonio, Amaro, Eliane.
Maria, Sophia, Bessani.
Eu nunca vou esquecer.

Meu aniversário

11 de junho, 2007 © Publicado por Jorge Sales

Fiquei bastante feliz
Ontem foi meu aniversário
Fiz uma festa bonita
De um bom sexagenário
De todos carinhos seus
Agradeço ao meu bom Deus
De deles ser beneficiário

Carinhos os quais me refiro
São dos meus grandes amigos
Desde aqueles mais novinhos
Até os amigos mais antigos
Com toda minha devoção
Do fundo do meu coração
Que a todos dá abrigos

Muita gente apareceu
Com muito amor e alegria
A turma lá da Receita
A turma da poesia
Cantores, compositores
Matizes de muitas cores
O mestre da Oncologia

Só pra vocês terem idéia
Do meu prédio vieram seis
Dezenove da Receita
Da música mais dezesseis
E parentes vieram vinte
Dr Fernando com requinte
De outros amigos mais seis

Ai me vem a Eliane
com este bolo diferente
a minha eterna poeta
de uma forma inteligente
com esta linda homenagem
com a sua carruagem
me deixou muito contente

a carruagem trazia
em seus cavalos bem chiques
outros amigos meus
que vinham com todo pique
além do bom cavaleiro
a prima Graça Ribeiro
e Walter Dario Stannovick

montado na carruagem
vinha o irmãozinho Astenio
O Fernando Cunha Lima
e meu parceiro Rubenio
e com as graças do céu
meu cumpadi Daniel
Messias Ramos este genio

vinha também o Ginot
este é de minha seara
que seja sempre meu amigo
tomara meu Deus tomara
e para minha alegria
veio com sua poesia
a grande Angela Lara

eu agradeço a vocês
suas ilustres presenças
e com todo o meu amor
faço minhas reverências
meu coração dá abrigos
a todos os meus amigos
a mim cês são referências