Aos meus leitores

23 de agosto, 2007 © Publicado por Jorge Sales

Eu tenho muitos leitores
Pra vocês eu deixo claro
Um deles José Amaro
Homem de grandes valores
Os outros também amores
Que vivem em meu coração
O Cecitonio é meu irmão
Tenho a Sophia Ferreira
É grande minha carteira
Que amo com devoção

Leitores de qualidade
Maria Carmen é um amor
Eu vou aonde ela for
Buscar minha identidade
Para falar a verdade
Me sinto muito amado
Quando recebo um recado
Que tive uma leitura
Desta menina candura
A Eliane Guaraldo

E a leitora Lorena
Bessani de nascimento
Não são palavras ao vento
Que saem da minha pena
Esta beleza morena
Aqui é sempre bem-vinda
Torna minha vida  linda
E se me vem Benedita
Valorizando minha escrita
A vida é mais bela ainda

Estes são os meus irmãos
Que lêem tudo que escrevo
Amigos eu vos recebo
No fundo do coração
Minha pura gratidão
Nem sei se é meu merecer
Bene você pode crer
Cecitonio, Amaro, Eliane.
Maria, Sophia, Bessani.
Eu nunca vou esquecer.

Meu aniversário

11 de junho, 2007 © Publicado por Jorge Sales

Fiquei bastante feliz
Ontem foi meu aniversário
Fiz uma festa bonita
De um bom sexagenário
De todos carinhos seus
Agradeço ao meu bom Deus
De deles ser beneficiário

Carinhos os quais me refiro
São dos meus grandes amigos
Desde aqueles mais novinhos
Até os amigos mais antigos
Com toda minha devoção
Do fundo do meu coração
Que a todos dá abrigos

Muita gente apareceu
Com muito amor e alegria
A turma lá da Receita
A turma da poesia
Cantores, compositores
Matizes de muitas cores
O mestre da Oncologia

Só pra vocês terem idéia
Do meu prédio vieram seis
Dezenove da Receita
Da música mais dezesseis
E parentes vieram vinte
Dr Fernando com requinte
De outros amigos mais seis

Ai me vem a Eliane
com este bolo diferente
a minha eterna poeta
de uma forma inteligente
com esta linda homenagem
com a sua carruagem
me deixou muito contente

a carruagem trazia
em seus cavalos bem chiques
outros amigos meus
que vinham com todo pique
além do bom cavaleiro
a prima Graça Ribeiro
e Walter Dario Stannovick

montado na carruagem
vinha o irmãozinho Astenio
O Fernando Cunha Lima
e meu parceiro Rubenio
e com as graças do céu
meu cumpadi Daniel
Messias Ramos este genio

vinha também o Ginot
este é de minha seara
que seja sempre meu amigo
tomara meu Deus tomara
e para minha alegria
veio com sua poesia
a grande Angela Lara

eu agradeço a vocês
suas ilustres presenças
e com todo o meu amor
faço minhas reverências
meu coração dá abrigos
a todos os meus amigos
a mim cês são referências

Café Caliente

18 de maio, 2007 © Publicado por Jorge Sales

O bom hábito se adquire
A partir de observações
Dá a gente qualidade
E agradáveis sensações
É bom para nossa lida
Vai melhorar nossa vida
Em todas as direções

Veja o café, por exemplo,
O hábito de todos os dias
Ele evita a depressão
Afasta toda apatia
Tem um sabor agradável
E de forma admirável
Recarrega a energia

Se você está com um problema
Seja um problema qualquer
Não fique desiludido
Amigo não perca a fé
Digo sem tirar nem por
Seja do jeito que for
Vai lhe ajudar o café

A névoa mágica do café
Quando o nosso olfato alcança
Não é fácil resistir
Aí a gente se lança
Em busca de algum deleite
E um bom café com leite
Renova nossa esperança

O café age na gente
De formas especiais
Durante a torra adequada
Forma produtos geniais
Do álcool inibe o desejo
E aumenta muito o pejo
De consumir drogas ilegais

Café é bom pro atleta
Em qualquer situação
Quem o consome normalmente
Faz bem para o coração
Melhora a capacidade
Para falar a verdade
É bom pra competição

No grão de café, minerais
Encontra-se muito fácil
Magnésio, o sódio, o ferro
Manganês, rubídio, cálcio
O cobre, o estrôncio, o cádmio
O cromo, o níquel, o vanádio
Bário, titânio, o potássio.

Tem vários aminoácidos
Alanina, arginina, glicina
Asparagina, ácido glutâmico
Cisteina, histidina, serina
Isoleucina, lisina pra variar
Metionina, prolina pra completar
Treonina, tirosina e valina.

Contém também vitaminas
Frutose, polissacarídeos
Vitamina do complexo B
Glicose, triglicérideos
No grão de café ainda acho
Maltose, ácidos graxos…
E vários outros lipídeos

O aroma do café
É de um gostoso sem par
Nos transporta simplesmente
Ao ambiente familiar
Do fundo do coração
A gente tem a impressão
Do aconchego do lar

O café não é só cafeína
Tem outros ingredientes
Torna as pessoas mais calmas
E bem mais inteligentes
E que todas sejam bem-vindas
Ao nosso “Café Caliente”.

Jorge Sales(2007)

 

Segundas Intenções.

9 de maio, 2007 © Publicado por Jorge Sales

Cordel feito de surpresa na primeira edição
do Segundas no Canto do Ímã.

O Segundas começa hoje
Em Vitória nova fase
Seguindo os mesmos princípios
Tendo consigo uma base
A arte é sua matéria prima
Talvez no Canto do Ímã
Até o Segundas se case

Case de papel passado
Sem fazer nenhum dilema
O casamento com a arte
Segundas tem como lema
Com a arte é carne e unha
Vocês serão testemunhas
Nesta Curva da Jurema

A arte foi convocada
Na mudança de cidade
E várias pessoas ilustres
Pra nossa felicidade.
Denise, Marcos de Assis
O André Bobby Luis
E a presidente Sonia Assad

Anunciar todo mundo
Aqui é minha função
Da Therezinha Moraes
Eu falo de coração
E assim tomando um vermouth
O som do Etty Paganucci
Escuto como oração

Outras pessoas vieram
Neste Segundas primeiro
Veio o Alevinho Nunes
E o Augusto Brasileiro
Rayane Martins, Yuri Fraga
Gabriela, Tarcísio Lousada
E o Alexandre Mineiro

Além do grande Cecitonio
Veio também a Silvana
A Adriane, a Gardênia
O Alexandre Santana
Veio muita gente chique
Além disso, dois Henriques
E o grande Nano Viana

A Fátima, Márcio Brumati
Luciene de Souza ,Jean
A Tita, a Maria Alice
A minha filha, o Luan
Veio a alma brasileira
Na pele de Luisa Nogueira
Artista de quem sou fã

Como já é de praxe
Sempre faço o meu cordel
Anuncio a presença de todos
Eu juro por Deus do céu
Quem assina a lista a princípio
Embora não tenha assinado o Alípio
Nem a Érica Pimentel

Estava fechando o cordel
Aí chegou Tiago e Cássio
Com esses nomes bons de rima
Assim fechei meu prefácio
Neste recanto pomposo
O show é sempre gostoso
E tudo fica mais fácil

Jorge Sales (08/05/2007)

 

 

Tudo na vida passa

9 de abril, 2007 © Publicado por Dani Lima

Tudo na vida passa
passa o corso, o bloco
passa o tema, passa o foco
continua a  poesia

Vários poetas passaram
foi-se a Regina que pena
mas outros aqui ficaram
continuou o poema

Sinto a falta da Milene
e do Rubenio também
é uma saudade perene
mas se sai um,outro vem

Tomei um susto danado
quando não vi a Eliane
deixei a alegria de lado
meu coração deu um pane

Ficou o Ginot meu amigo
empurrando o balde,diria
a Angela Lara ,eu te digo
nos enleva com poesia

Tem Fernando e o Damião
tem a Malu tem o Astenio
mas negar, não posso não
a falta que faz o Rubenio

Tem a Buk, bela Rosa
que jamais esquecerei
a Tere toda formosa
a Mitty, a Rose e Volnei

Tem o Fernando Tanajura
a Marli Franco, a Cezzane
Elaine beleza pura
de vez em quando a Eliane

Onde andará Herculano
que falta faz este homem
tem Benedito meu mano
generoso até no nome

A Thera Ivi é sem par
de lá do fundo do mar
gosto muito do Danilo
poeta pra mais de quilo

Tem Daniel esse menino
tem o Wlad,Tem a Sal
tem Isa o Diamantino
os dois lá de Portugal

Tem Socorro e a Patrícia 
a Vilma e a  Sueli
ao padre não ensino missa
mas tem muito tititi

Volto a falar em outro dia
acho que falei demais
mas aqui tem tu Maria
o que posso querer mais?

Jorge Sales

Milene vai esclarecer

18 de fevereiro, 2007 © Publicado por Jorge Sales

Mil,
para matar as saudades dos belos tempos do Usina:

Maial , Milene é amiga
E vai te esclarecer
Vai te informar dos poetas
Você faz por merecer
O Manezinho de Icó
Se mandou pra Maceió
E morreu não sei de quê

O Zé Ferro faz sucesso
Está muito bem na fita
O Cursino coitadinho
Morreu de tomar birita
Egídio foi para o Rio
Poeta de muito brio
Às vezes até me visita

O Domingos bom sujeito
Continua no Usina
Mete o pau nos deputados
Chegados numa propina
O Airam está na Bahia
Vez em quando em Brasília
Vai visitar uma menina

O Zé Dantas da Paraíba
Faz festa lá em Pombal
Poeta de quem sou fã
Poeta Líliam Maial
Milene continua aqui
Mas ouvi um tititi
Rubenio virou imortal

Zé Limeira foi pro céu
Visitar a sua tia
Outro dia vi o Fiúza
Que há muito tempo não via
Mas Líliam eu nem te conto
Aqui ainda bate ponto
O poeta Torre da Guia

Isto é tudo que eu sei
E mais não tenho a dizer
Milene te conta o resto
No ouvido de vosmecê
Agora que estás de volta
Não venha contar lorota
Depois desaparecer

Jorge Sales

Homenagem ao grande repentista Onildo Barbosa.

10 de fevereiro, 2007 © Publicado por Jorge Sales

Para Onildo

eu visitei o teu site
e achei tudo bonito
gostei muito de “O anjo”
e tudo mais lá escrito
já tomei a providência
de postar no favorito

Desabafo de um cabloco
O mal se paga com o bem
Retorno a casa paterna
outro que gostei também
cê é melhor que pensava
foi muito mais foi além

amigo Onildo Barbosa
foi bom eu te conhecer
excelente repentista
este é o meu parecer
baxei na tela os causos
pra nunca mais esquecer

vou espalhar pra todo mundo
o repentista que és
orgulho dos nordestinos
não trata o cordel de viés
recomendações a família
Onildo você é dez

Jorge Sales

Minha casa de ferreiro não tem espeto de pau

3 de fevereiro, 2007 © Publicado por Jorge Sales

Nunca levo desaforo pro meu lar
Minha vida hoje é um livro aberto
Tenho oásis que habitam meu deserto
Nunca ando mais pra lá do que pra cá.
Sempre sei o novo passo que vou dar
Meu sol brilha e isso é um bom sinal
Sou do bem muito mais do que do mal
Na seresta viro logo seresteiro
Fotografo teu sorriso lisonjeiro
Minha casa de ferreiro não tem espeto de pau.
 
Eu sei bem o que é melhor pra minha vida
Engoli sapo e com isso aprendi
Não intrigo e nem gosto de um tititi
Aos amigos sempre dou boa guarida.
Minha estrada vejo que é bela avenida
No começo bem no meio ou no final
Só se vive uma vez e afinal
Meu destino é viver como um guerreiro
Fotografo teu sorriso lisonjeiro
Minha casa de ferreiro não tem espeto de pau.

Jorge Sales
 

O muito é da minoria e pouco é de muita gente

22 de janeiro, 2007 © Publicado por Jorge Sales

Com a licença de José Dantas
e de Fernando Rezende.

Somos frutos do amor
Diz-se que a mãe deu a luz
Um presente de Jesus
O filho do criador
Mamãe assim me ensinou
Acho isso procedente
Mas veja ,curiosamente
Meu Deus do céu ,quem diria
O muito é da minoria
E pouco é de muito gente

Muita gente passa fome
Não sei por que acontece
Pois isso ninguém merece
Esta é a lei do homem
Uns se fartam, poucos comem
Acredito piamente
Falo isso consciente
Não é questão de geografia
O muito é da minoria
E pouco é de muita gente

José tem tudo na vida
Antônio já não tem nada
Joana foi segregada
Teresa tem dura lida
Maria foi esquecida
Pois vive danosamente
Neste mundo divergente
Isto é só uma analogia
O muito é da minoria
E pouco é muita gente

Tem quem nada em riqueza
Tem quem mergulha em desgraça
Tem o que mora na praça
Tem quem vive em realeza
O grosso vive em pobreza
A maioria indigente
E cada vez é crescente
Parece uma hemorragia
O muito é da minoria
E pouco é de muita gente

Mas eu tenho fé em Deus
Que isso vai se inverter
Acredite podes crer
Chegaremos aos apogeus
Nós seremos outros eus
Todos viveremos bem
Um será mesmo que cem
E neste mundo fecundo
O muito é de todo mundo
E o pouco é de ninguém

Jorge Sales

Poeta Jorge Sales

2 de janeiro, 2007 © Publicado por Jorge Sales

“Com seu matiz multicor,
O bem ofusca os males”.
Já dizia meu avô
Que residia em Jales.
Assim, eu posso dizer:
- Afasto o tédio ao ler
Jorginho Ribeiro Sales.

Nascido no Maranhão,
O nosso Jorge Ribeiro
Mudou-se inda pequeno
Para o Rio de Janeiro.
Atualmente, no entanto,
Mora no Espírito Santo,
Belo Estado brasileiro.

Tenho, com esse parceiro,
Coincidências, diria:
Nossa origem nordestina
E a veia pra poesia;
Além da mistura fática
Das Letras c’a Matemática
E a nossa Engenharia.

Foi muita a alegria
Que tive ao conversar
Com esse bardo altivo,
Que é mestre no improvisar;
Genuíno Menestrel
E cultivador fiel
Da Cultura Popular.

Reside na beira-mar
Esse Jogral/Auditor;
Geômetra da essência,
Gigante Adamastor;
Doura os seus teoremas
Com versos e cantilenas…
É, da palavra, escultor!

O seu gênio criador
Relembra irmãos-de-artes,
Que também traziam números
E poesia em encartes…
A verve do seu afã
Recorda Malba Tahan,
Blaise Pascal e Descartes.

Sua pureza, destarte,
Denota a sublimação
E os desígnios fraternos
Que emanam do coração;
Sua sensibilidade,
E sua grã lealdade,
Mostram sua cosmovisão.

O meu abraço em canção
Envio-lhe neste instante,
Com grande admiração
E emoção radiante…
Pra terminar, eu lhe digo,
Saiba que tem um amigo
Nessa paragem distante.

Mas diga aí pro Leão,
- Esse da garra ferina -
Que nunca lembre de mim,
Vá farejar outra sina;
Pois Poeta é como ave:
Não pode sofrer entrave
De malha grossa ou fina!

Estou brincando, na rima,
Poeta Jorge, meu irmão.
Receba o meu amplexo
Com fraternal vibração.
Que sempre, no seu caminho,
O Cordel seja seu vinho
E a Poesia seu pão!

Rubenio Marcelo

 

Amigo Rubenio Marcelo

2 de janeiro, 2007 © Publicado por Jorge Sales

Rubenio meu grande amigo
Quase morri de emoção
Senti-me lisonjeado
Com o teu cordel canção
Isto vindo de você
Foi muito , cê pode crer
Alegrou meu coração

À minha vida deu cores
Coloriu com muitos tons
Com beleza e com requinte
Com humildade dos bons
Imprimir tua poesia
Divulguei minha alegria
Por todos estes rincões

Saiba poeta Rubenio
Irmão fraterno parceiro
Isto jamais vou esquecer
Amigo é mais que dinheiro
E tens aqui neste Estado
Mais que um grande aliado
Um eterno companheiro

Me fazendo esta homenagem
Criou um problema prá “eu”
Li ontem e só hoje respondo
Depois que toda Usina leu
Teu cordel foi de cinema
E eu fiquei num dilema
Como fazer um igual ao teu

Quanto ao leão da Receita
Ele não faz nenhum mal
Quanto mais para você
Homem de bem e afinal
O leão nunca se engana
Não vais morrer numa grana
Por que Tu és imortal
Jorge Sales

Feliz Natal

24 de dezembro, 2006 © Publicado por Jorge Sales

Feliz Natal

Aprendi que os Reis Magos
Com a luz da estrela guia
Iluminando o caminho
Encontraram a estrebaria
Onde estava O Deus menino
Nosso rei nosso divino
Jesus , filho de Maria

Queira Deus que esta luz
Mostre o sentido do bem
Para toda a humanidade
E os anjos digam amém
Que voltemos a sonhar
Peito aberto para o amar
Não falte nada a ninguém

Um mundo feito sem guerra
Peço em oração ao Senhor
Que nos dê hoje e sempre
Muita humildade e amor
Saúde , brilho , amizade
Muita fé , dignidade
Aos olhos do redentor

Os sentimentos inúteis
Deixemos todos de lado
Peço ao senhor nosso pai
Perdão aos nossos pecados
Que seja muito natural
O bem vencedor do mal
Jesus prá sempre louvado

Busquemos o novo sonho
Busquemos o sonho antigo
Que Deus a todos proteja
A todos dê bom abrigo
Muita paz ,muita alegria
Um Natal todos os dias
E um mundo só de amigos

Jorge Sales

O amigo

12 de dezembro, 2006 © Publicado por Jorge Sales

O amigo

O amigo a gente guarda no peito
É assim que falava uma canção
A amizade é sentimento de afeição
E o carinho será sempre o seu efeito
O amigo a gente trata com respeito
A amizade é o antídoto da briga
A lealdade é o sustento a sua viga
E com atenção a amizade se renova
Não merece uma amizade nova
Quem esquece uma amizade antiga

A amizade oh que belo sentimento
Quem a consegue viverá sempre feliz
Eu tenho sorte pelos amigos que fiz
E a confiança é também seu elemento
Quem tem amigos já afasta o desalento
A amizade não se empurra com barriga
É uma canção, um lindo som, uma cantiga.
O grande amigo o coração nunca reprova
Não merece uma amizade nova
Quem esquece uma amizade antiga

A verdadeira amizade não se esquece
É uma luz a iluminar nosso destino
É uma lição de Jesus o Deus menino
Um prêmio bom e só a ganha quem merece
Que vive em nós eternamente, não fenece.
Ela é terna, é muito linda, é nossa liga.
Afasta o tédio, a confusão e a intriga.
Pra ser amigo não se precisa de prova
Não merece uma amizade nova
Que esquece uma amizade antiga

Eu nunca esqueço um amigo do passado
É importante, é parte de minha história.
O amigo eu guardo sempre na memória
E eu me sinto assim por Deus abençoado
Eu louvo a Deus por ter me agraciado
Com os amigos que passaram em minha vida
Se me procuram, o coração todos abriga.
Minha amizade em todo dia se renova
Não merece uma amizade nova
Quem esquece uma amizade antiga

Jorge Sales

Uma Vírgula nunca cabe entre o Predicado e o Sujeito

10 de dezembro, 2006 © Publicado por Jorge Sales

Uma vírgula nunca cabe
Entre o predicado e o sujeito

De onde nunca se espera
De lá mesmo nada vem
Vale pra um e pra cem
Vale até na estratosfera
No verão na primavera
È um ditado perfeito
E falo sem preconceito
E isto qualquer um sabe
Uma vírgula nunca cabe
Entre predicado e sujeito

Sem espremer o limão
Não se faz a limonada
Poesia não é nada
Se não for do coração
Eu falo com devoção
Bem do fundinho do peito
Não da causa, mas do efeito.
Nem que o mundo desabe
Uma vírgula nunca cabe
Entre predicado e sujeito

Não existe corrompido
Se não existir corruptor
Nunca nasce uma flor
Em terreno combalido
Isto faz muito sentido
Falo com todo respeito
Nunca tem dono o mal-feito
Nem que universo se acabe
Uma vírgula nunca cabe
Entre predicado e sujeito

Agora eu vou inverter
Na medida do possível
De forma quase tangível
Mesmo sem comprometer
Vou dá outro parecer
A flor dá em qualquer lado
Espera é apenas um estado
Mas antes que se desenxabe
Uma vírgula nunca cabe
Entre sujeito e predicado.

O homem que é rancoroso
ele não é feliz não
e se não aprender a lição
achar que é o gostoso
oh que fato curioso
vai se sentir deslocado
a mulher o deixa de lado
Vai ser sozinho no mundo
Pior que um vagabundo
Sujeito sem predicado.

Jorge Sales

 

 

 

Cordel do Segundas Intenções - 04/12/2006

7 de dezembro, 2006 © Publicado por Jorge Sales

Volto hoje com alegria
Já estava com saudade
Volto e encontro a poesia
Cheio de felicidade
A audiência foi ao pico
Não por mim, mas pelo circo
E a poeta paraibana
Cantores , compositores
Pra Regina mando flores
Completando a caravana

Começo então meu cordel
Fazendo parte por parte
Feito a abelha que dá mel
Aqui produzimos arte
É muita gente bonita
Como um filme em bela fita
Que todo mundo admira
Hoje a noite está demais
Com o som do Paulo Ferraz
E o dom de Regina Lyra Continua »