Mil corações

6 de novembro, 2008 © Publicado por Dani Lima

Tenho em mim todas as emoções
Todas as emoções tenho em mim

Tenho em mim todas as sensações
Todas as sensações tenho em mim

Tenho em mim desejos impossíveis
Que pretendo realizar na medida do possível

Tenho em mim todas as pretensões
Todas as pretensões tenho em mim

Tenho em mim mais de mil corações
Todos pulsando por ti , tenho prá mim.

Jorge Sales

Quem sabe um dia

16 de outubro, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Quem sabe um dia “cumpadi”
A vida será sempre poesia
Um mundo só de harmonia
O contrário do reverso da alegria

Eu ,você outros poetas
Sem medo em qualquer cidade
Um mundo bom de verdade
Quem sabe um dia “cumpadi”

Quem sabe um dia “cumpadi”
Uma vida de bonança
O renascer da esperança
Sermos simples qual criança

Confiança quase crença
Prevaleça a liberdade
Amigos de qualidade
Quem sabe um dia “cumpadi”

Quem sabe um dia “cumpadi”
Vá -se embora a violência
E como conseqüência
Muita paz muita decência

Torço prá sabedoria
Não ser exclusividade
Muita positividade
Quem sabe um dia “cumpadi”

Jorge Sales

Magia

9 de outubro, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Em silêncio .
Procuro a poesia.
Encontro mais que isso.
Magia.
Você bem perto se achando distante.
O sonho da realidade eqüidistante.

Sonho Sonhado

9 de setembro, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Se não consigo dormir
Invente uma canção de ninar
Cante-a prá mim devagar
Como se eu fosse criança
Devolva aquela esperança
Que cheguei a ter um dia
De ficar junto a teu lado
Depois de um sonho sonhado
Te recitar poesias

Mas, se eu dormir muito tempo
Depois da noite de amor
Cubra-me com teus pensamentos
Lance em mim teu fulgor
Quero acordar de manhã
Te abraçar com afã
Todo faceiro e risonho
Descobrir que não era sonho
E como fosse teu amado
Viver um sonho acordado.

Jorge Sales

Fazendo as contas

7 de setembro, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Fazendo as contas

Hoje resolvi fazer uma conta
das fontes de minha inspiração
daquelas que me vêm do coração
e constituem os poemas de ponta

fiz as contas e ai eu fiz de conta
que não me inspiraste nunca não
não fiz poema pra ti nem no embrião
mas nem isso não te desaponta

pois sabes que és a minha musa
e minha poesia nunca te recusa
qualquer que seja a situação

e se o poema falar de carinho
e se não estiveres no caminho
com certeza eu farei a revisão.

Jorge Sales

Faço versos

2 de setembro, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Faço versos
Sem nenhum formalismo
Sem preocupações com lirismo
Sem nenhuma pretensão
Eu os faço com o coração

Faço versos
Como quem conversa
À beça
Palavras a esmo
Eu, cambono de mim mesmo

Jorge Sales

Em favor da amizade

26 de agosto, 2008 © Publicado por Jorge Sales

A amizade pode tudo
É a mãe da esperança
Pode mais do que se pensa
Extrapola a confiança
O seu destino é a crença

Ela permite exigências
E é dada a felicidades
Amor, carinho, querenças
E o resultado: saudades

Jorge Sales

Nada contra

18 de agosto, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Nada contra os versos brancos
Muitos são lindos
Mas, aquele sem rima
Sem ritmo e sem melodia
Não é poesia
É sina
Piso nos tamancos
E o chamo de manco

Nada contra os versos acadêmicos
Muitos são até polêmicos
Mas os que só atendem
Aos interesses universitários
Se para lê-los preciso dicionário
Chamo-os indecentes
Não chegam ao coração da gente

Nada contra os versos sentimentalistas
Alguns são até muito bons
Mas, aquele com fracos trocadilhos
Não o quero em minha lista
Não tem brilho e nem tampouco me vicia
Está longe de ser poesia

Jorge Sales

Elisete

17 de agosto, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Elisete

A doença a mim me ensinou
Que tudo tem seu lado bom
Que ninguém vai sair do tom
Se acreditar que existe o amor

Aprendi que existem médicos
Sacerdotes, amigos, professores
(Que cuidam de nós com pendores)
Pais, irmãos além de éticos

Aprendi que existem enfermeiras
Que fazem da profissão sua bandeira
Que merecem uma dose alta de palma

Numa delas vou jogar o meu confete
Muito obrigado boa amiga Elisete
Que além do físico cuida da alma

Jorge Sales

Noite Dançante

6 de agosto, 2008 © Publicado por Dani Lima

Festa à noite.
Boa dança.
A morte da nostalgia..
Com certeza no final ,
chegaria um belo dia.
Eu estava feliz.
Parecia uma criança.
Muita luz.
Muita esperança…
Noite quente.
Noite fria.
O baile era uma seta
indicando a alegria.
Foi quando vi a poeta,
deslizando no salão.
Seu sorriso estampava,
algo além da emoção.
Com seus belos movimentos,
ela seguia adiante,
ali naquele momento,
naquela festa dançante.
Acho que ela pensava
em versos, contos, cordéis.
Como se recitasse.
Recitasse com os pés.

Jorge Sales
Publicado originalmente no site Usina de Letras

Escrevo

29 de julho, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Para relaxar
Escrevo

Se tenho medo
Escrevo

Se tudo em mim é coragem
Escrevo

Escrever é uma forma de amar
Escrevo para não trair meu olhar

Escrevo porque gosto
É parte do meu acervo
Acima de tudo gosto
Se gostas do que escrevo

Jorge Sales
Publicado originalmente na Usina de Letras

Tua fala

22 de julho, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Teu silêncio
a mim abala.
Se você não quer falar,
fala.

Jorge Sales
Publicado originalmente na Usina de Letras

Linda(adjetivo) Substantivo (estrela)

19 de junho, 2008 © Publicado por Jorge Sales

És luz, música, harmonia
Imprevisível como um novo dia
Sinto muito vontade de revê-la
Linda(adjetivo), substantivo (estrela)

Ainda ressoa em minha mente
o que foi dito
Tento te esquecer e não consigo,
o que é isso?
Se te vejo, esqueço as conseqüências.
Querença.
Este teu olhar lindo fez efeito.
Perfeito.
Tento recompor as aparências.
Reticências.
Teu modo faceiro me pegou de jeito.
Está feito.

És musa em muitos dos meus versos
Quero te tocar como se fosses melodia
Em minha cabeça isto é controverso
Para mim és mais que versos, és poesia

Jorge Sales

Fernandos

17 de junho, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Conheci alguns Fernandos nesta vida
O Tanajura, o Cunha Lima, o Pessoa
E outros que conheço numa boa
Neles todos o talento se consolida

Vejo neles competência merecida
Estro, verve que o Divino abençoa
E isto com certeza não é à-toa
Sempre vem a uma pessoa desprendida

Mas quero eu um Fernando destacar
Médico de competência sem par
Que ressuscitou todo o meu sonho

Alma boa, homem cheio de virtude
Que a mim devolveu minha saúde
O meu amigo Dr. Fernando Zamprogno.

Jorge Sales

Fingimento

10 de junho, 2008 © Publicado por Jorge Sales

Eu sabia que gostava de ti, mas fingia que não sabia.
Tu sabias que gostavas de mim, mas fingias que não sabias.
Eu fingia que não sabia que tu sabias que gostavas de mim, mas fingias que não sabias.
Tu fingias que não sabias que eu fingia que gostava de ti, mas fingia que não sabia.
Éramos só fingimento.

Jorge Sales