Em favor da amizade
26 de agosto, 2008 © Publicado por Jorge Sales
A amizade pode tudo
É a mãe da esperança
Pode mais do que se pensa
Extrapola a confiança
O seu destino é a crença
Ela permite exigências
E é dada a felicidades
Amor, carinho, querenças
E o resultado: saudades
Jorge Sales
Nada contra
18 de agosto, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Nada contra os versos brancos
Muitos são lindos
Mas, aquele sem rima
Sem ritmo e sem melodia
Não é poesia
É sina
Piso nos tamancos
E o chamo de manco
Nada contra os versos acadêmicos
Muitos são até polêmicos
Mas os que só atendem
Aos interesses universitários
Se para lê-los preciso dicionário
Chamo-os indecentes
Não chegam ao coração da gente
Nada contra os versos sentimentalistas
Alguns são até muito bons
Mas, aquele com fracos trocadilhos
Não o quero em minha lista
Não tem brilho e nem tampouco me vicia
Está longe de ser poesia
Jorge Sales
Elisete
17 de agosto, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Elisete
A doença a mim me ensinou
Que tudo tem seu lado bom
Que ninguém vai sair do tom
Se acreditar que existe o amor
Aprendi que existem médicos
Sacerdotes, amigos, professores
(Que cuidam de nós com pendores)
Pais, irmãos além de éticos
Aprendi que existem enfermeiras
Que fazem da profissão sua bandeira
Que merecem uma dose alta de palma
Numa delas vou jogar o meu confete
Muito obrigado boa amiga Elisete
Que além do físico cuida da alma
Jorge Sales
Noite Dançante
6 de agosto, 2008 © Publicado por Dani Lima
Festa à noite.
Boa dança.
A morte da nostalgia..
Com certeza no final ,
chegaria um belo dia.
Eu estava feliz.
Parecia uma criança.
Muita luz.
Muita esperança…
Noite quente.
Noite fria.
O baile era uma seta
indicando a alegria.
Foi quando vi a poeta,
deslizando no salão.
Seu sorriso estampava,
algo além da emoção.
Com seus belos movimentos,
ela seguia adiante,
ali naquele momento,
naquela festa dançante.
Acho que ela pensava
em versos, contos, cordéis.
Como se recitasse.
Recitasse com os pés.
Jorge Sales
Publicado originalmente no site Usina de Letras
Escrevo
29 de julho, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Para relaxar
Escrevo
Se tenho medo
Escrevo
Se tudo em mim é coragem
Escrevo
Escrever é uma forma de amar
Escrevo para não trair meu olhar
Escrevo porque gosto
É parte do meu acervo
Acima de tudo gosto
Se gostas do que escrevo
Jorge Sales
Publicado originalmente na Usina de Letras
Tua fala
22 de julho, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Teu silêncio
a mim abala.
Se você não quer falar,
fala.
Jorge Sales
Publicado originalmente na Usina de Letras
Linda(adjetivo) Substantivo (estrela)
19 de junho, 2008 © Publicado por Jorge Sales
És luz, música, harmonia
Imprevisível como um novo dia
Sinto muito vontade de revê-la
Linda(adjetivo), substantivo (estrela)
Ainda ressoa em minha mente
o que foi dito
Tento te esquecer e não consigo,
o que é isso?
Se te vejo, esqueço as conseqüências.
Querença.
Este teu olhar lindo fez efeito.
Perfeito.
Tento recompor as aparências.
Reticências.
Teu modo faceiro me pegou de jeito.
Está feito.
És musa em muitos dos meus versos
Quero te tocar como se fosses melodia
Em minha cabeça isto é controverso
Para mim és mais que versos, és poesia
Jorge Sales
Fernandos
17 de junho, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Conheci alguns Fernandos nesta vida
O Tanajura, o Cunha Lima, o Pessoa
E outros que conheço numa boa
Neles todos o talento se consolida
Vejo neles competência merecida
Estro, verve que o Divino abençoa
E isto com certeza não é à-toa
Sempre vem a uma pessoa desprendida
Mas quero eu um Fernando destacar
Médico de competência sem par
Que ressuscitou todo o meu sonho
Alma boa, homem cheio de virtude
Que a mim devolveu minha saúde
O meu amigo Dr. Fernando Zamprogno.
Jorge Sales
Fingimento
10 de junho, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Eu sabia que gostava de ti, mas fingia que não sabia.
Tu sabias que gostavas de mim, mas fingias que não sabias.
Eu fingia que não sabia que tu sabias que gostavas de mim, mas fingias que não sabias.
Tu fingias que não sabias que eu fingia que gostava de ti, mas fingia que não sabia.
Éramos só fingimento.
Jorge Sales
Linda
17 de maio, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Linda é mais que adjetivo
tem predicado e sujeito
a um jeito provocativo
e um estro mais que perfeito
Linda é também substantivo
o futuro é um indicativo
de toda sua realeza
seus versos não falam à-toa
independe da pessoa
Linda,talento e beleza
Jorge Sales
Telefonema
2 de maio, 2008 © Publicado por Jorge Sales
De manhã liguei pra ela bem cedo
Ah se eu pudesse vê-la tão bela
O que será que pensará ela ?
Bateu em mim grande medo
Se lhe mandasse um torpedo
Como quem nunca apela
Impedia qualquer querela
Em função do meu arremedo
O que fará minha musa
Será que ela ainda me acusa
De apelação ou falta de zelo
Nunca mais eu a ligo a esmo
Pois um dia o que quero mesmo
É acordá-la com o cotovelo
Jorge Sales
Quero ser teu coração
17 de abril, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Quero ser a morada dos teus sentimentos
Quero ser a razão das tuas emoções
Quero num rasgo de clemência
Ser a tua consciência
Quero ser teu coração
Jorge Sales
Insônia
3 de abril, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Hoje cedo
Pensei em ti
Minha saudade madrugou.
Eu te procuro
25 de março, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Eu te procuro por todos os lados
e quando acordo sinto
que já te procurei um bocado.
Eu te procuro nos meus versos,
no rádio,na televisão
até numa simples atenção
Eu te procuro quando chego,
quando saio, te procuro
como as mães da Praça de Maio.
Eu te procuro quando sonho,
quando canto, quando penso
e até quando te invento.
Eu te procuro e acho sempre
te procurei, te procuro cheio de esperanças
e apesar das circunstâncias,
finges que nunca te achei
Amiga Ana
12 de fevereiro, 2008 © Publicado por Jorge Sales
Quando pensei que a sala estava vazia
Apareceu uma estrela dentro dela
Ela brilhava e nesse brilho o que se via
Eram umas cores que formavam uma aquarela
Passavam a paz, uma beleza em harmonia
Um esplendor que a tornava inda mais bela
No delicado brilho coloquei-me em sintonia
Delicadeza passou a ser minha chancela
A sala se transformou em firmamento
Sua presença para mim mais que acalento
Os meus sentidos lhe esperavam em campana
E todos os dias na ânsia de sua presença
Eu a esperava com o rigor de excelência
No canto da sala reservado para ANA.
Jorge Sales

