Em homenagem a Jorge Sales
20 de novembro, 2008 © Publicado por Dani Lima
Depoimento transmitido no programa de Rogerinho Borges na Rádio Universitária em homenagem a Jorge Sales
Prezado Rogerinho,
Venho, escudado em poema do poeta Cruz e Sousa
que tanto sofrimento conheceu em sua vida, criar
alento para mim mesmo e para todos nós participantes
do Poesiapura, num tempo de tristeza e de saudades.
SUPREMO VERBO
-Vai, Peregrino do caminho santo,
Faz da tu’alma lâmpada do cego,
Iluminando, pego sobre pego,
As invisíveis amplidões do Pranto.
Ei-lo, do Amor o Cálix sacrossanto!
Bebe-o feliz, nas tuas mãos o entrego…
És o filho leal, que eu não renego,
Que defendo nas dobras do meu manto.
Assim ao poeta a Natureza fala!
Enquanto ele estremece ao escutá-la,
Transfigurado de emoção, sorrindo…
Sorrindo a céus que vão se desvendando,
A mundos que vão se multiplicando,
A portas de ouro que se vão abrindo!
Abraço, solidário, todos os familiares do
nosso querido Jorge.
Adeus do meu Jorge
20 de novembro, 2008 © Publicado por alinevaz
Este céu cinzento que tua partida trás
O céu chora em prantos essa chuva grossa
De nossas mãos dadas só sobrou a bossa
Que fizemos juntos, versos imortais.
Hoje não tem festa, hoje não tem néon
Em preto e branco eis meu arco-íris
E quando te vejo assim, ao partires;
Na sombra de um breve sorriso sem som.
Guarda contigo o meu coração
Porque ireis cedo já não tem perdão
Deixá-lo aqui, te condenará;
Meu coração é teu amuleto
Tínhamos de toda a letra um terceto
O que nos faltava era só musicar.
Nunca imaginei que um dia faria uma poesia destas para voce Jorge, eu bem que tento seguir com a vida, mas e mais dificil do que eu imaginava, lembro que te disse que sem voce as coisas nao eram iguais, o sol n’ao brilhava com a mesma intensidade, eu nao dava gargalhadas e nem o homem da agua de c^oco trabalhava mais, busco voce em tudo , ate nestes acentos que nao funcionam, porque bem dizia a musica, voce so me ensinou a te querer,voce nao me ensinou a te esquecer…
Meu Adeus
19 de novembro, 2008 © Publicado por Daniel Fiúza
Adeus meu grande Amigo,
Meu cumpadi querido
Sei que você gostaria de
Uma despedida em poesia.
Você Jorge, era pra ser eterno;
Uma pessoa rara, raríssima,
Tinha tanta beleza tanto amor.
Hoje a poesia perdeu um pouco
Da sua emoção;
Adeus meu cumpadi
Adeus dragão de vila velha
O velho Patá te receberá;
De braços abertos.
Daniel Fiúza
Poema transmitido no programa de Rogerinho Borges na Rádio Universitária em homenagem a Jorge Sales
Carta “psicografada” para Jorge Sales
19 de novembro, 2008 © Publicado por Herculano
A morte, velha amiga e companheira,
jamais marca visita quando vem.
E vem dissimulada, sorrateira…
trazer-nos novidades do além.
Morrer é encontra-se com alguém
que há muito e muito tempo nos espera.
Alguém que viajou pra mais além,
bem mais além da última quimera.
Eu soube que morreste, camarada!
Morreste antes de mim, nessa toada
que a vida, sabiamente, nos convida.
Guarda o meu lugar, pois, com certeza,
ainda hei de sentar à tua mesa
pra rirmos das lembranças desta vida
Herculano Alencar
Poema transmitido no programa de Rogerinho Borges na Rádio Universitária em homenagem a Jorge Sales
O vôo do Poeta
19 de novembro, 2008 © Publicado por Fernando Cunha Lima
Eu vi o Jorge brincando nas estrelas,
A tomar vinho como ele gostava,
Enquanto ele sorria e brincava,
Deus o olhava também querendo vê-las.
As suas mãos tão felizes por retê-las,
E sacudi-las ao ar quando passava,
Pareciam que as acariciavam,
De tão claras, tão luzentes e tão belas.
Assim foi que divisei o meu amigo,
Foi assim que vislumbrei o meu poeta.
Se ele se foi de maneira tão discreta,
Brincar nos astros foi esse seu aceno,
Antes de subir aos céus de corpo pleno
E deve estar com Deus, afirmo e digo.
Fernando Cunha Lima
AO AMIGO Jorge na hora do seu
Passamento. Fernando cunha lima.
14-11-08. jampa. versos jorrados
Em plena emoção da notícia.
Texto publicado originalmente no Fórum Poesia Pura e enviada à Rogerinho Borges para ser lida em seu programa de rádio em homenagem à Jorge Sales
O poeta não morreu
19 de novembro, 2008 © Publicado por Danilo Louro
texto transmitido no programa de Rogerinho Borges na Rádio Universitária em homenagem a Jorge Sales
O Poeta Não Morreu
Jorge Sales é pai de minha poesia.
Jorge ensinou-me o cordel.
Jorge foi pai e professor… E um dos amigos mais leais.
Foi não, É!
Pessoas como Jorge são atemporais e não será a matéria que vai limitá-los.
Jorge sempre existirá entre nós e, mesmo em outro plano, continuará exercendo a função de embaixador do cordel e da poesia.
Quero aproveitar esse espaço que a rádio universitária me oferece para, humildemente, homenagear meu amigo, pedindo a Rogerinho que recite uma de suas poesias que, sei, está entre suas preferidas…
Um abraço, meu irmão.
Danilo Louro
Linda (adjetivo), Estrela (substantivo)
És luz, música, harmonia
Imprevisível como um novo dia
Sinto muito vontade de revê-la
Linda(adjetivo), substantivo (estrela)
Ainda ressoa em minha mente
o que foi dito
Tento te esquecer e não consigo,
o que é isso?
Se te vejo, esqueço as conseqüências.
Querença.
Este teu olhar lindo fez efeito.
Perfeito.
Tento recompor as aparências.
Reticências.
Teu modo faceiro me pegou de jeito.
Está feito.
És musa em muitos dos meus versos
Quero te tocar como se fosses melodia
Em minha cabeça isto é controverso
Para mim és mais que versos, és poesia
Jorge Sales
Jorge vive e sempre viverá
17 de novembro, 2008 © Publicado por Rubenio Marcelo
Estou vivendo (e sentindo) a dor profunda desta perda. Assim, nesta desalegria, um silêncio pesado me aterra. Esperarei encontrar-me lúcido e calmo, para procurar o saltério deste salmo. Às vezes reconforto-me por saber que Jorge cumpriu com dignidade a sua missão e, assim, partiu feliz, pois a felicidade sempre foi - mesmo nos momentos mais difíceis - a marca indelével deste inesquecível irmão de alma e eterno parceiro de arte que me dedicou a honra de dividir com ele a obra em CD “A Arte Maior…” e mais cerca de quatro dezenas de composições musicais, além da alegria de partilharmos os desígnios mais fortes da convivência fraternal e familiar.
Guimarães Rosa dizia que “as pessoas não morrem, ficam encantadas”. Jorge Sales continua [e continuará sempre] entre nós, nos belos poemas e cordéis que escreveu, nas letras que compôs, nas músicas que tocam nos nossos corações e nos exemplos de vida de um ser especial que construiu com perfeição a sua trajetória, procurando sempre acender a pira da perseverança e do otimismo, jamais fraquejando ante os açoites das adversidades e sempre espargindo a essência do seu amor verdadeiro e inalterável. Homem íntegro, sincero e cordial, inscreveu sua história com os augustos cinzéis do decoro e da conduta exemplar. Compartilhou seus ideais e o amor às artes e à cultura, sempre decantando especialmente o seu Espíriro Santo e as belezas sacrossantas de todo o nosso país. Por tudo isto e muito mais, Jorge pertence à estirpe dos seres abençoados.
Nas douradas nuvens do silêncio da nossa memória, surge seu semblante altivo com aquele sorriso puro, cerviz altaneira, olhar de ternura, braços abertos e trazendo um novo poema, buscando um violão encordoado de fraternidade, para anunciar um novo dia.
Assim seja,
RUBENIO MARCELO
(Campo Grande/MS)
Homenagem ao Jorge Sales na Rádio Universitária FM nesta segunda
16 de novembro, 2008 © Publicado por Rogério Borges
Amanhã dentro do Programa Espírito Capixaba, que apresento na Rádio Universitária FM, farei uma homenagem ao nosso querido Poeta e parceiro Jorge Sales.
O Espírito Capixaba é apresentado das 14 às 17 horas, na frequência 104.7 de Vitória, e pela Internet no endereço www.universitariafm.com.br
Quem quiser enviar algum depoimento sobre o nosso Poeta para ser lido, mande para o email rogerinhoborges@uol.com.br
Rogerinho Borges
Choro dos Anjos
14 de novembro, 2008 © Publicado por Dani Lima
Aqui na terra
chove sem parar
e o motivo
agora vou explicar.
É que lá no céu
os anjos estão a chorar.
Mas é choro de alegria!
Por que chegou Jorge Sales
para lhes fazer compania.
Dani Lima
Sentados, vendo essa tempestade que cai sobre Vila Velha, Marcelo - meu marido e Danilinho, nosso amigo, pensaram nesse mote: anjos emocionados com a chegada de Jorge, chorando de alegria. E me pediram para transformar em poesia.
>>ATÉ MAIS<<
14 de novembro, 2008 © Publicado por Dani Lima
Felipe Ferraz, parceiro de Jorge Sales, me pediu para publicar o texto abaixo em homenagem ao Poeta.
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O que me assusta é a tênue linha entre a vida e a morte. Sabido limiar que se mostra indecifrável em instantes assim.
Não me assusta meu amigo ter ido embora. O terreno foi preparado. Mesmo com alguma dor, Jorge sabia observar o tempo, e o solo dos caminhos e corações onde pisava se tornavam férteis.
Meu amigo clareou minha vida num dia qualquer. Em meio a doses de euforia, desejava a brisa de uma canção para sua “semente de amor e também muita bondade.”
“Um mar fecundo” era a mente de Jorge. Onde brotavam letras, palavras, poemas. Suas rimas eram a singeleza, da cor de sua pele e sua alma.
E seus maiores temas eram a amizade, o amor. Sentimentos que não se acabam.
Jorge era sabido. Semeou alegria e colheu pedaços de cada um que encontrou pelas esquinas da vida.
Nos levará com ele, pra eternidade.
Até mais amigo!!
Felipe Ferraz
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Abaixo a música “Claridade”, parceiria entre Jorge Sales e Felipe Ferraz. Esta versão da música entrou no último CD de Felipe e Jorge teve a oportunidade de ouvi-la há uns 15 dias atrás.
Claridade
Letra: Jorge Sales | Música: Felipe Ferraz | Canta: Felipe Ferraz
Busquemos todos “claridade”, sendo planta que dá semente de amor e bondade. Jorge gostaria disso.
Obrigado Jorge Sales
14 de novembro, 2008 © Publicado por Rogério Borges
Me sinto um privilegiado por Deus, de ter feito muitas canções com este parceiro, pai, incentivador e Poeta Jorge Sales. Perco de meu “convívio na terra o Jorge”, em pleno período de gravação de nosso trabalho “Disco de Compositor”, onde as músicas foram feitas todas em parceria com o Jorge Sales.
Seus cordéis, suas poesias, jamais serão esquecidas por nós artistas do ES.Seu apoio aos vários projetos culturais em Vila Velha, foi fundamental.Vamos continuar cantando Jorge Sales, vamos continuar lendo o Jorge Sales, vamos continuar amando o Jorge Sales, o nosso amigo Jorge Sales. Eu particularmente aprendi muito com você Jorge, voce me ajudou a crescer como ser humano. Até breve meu velho, um beijo, e dê um abraço no Pixinguinha quando você encontrar com ele lá no céu.
Rogerinho Borges
Adeus ao Pai, Amigo e Mestre
14 de novembro, 2008 © Publicado por Henrique Corrêa
Pai
Pai que é pai de longe
Agora tão longe que não mais verei
Pai
Pai que sempre esteve
Pai que nunca mais terei
Amigo
Muito mais amigo que pra ti eu fui
Amigo
Com lindo sorriso e mais brilho que a luz
Mestre
Ensinou-me os truques e também besteiras
Mostrou-me todas as formas de alegria
E somente uma forma de tristeza
Já deixa saudades
Um dia também hei de deixar
Um dia iremos, talvez, nos reencontrar
Já deixou história
Já registrou seu nome no mundo
Já fez mais do que quem acha que fez tudo
Já deixou a vida
Mas virou imortal
Cravando no mundo suas palavras em versos
Gravando no coração da gente seu rosto, sua alma
Crença
13 de outubro, 2008 © Publicado por Eliane Guaraldo
CRENÇA | 13-10-2008
Esqueci-me, tu sabes, de recomeçar,
arte que não sei mais dizer como é …
há muito que vejo e só vivo da fé
que tenho aprendido em ti a cultivar.
Disseste um dia que era pura crença
o que nós fizemos desse amor imenso
que de tanto amar e de tão intenso
não sabe-se mais em uma outra presença.
O exercício do amor que aprendi contigo
é o mais doce e profundo que pude viver
e nesta verdade eu ainda prossigo.
Já passa de crença esse puro querer
o meu coração tem em ti o seu abrigo
o resto é só nada, sei reconhecer.
Eliane Guaraldo
Eu quero falar de Amizade (para Jorge Sales)
12 de setembro, 2008 © Publicado por Eliane Guaraldo
Eu quero falar de amizade
Como se fosse o presente
Que assim, meio de repente,
Acontece numa idade
Em que a gente quer verdade
Sabedoria e bom vinho
Eu sei que nunca é sozinho
Quem encontrou um amigo
Muito mais do que abrigo
Encontrou o seu caminho.
Eu quero falar de amizade
Como se fosse um achado
Um tesouro encontrado
De enorme raridade
Porém sem solenidade
Se acomoda no seu peito
Completo e de um tal jeito
Que preenche o coração
“Fusão … sem explicação”
Um mote mais que perfeito.
Eu quero falar de amizade
Como o amor que não termina
Mas liberta, reanima
Em total cumplicidade.
Ela vive em paridade
Com o respeito absoluto
E o coração impoluto
De mágoa ou mal pensamento
Desenvolve o acalento
Sinceridade é seu fruto.
Eu quero falar de amizade
Como algo que não se explica
Mas se sente e identifica
Quando ele é de verdade
Porque deixa uma saudade
E o desejo de encontrar
Sem contudo provocar
Qualquer dor ou sofrimento
Pois é nobre sentimento
Que pra sempre vai ficar.
Eu quero falar de amizade
Como sentimento vivo
Exercício que cultivo
Em sua integralidade
E com grande intensidade
Já que aprendi contigo
É um dom que eu persigo
Ami-zade é amar com arte
Eu te amo e destarte
Tu és o meu grande amigo.
Culpa
8 de setembro, 2008 © Publicado por Dani Lima
A culpa corrói,
o coração dói.
Ato impensado,
cruel, pesado
no tempo perdura.
Não há outra cura
senão,
pedir por perdão.

