Inspirado em Jorge Sales
21 de janeiro, 2010 © Publicado por Dani Lima
Por Felipe Lobo dos Santos
Felipe escreveu esta poesia inspirado na letra ‘Destino dos ventos’ de Jorge Sales:
Capa de valentia dos ventos,
mestre e vela quando necessários,
Assim não sendo,
É coração o leito do rio.
Da crua situação sertaneja,
nas pedras entalhadas dos calores
para o único desfecho de pedra polida.
Nas margens do coração
tudo é circunstância de todas as águas.
Dos olhares, ‘sobredestinos’ de suas fontes,cristalinos,
são pescadores das mesmas profundidades dos rios
a que se lançam profecias de marés.
Os frutos das pescarias,
que são das vidas mareadas,
como estas são um só
e para serem sempre um só
e não serem solitários,
escolhem entre os destinos
serem oceânicos,
São porque não há,
neste mundo,
nem nos próximos,
embarcação que talhando as ondas,
cicatrize suas águas.
Que elas sabem aproveitar
o mesmo embalo de mãe tormenta
para fazerem-se enquanto deslizar
e entre os quereres e o destino,
o seu firmamento.
Felipe Lobo dos Santos
Poema para Jorge
18 de janeiro, 2010 © Publicado por Dani Lima
Por Graça Ribeiro
Poema em homenagem a Jorge, enviado por sua amiga Graça Ribeiro em 14/01/2010
Gosto de escrever ouvindo música
Hoje o tic tac do relógio imaginário
pôs imagem do passado no caminho
livros antigos e página do dicionário
pularam de dentro do meu armário
A memória é um poema adormecido
basta ouvirmos o que o silêncio diz
e a palavra tenta dizer ao aprendiz
para não parar no meio da estrada
desvios são os desatinos da jornada
Os óculos perdidos em cima da mesa
grãos de café sobre a folha amarelada
trouxeram presença do tempo vivido
lembranças já um pouco desbotadas
com o sabor de um amor tão querido
Tornamo-nos apaixonados pelo verso
mas o tempo desta vida nos separou
agora ele é estrela em outro universo
o que ficou foi o que nunca terminou
o amor pela poesia que nos aproximou
Dedicado ao amigo Jorge Ribeiro Sales que agora é saudade.
Graça Ribeiro
Festival L’Espirito Poitou, em Celles sur Belle, na França
2 de agosto, 2009 © Publicado por Rogério Borges
De 20 a 24 de agosto estarei participando ao lado de importantes artistas capixabas do Festival L’Espirito Poitou, em Celles sur Belle, na França, intercâmbio cultural França-Brasil e lá vou apresentar canções em parcerias com Jorge Sales e Valeria Tarelho. “Amorosamente Cedo”, “Segredo do Vento”, “Minha casa de Ferreiro”, “Azo”, “Eu quero”, “Oz não é aqui” são algumas das canções do repertório.
SAMEDI 22 AOUT
18h30 – 20h
Apero Concert: Rogerinho Borges
Concert Musique Populaire Brésilienne
Café du Lion D’or
Imagens de Jorge Sales
23 de dezembro, 2008 © Publicado por Eliane Guaraldo
O poeta nun morre
5 de dezembro, 2008 © Publicado por Dani Lima
Airam Ribeiro me enviou esta homenagem póstuma à Jorge Sales por e-mail.

Homenagem póstuma ao grande poeta, cordelista e compositor Jorge Sales
O poeta nun morre
Quando a mente já não arcança
A inspiração que tá pertin dum lado
Quando o coração para uma dança
Deixano o sangue tudin cuagulado,
Quando a mão já não mais iscreve
No papé que tá in riba da mesa,
É pruque aquele poeta em tempo breve
Deu o seu adeus, sabeno da certeza.
O seu cantá ficô para sempre gravado
Nas roda de amigo, nos cordé, nas canturia,
Mas u’a outra vida para ele apariceu…
Temos a esperança de um dia ao seu lado
A genti juntos insaiano u’a nova purfia
Pois o poeta tá vivo, só o seu corpo dizapariceu.
por Airam Ribeiro
Imagem: Tere Penhabe – www.amoremversoeprosa.com
Um tributo a Jorge Sales
26 de novembro, 2008 © Publicado por Dani Lima
João de Souza Dantas, amigo de Jorge Sales na Receita Federal, enviou pelo formulário de contato o tributo que publico abaixo.
Um tributo a Jorge Sales
Nordestino destemido,
autêntico, dinâmico e forte,
que lutou contra a doença
até o dia da morte;
partiu deixando saudade,
e pra viver na eternidade,
DEUS lhe deu um passaporte.
A morte de JORGE SALES
mexeu com nossa emoção,
deixando um vazio imenso,
eterna recordação,
e o mundo inteiro sentiu
quando o POETA partiu
para outra dimensão.
JORGE SALES foi-se embora
para fazer companhia
aos poetas lá no CÉU,
pois quando chegou seu dia,
DEUS precisou do poeta,
de uma equipe seleta,
para escrever POESIA.
Dentro da literatura,
exerceu vários papéis,
escrevendo poesias,
artigos, cartas, cordéis,
letras de composições,
e hoje no CÉU faz canções
com bardos e menestréis.
Fez história e nos deixou
seus legados em jornais,
em sites, livros, revistas,
em compêndios e anais,
em acervos de cultura,
como fontes de leitura
e informações gerais.
por João de Sousa Dantas
Homenagem de Elizete Paganini
26 de novembro, 2008 © Publicado por Dani Lima
Elizete Paganini, amiga querida de Jorge Sales, me enviou o seguinte texto para ser publicado em sua homenagem:
Você se foi sem avisar…
Partiu e muitos não tiveram a chance de dizer-lhe: Adeus, até breve… Vê se volta logo!
Mesmo sabendo que está tão longe, temos a certeza que viverá eternamente em nossos corações.
Sua partida deixou um vazio imenso dentro de cada um dos que te amam.
Estamos sentindo muito sua falta.
Você era uma pessoa muito especial.
Era cheio de vontade de viver, adorava tudo e a todos, adorava fazer novas amizades, amar e ser amado.
A sua alegria era tão grande que consequia transmitir num simples olhar.
Você não podia ter partido assim tão de repente, porém Deus te quis ao lado dele, mas um dia, em algum lugar, iremos nos encontrar e matar toda essa saudade que já bate desesperadamente no peito.
Saiba,quando olharmos para o céu, vamos lembrar com carinho, e, se uma lágrima rolar, será de saudade… Saudade do nosso GRANDE e inesquecível AMIGO JORGE SALES.
por Elizete Paganini
Homenagem fotográfica
26 de novembro, 2008 © Publicado por Dani Lima
Paulo Ferraz fez este mosaico de fotos para lembrar seus bons momentos com Jorge Sales:
1 (a esquerda, no topo) – Paulo Ferraz com Jorge Sales no antigo Bar Mais uma dose;
2 (a direita, no topo) – Paulo Ferraz cantando no Show só com músicas de Jorge Sales no antigo Bar Mais uma dose;
3 (a esquerda, embaixo) – Cris, namorada de Paulo Ferraz. Jorge se considerava “padrinho dos dois”
4 (a esquerda, embaixo) – Paulo Ferraz e Cris na Festa de aniversário de Jorge Sales em Junho de 2008.
Se você têm fotos de Jorge Sales, que não estão publicadas na seção “Fotos”, envie para o site.
Saudade… Apenas… Saudade…
24 de novembro, 2008 © Publicado por Milazul
Em homenagem a Jorge Sales
20 de novembro, 2008 © Publicado por Astenio Cesar
Depoimento de Astênio César transmitido no programa de Rogerinho Borges na Rádio Universitária em homenagem a Jorge Sales
Prezado Rogerinho,
Venho, escudado em poema do poeta Cruz e Sousa
que tanto sofrimento conheceu em sua vida, criar
alento para mim mesmo e para todos nós participantes
do Poesiapura, num tempo de tristeza e de saudades.
SUPREMO VERBO
-Vai, Peregrino do caminho santo,
Faz da tu’alma lâmpada do cego,
Iluminando, pego sobre pego,
As invisíveis amplidões do Pranto.
Ei-lo, do Amor o Cálix sacrossanto!
Bebe-o feliz, nas tuas mãos o entrego…
És o filho leal, que eu não renego,
Que defendo nas dobras do meu manto.
Assim ao poeta a Natureza fala!
Enquanto ele estremece ao escutá-la,
Transfigurado de emoção, sorrindo…
Sorrindo a céus que vão se desvendando,
A mundos que vão se multiplicando,
A portas de ouro que se vão abrindo!
Abraço, solidário, todos os familiares do
nosso querido Jorge.
Adeus do meu Jorge
20 de novembro, 2008 © Publicado por alinevaz
Este céu cinzento que tua partida trás
O céu chora em prantos essa chuva grossa
De nossas mãos dadas só sobrou a bossa
Que fizemos juntos, versos imortais.
Hoje não tem festa, hoje não tem néon
Em preto e branco eis meu arco-íris
E quando te vejo assim, ao partires;
Na sombra de um breve sorriso sem som.
Guarda contigo o meu coração
Porque ireis cedo já não tem perdão
Deixá-lo aqui, te condenará;
Meu coração é teu amuleto
Tínhamos de toda a letra um terceto
O que nos faltava era só musicar.
Nunca imaginei que um dia faria uma poesia destas para voce Jorge, eu bem que tento seguir com a vida, mas e mais dificil do que eu imaginava, lembro que te disse que sem voce as coisas nao eram iguais, o sol n’ao brilhava com a mesma intensidade, eu nao dava gargalhadas e nem o homem da agua de c^oco trabalhava mais, busco voce em tudo , ate nestes acentos que nao funcionam, porque bem dizia a musica, voce so me ensinou a te querer,voce nao me ensinou a te esquecer…
Meu Adeus
19 de novembro, 2008 © Publicado por Daniel Fiúza
Adeus meu grande Amigo,
Meu cumpadi querido
Sei que você gostaria de
Uma despedida em poesia.
Você Jorge, era pra ser eterno;
Uma pessoa rara, raríssima,
Tinha tanta beleza tanto amor.
Hoje a poesia perdeu um pouco
Da sua emoção;
Adeus meu cumpadi
Adeus dragão de vila velha
O velho Patá te receberá;
De braços abertos.
Daniel Fiúza
Poema transmitido no programa de Rogerinho Borges na Rádio Universitária em homenagem a Jorge Sales
Carta “psicografada” para Jorge Sales
19 de novembro, 2008 © Publicado por Herculano
A morte, velha amiga e companheira,
jamais marca visita quando vem.
E vem dissimulada, sorrateira…
trazer-nos novidades do além.
Morrer é encontra-se com alguém
que há muito e muito tempo nos espera.
Alguém que viajou pra mais além,
bem mais além da última quimera.
Eu soube que morreste, camarada!
Morreste antes de mim, nessa toada
que a vida, sabiamente, nos convida.
Guarda o meu lugar, pois, com certeza,
ainda hei de sentar à tua mesa
pra rirmos das lembranças desta vida
Herculano Alencar
Poema transmitido no programa de Rogerinho Borges na Rádio Universitária em homenagem a Jorge Sales
O vôo do Poeta
19 de novembro, 2008 © Publicado por Fernando Cunha Lima
Eu vi o Jorge brincando nas estrelas,
A tomar vinho como ele gostava,
Enquanto ele sorria e brincava,
Deus o olhava também querendo vê-las.
As suas mãos tão felizes por retê-las,
E sacudi-las ao ar quando passava,
Pareciam que as acariciavam,
De tão claras, tão luzentes e tão belas.
Assim foi que divisei o meu amigo,
Foi assim que vislumbrei o meu poeta.
Se ele se foi de maneira tão discreta,
Brincar nos astros foi esse seu aceno,
Antes de subir aos céus de corpo pleno
E deve estar com Deus, afirmo e digo.
Fernando Cunha Lima
AO AMIGO Jorge na hora do seu
Passamento. Fernando cunha lima.
14-11-08. jampa. versos jorrados
Em plena emoção da notícia.
Texto publicado originalmente no Fórum Poesia Pura e enviada à Rogerinho Borges para ser lida em seu programa de rádio em homenagem à Jorge Sales
O poeta não morreu
19 de novembro, 2008 © Publicado por Danilo Louro
texto transmitido no programa de Rogerinho Borges na Rádio Universitária em homenagem a Jorge Sales
O Poeta Não Morreu
Jorge Sales é pai de minha poesia.
Jorge ensinou-me o cordel.
Jorge foi pai e professor… E um dos amigos mais leais.
Foi não, É!
Pessoas como Jorge são atemporais e não será a matéria que vai limitá-los.
Jorge sempre existirá entre nós e, mesmo em outro plano, continuará exercendo a função de embaixador do cordel e da poesia.
Quero aproveitar esse espaço que a rádio universitária me oferece para, humildemente, homenagear meu amigo, pedindo a Rogerinho que recite uma de suas poesias que, sei, está entre suas preferidas…
Um abraço, meu irmão.
Danilo Louro
Linda (adjetivo), Estrela (substantivo)
És luz, música, harmonia
Imprevisível como um novo dia
Sinto muito vontade de revê-la
Linda(adjetivo), substantivo (estrela)
Ainda ressoa em minha mente
o que foi dito
Tento te esquecer e não consigo,
o que é isso?
Se te vejo, esqueço as conseqüências.
Querença.
Este teu olhar lindo fez efeito.
Perfeito.
Tento recompor as aparências.
Reticências.
Teu modo faceiro me pegou de jeito.
Está feito.
És musa em muitos dos meus versos
Quero te tocar como se fosses melodia
Em minha cabeça isto é controverso
Para mim és mais que versos, és poesia
Jorge Sales










