Carta a Nicio Lacorte
4 de agosto, 2009 © Publicado por Dani Lima
Nicio, muito obrigado
Obrigado pelo chimarrão
Pela recepção
Pelo macarrão
Pelo dvd do dinossauro
Pela salada
Pela couve
E até pelo assalto
O assalto que não houve
Por tudo que me disseram
E também pelas flores
As flores que não vieram
Pelo jogo que eu ganhei
Pelos passeios que amei
Pelos torresmos que não comi
Pelos lugares que não vi
Pela beleza de tua cidade
E mais que tudo isto
Por tudo que tenho visto
É ter a tua amizade.
Jorge Sales
Publicado originalmente em 08/12/2001 no site Usina de Letras
Festival L’Espirito Poitou, em Celles sur Belle, na França
2 de agosto, 2009 © Publicado por Rogério Borges
De 20 a 24 de agosto estarei participando ao lado de importantes artistas capixabas do Festival L’Espirito Poitou, em Celles sur Belle, na França, intercâmbio cultural França-Brasil e lá vou apresentar canções em parcerias com Jorge Sales e Valeria Tarelho. “Amorosamente Cedo”, “Segredo do Vento”, “Minha casa de Ferreiro”, “Azo”, “Eu quero”, “Oz não é aqui” são algumas das canções do repertório.
SAMEDI 22 AOUT
18h30 – 20h
Apero Concert: Rogerinho Borges
Concert Musique Populaire Brésilienne
Café du Lion D’or
Indagação
28 de julho, 2009 © Publicado por Dani Lima
Hoje acordei com o sentimento inalterado.Não saem de minha cabeça:teu sorriso,teus olhos,tua boca,teu jeito,quase tudo em ti.
Não entra na minha cabeça: porque sinto tanta falta de ti hoje, se eu nem te conhecia ontem?
Jorge Sales
Publicado originalmente em 09/12/2001 no site Usina de Letras
Volte logo
21 de julho, 2009 © Publicado por Dani Lima
Foi ontem
Já faz tanto tempo
A gente não fala
Te escrevo
Não respondes
“Volte logo”
Sem demora
Não vejo a hora
Quero ver-te cara a cara
Tomara
Já que me atropelaste com teu sorriso
Vens me trazer lenitivo
Fazer curativo
Jorge Sales
Publicado originalmente em 10/12/2001 no site Usina de Letras
Teus olhos
16 de julho, 2009 © Publicado por Dani Lima
Hoje pensei em ti com a saudade de sempre. Lembrando teu rosto,constatei nunca haver percebido antes com a nitidez de agora… teus olhos. Fixos,como querendo olhar além da imagem.Grandes, como tua disposição para enfrentar um novo dia de trabalho. Lindos como este dia que agora aqui se inicia.Indecisos como tua paixão do dia a dia. Doces como o sorriso de uma criança.Indefinidos como o futuro que teimas em não fazer. Dependentes como a espera de um acontecer, deixando em mim uma indisfarçável indignação: por que estes olhos não me enxergam?
Jorge Sales
Carta publicada originalmente em 26/11/2001 no site Usina de Letras
Cartas de Jorge
16 de julho, 2009 © Publicado por Dani Lima
Jorge Sales escreveu diversas cartas, que atualmente estão publicadas no site Usina de Letras. Era um hábito dele escrever estas cartas para seus amigos poetas e escritores que também participavam do Usina de Letras.
A partir de agora vou passar a publicar algumas destas cartas aqui, como registro da vida de Jorge Sales e seu relacionamento com seus amigos.
Aos que passaram por aqui nestes últimos 2 meses e meio e não encontraram atualizações, peço desculpas. Nem sempre a rotina corrida me permite atualizar o site de Jorge. Mas o faço sempre que posso.
Andaraí
24 de abril, 2009 © Publicado por Dani Lima
Eu perdido por aqui
E tu
Andaraí
Jorge Sales
Publicado originalmente em 14/08/2002 no site Usina de Letras
Lembranças de Jorge
21 de abril, 2009 © Publicado por Dani Lima
Jorge Sales deixou amigos e lembranças por todos os lugares por onde passou. Abaixo um comentário de um amigo dos tempos do Rio de Janeiro. Antonio, sinto muito que o tempo não tenha favorecido seu reencontro com o Jorge, mas tenho certeza que ele ficaria feliz de você ter “encontrado” o site dele.
“Sou testemunha de toda a parte contada sobre o Jorge, quando ele chegou ao Rio de Janeiro. Era vizinho do pai dele. O Jorge foi a pessoa mais dedicada aos estudos que conheci.
Por motivos profissionais perdi o contato com ele e com a Nelma. Nunca mais nos vimos.
Tentei contato com ele pela Internet, sem sucesso. Hoje, dia 21 de abril, ao tentar um novo contato, descobri a notícia da morte dele, o que me deixou profundamente triste. Imaginei assistir a um show dele em Vitória e, ao final, procurá-lo para um abraço. Não deu tempo.
Não sei se a família dele lerá esta mensagem. A eles deixo meus sentimentos. A Nelma, que tive como amiga, minhas saudades e a vontade de ter notícias suas.
Antonio Carlos Lonthfranc (irmão da Eliane) Rua “L”.”
Quando este dia vier
17 de abril, 2009 © Publicado por Dani Lima
Logo logo ficarei
com a pessoa que quero
e,salvo engano,
neste dia serei rei ,
rei de todos os meus planos .
Eu um dia ainda hei
de realizar meus planos
neste dia serei rei
rei de todos os meus sonhos
Hei ainda de passar
por todos os meus atalhos
nos atalhos vou achar
o objeto sonhável
e neste dia admirável
melhor de todos os dias
aí entregar-me- ei
a todas as fantasias
Jorge Sales
Publicado originalmente em 04/08/2005 no site Usina de Letras
Cunversa alêia
9 de abril, 2009 © Publicado por Dani Lima
“Conversa de Cordel” entre Silva Filho e Jorge Sales
Almir
Jorge Sales, eu li tudo
Qui tu disse pra Lili
Demonstrano a sabença
Que não vem do ti-ti-ti;
Tu falô tudo qui pensa
Sem provocá dizavença
Pôis dizavença não vi.
Jorge
Dizavença nunca faço
Nós dois amamo a Lili
Vosmecê é a união
Maranhão com Piauí
Eu falo tudo qui penso
Mas se alguém fizer um censo
Unanimidade é Almir
Almir
Pôis dizavença não vi
No izercíço da arte
A rima tem sêus mistero
Qui cada bardo reparte;
Eu aqui sôu mui cincero
Não sei se fôi lero-lero…
Na verdade preguntarte.
Jorge
Na verdade preguntei
Por força da circunstança
Falaria ao pé do ouvido
Se não fosse a distança
Lili é uma bela mulher
Do cordé faz o que quer
E eu não sou mais criança
Almir
Na verdade preguntarte
Por um tal de Silva Filho
Nome que serviu de mote
Pra firmá o estribilho;
Se a Lili deu um calote
Ou recebeu um pacote
De cordé fora dos trilho.
Jorge
O cordé fora dos trilho
Isso o Almir nunca faz
Ele não faz nem na guerra
Quanto mais tempo de paz
A Lili não dá calote
E ainda pra sua sorte
Almir é um bom rapaz
Almir
De cordé fora dos trilho
Pruquê chegô pur tabela
Arguém mandô um e-mail
Qui passô na caixa dela;
E ela qui nunca faz fêio
Num jogô pra escantêio
Pôis achô lugar na tela
Jorge
Ela achô lugar na tela.
E aí não pestanejou
Quando abriu a Usina
Bem lá dentro ela jogô
Vou fazê um ba fa fá
O cordé vou espalhar
Foi assim quela pensou
Almir
Se orve argum galantêi?
Tu fêiz ôtra indagação…
Dessa vêiz tu fôi ao cume
Cum essa tal inquirição;
E confórme os custume
Quém lêu notô um ciúme
Na tua preguntação.
Jorge
A minha preguntação
Não foi pregunta a esmo
Eu banquei o mineirinho
Desses qui come torresmo
A Lili tem o seu lume
Se acha que foi ciúme
Eu sei foi ciúme mesmo
Almir
Tu chamô de serelepe
Nossa minina amada
Têu verso sem estribêra
Dexô a mina danada;
Tu vem ansim pelas bêra
Cantando mulé-rendêra
Prá gãiá u’a namorada.
Jorge
Pra gãiá uma namorada
Eu faço qualquer negócio
Eu canto mulé-randera
E finjo que estou no ócio
Assim mamãe me ensinô
Mas acredite dotô
Eu faço porque eu posso
Almir
Meu amigo Jorge Sales
Discurpas quero pedir
Mas a Lili tem um brilho
Qui fáiz a gente fremir;
E a questão do Silva Filho
Como diz o estribilho
O Silva Filho é Almir.
Jorge
O Silva Filho é Almir
Que espanta todos os males
Que sobe em qualquer montanha
Escala todos os vales
Pensando bem aliás
Se vejo a Lili vou atrás
O meu nome é Jorge Sales
Jorge Sales
Publicado originalmente em 18/03/2006 no site Usina de Letras
Foi belo o dia de hoje
3 de abril, 2009 © Publicado por Dani Lima
Hoje o dia foi demais
Foi mais do que eu queria
Eu vi vários cordelistas
De novo aqui na porfia
Assistir alguns cantadores
Num festival de valores
Voltando prá cantoria
Eu vi Domingos Medeiros
Puxando um belo refrão
Vi o Rubenio Marcelo
Cantando bela canção
Veio de Icó , Manezinho
Tão belo qual passarinho
Cantando os oito em quadrão
Meus amigos do Usina
Eu lhes afirmo que vi
Eu vi Daniel Fiúza
Puxando o jogo prá si
Eu vi o Airam Ribeiro
Pintando de conselheiro
Meninos, eu vi o Almir
Posso dizer que este dia
Foi mais que satisfatório
Sei que outros cordelistas
Virão com seu repertório
Para crer só vocês vendo
Vi até Milene descrevendo
O dia do seu velório
O dia aqui começou
Com o Ode ao Cordel Fraternal
Chamamento do Rubenio
Para um dia bem legal
Espero o Benedito
Mas meu coração está aflito
Espero a Lilian Maial
Jorge Sales
Publicado originalmente em 17/11/2003 no site Usina de Letras
Novo “Vizinho”
30 de março, 2009 © Publicado por Dani Lima
O Professor José Lemos, amigo de infância de Jorge Sales, lançou seu site. Lá você pode conferir o currículo, livros, artigos e textos do Mestre.
http://www.lemos.pro.br/capitulos.php
Desejamos a José Lemos boas vindas à nossa “vizinhança” virtual! :)
Se o Rubenio chama a gente, a gente corre pro abraço
26 de março, 2009 © Publicado por Dani Lima
Semana passada, no dia 18 de março, foi aniversário do Rubenio Marcelo – um dos principais parceiros culturais de Jorge Sales. Então, em sua homenagem, republico este cordel, que Jorge fez para o Rubenio em 16/11/2003 e publicou na Usina de Letras.
Rubenio escreve de tudo
Escreve coisas do norte
Assuntos de toda sorte
De careca e de barbudo
De poeta do absurdo
Fala de circo e palhaço
Fala do ferro e do aço
De burro e do inteligente
Se o Rubenio chama a gente
A gente corre pro abraço
Rubenio é compositor
Que compõe como ninguém
Fala do mal e do bem
Da paixão e do amor
Homem de bem sem rancor
Nunca faz estardalhaço
Manda o ruim pro espaço
É um cabra consciente
Se o Rubenio chama a gente
A gente corre pro abraço
Rubenio chamou Daniel
O Zé Ferro e Manesinho
Chamou Almir com carinho
Cada um no seu papel
Para voltar pro cordel
E isso agora , eu faço
Volto a ocupar este espaço
Nem pode ser diferente
Se o Rubenio chama a gente
A gente corre pro abraço
Chamou Dantas e Daudeth
Chamou Egídio, o Bilac
E o Benedito este craque
Jogou em todos confete
Chovesse até canivete
Não vou causar embaraço
Mas seu chamado repasso
Com ele sou conivente
Se o Rubenio chama a gente
A gente corre pro abraço
Aproveito prá chamar
A cordelista genial
A linda Lilian Maial.
Eu quero me inebriar
Nos seus poemas sem par
Compostos de passo a passo
Ritmados no compasso
Da poeta coerente
Se o Rubenio chama a gente
A gente corre pro abraço
Também chamo o Antonio Albino
Cordelista bom de rima
Com seu cordel obra prima
Gente boa ,homem fino
Num cordel bom que assino
Que volte a este pedaço
Pegar os versos no laço
Poeta polivalente
Se o Rubenio chama a gente
A gente corre pro abraço
Jorge Sales
Publicado originalmente em 16/11/2003 no site Usina de Letras
H2O no Choro
7 de março, 2009 © Publicado por Dani Lima
Quando eu quero chorar
eu vou fundo na minha emoção
penso em você
minha fonte de inspiração
meu bem-querer
minha bela razão prá viver
me faz sentir
bons momentos de paz
e de grande prazer
quando eu quero sonhar
eu mergulho no meu violão
lembro você
e dedilho uma linda canção
meu querer-bem
é alegria do meu coração
me faz pensar
que estou em oração
venha prá cá
venha ver como é bom
amar
vem ficar bem feliz
porque
navegar neste sonho
é bom
o bandolim
que desperta paixões
com as suas improvisações
que alegra os chorões
e enfim
venha prá cá..
Jorge Sales
Publicado originalmente no site Usina de Letras em 29/11/2001
Aviso de Publicação
19 de fevereiro, 2009 © Publicado por Dani Lima
Faz tempo que eu não publico um texto do Jorge por aqui. Então, aos amigos que, eu sei, andam com saudades, segue este “cordel homenagem”, que o Jorge gostava muito de fazer.
Eu tenho muitos leitores
Pra vocês eu deixo claro
Um deles José Amaro
Homem de grandes valores
Os outros também amores
Que vivem em meu coração
O Cecitonio é meu irmão
Tenho a Sophia Ferreira
É grande minha carteira
Que amo com devoção
Leitores de qualidade
Maria Carmen é um amor
Eu vou aonde ela for
Buscar minha identidade
Para falar a verdade
Me sinto muito amado
Quando recebo um recado
Que tive uma leitura
Desta menina candura
A Eliane Guaraldo
E a leitora Lorena
Bessani de nascimento
Não são palavras ao vento
Que saem da minha pena
Esta beleza morena
Aqui é sempre bem-vinda
Torna minha vida linda
E se me vem Benedita
Valorizando minha escrita
A vida é mais bela ainda
Estes são os meus irmãos
Que lêem tudo que escrevo
Amigos eu vos recebo
No fundo do coração
Minha pura gratidão
Nem sei se é meu merecer
Bené você pode crer
Ceci, Amaro, Eliane.
Maria, Sophia, Bessani
Jamais vou vos esquecer.
Jorge Sales
Publicado originalmente no site Usina de Letras em 21/04/2006

