Lembranças

19 de fevereiro, 2009 © Publicado por Dani Lima

Jorge e Liane

Quem deixa este mundo, não se vai totalmente. Sempre ficam lembranças. E talvez possamos medir a vida de uma pessoa pela quantidade de lembranças que ela deixa.

Recentemente Liane, filha de Jorge Sales, me passou algumas fotos de diversos períodos da vida de Jorge – para a gente se lembrar :).

Veja as fotos aqui

Foi-se um Grande Talento Maranhense

9 de fevereiro, 2009 © Publicado por Dani Lima

José Lemos, que foi amigo de infância Jorge Sales, publicou este texto em homenagem a Jorge Sales no Jornal “O Imparcial” do Maranhão, no último sábado 7 de fevereiro.

No último 14 de novembro o Brasil, Espírito Santo, terra que adotou, e o Maranhão, onde nasceu, perderam um talentoso poeta, compositor, cordelista e, acima de tudo, um grande ser humano. Desses difíceis de encontrar no mundo atual movido a interesses, a poder e a muito dinheiro. Morreu na aurora dos recém-entrados sessentas Jorge Ribeiro Sales ou, simplesmente, Jorge Sales, o nome que adotou para assinar a sua vasta obra. Continua »

Dos arquivos de Rubenio Marcelo – Parte III

23 de janeiro, 2009 © Publicado por Dani Lima

Cordéis-documentos que registram as primeiras viagens de Rubenio para Vila Velha – ES (2003 e 2004), terra que Jorge Sales adotou como sua. Como estas obras foram escritas nas datas constantes nos respectivos cordéis, retratam obviamente acontecimentos e pessoas/personagens da época.

UM ESTADO DE ESPÍRITO, ESTADO DE ENCANTO, UM ESPÍRITO SANTO!
03/08/2003
Rubenio Marcelo

Todo amigo de verdade
É um perenal abrigo.
Sim, é um porto seguro
O bom e sincero amigo.
Jorge Sales é assim,
Amigo, irmão, querubim…
É com a alma que eu digo.

Assim fui pra Vila Velha,
Aquele lindo lugar.
Chegando no aeroporto,
Eu pude logo avistar
A Roseane e Jorginho,
Que chegaram bem cedinho
Somente pra me esperar.

Dali fomos para o lar
Do vate Jorge Ribeiro;
E, após aquele banho
E trocar roupas ligeiro,
Saímos num papo bom
Pra ver a turma do som
E começar o roteiro.

Saímos bebendo a noite,
Rumamos para Vitória;
Naquele Espírito Santo,
Naquela sagrada glória;
Naqueles ares artísticos,
Curtindo pontos turísticos
E revivendo a história.

Lá no Café do Museu,
Ouvimos Mara Veloso,
Cantando e já encantando
Com timbre miraculoso.
Ao seu lado, sem alarde,
O seu maridão Libardi
Estava todo dengoso.

Jamais irei esquecer
Aqueles belos momentos:
Mara Veloso cantando
Nosso “Destino dos Ventos”;
E ainda outras canções
Repletas de emoções
E “A Paz em Movimentos”.

Depois, já em Vila Velha,
Com alma a todo vapor,
Fomos ouvir Cecitônio,
Grande músico/cantor;
E vimos lá na platéia
A nossa amiga Andréia,
Que é também um amor.

Ouvimos “Almas em Chamas”
Na bela voz do parceiro:
O Cecitônio Coelho,
Tesouro-cancioneiro!
Um dos maiores artistas
Que já miraram minhas vistas
Nesse torrão brasileiro.

Em seguida, prosseguimos
Nesse fantástico clima…
E fomos a outro “Point”
Ouvir o Barbosa Lima:
Parceiro-irmão de verdade,
Artista de qualidade!
De Deus, uma obra prima!

Barbosinha, no seu pinho,
Com seu estilo altaneiro,
Cantava “Praia da Costa”,
Provando ser verdadeiro;
E, selando a emoção,
Tocava inda “Coração”
E “Destino do Vaqueiro”.

Quem tava também por lá,
Com seu jeitão brincalhão,
Com grã sensibilidade
(pureza no coração),
Carisma e muita alegria,
Talento e sabedoria,
Era o amigo Marcão.

Bom baiano de Ilhéus,
Mas hoje vila-velhense,
Marcão ostenta o carinho
E o jeito nordestinense,
Fraterno como um irmão!
− E é assim que Marcão
Com sua paz tudo vence.

Bom de gogó e de ritmo,
Marcão não conhece o mal.
É bamba e adora um samba
Pra alegrar o pessoal.
Fascina o povo dali,
Criou o “Fi-ri-fi-fi”
Pra animar o carnaval.

Esse bloco de artistas,
Que é sério, não é brinquedo;
Pois tem o Jorginho Sales:
Um diretor sem segredo.
E nesse Firififi,
Barbosa Lima e Ceci
Puxarão o frevo-enredo.

Agora volto a falar
Da minha bela excursão;
Da nobre hospitalidade
E cada uma emoção
Revestida de encanto
Daquele Espírito Santo
Que ornou meu coração.

Também não posso esquecer
Da confraternização
Que Jorge e sua família
Montaram, com atenção;
Festança espetacular
Para me homenagear
Com muita dedicação.

Churrasco, música, cerveja,
Cantores e violões,
Timbraram aquele encontro
Com divinais emoções…
Roseane, no teclado,
Com Mara, do outro lado,
Cantaram belas canções.

Assim, em contentamento,
Neste carinho mui pleno,
Peguei também a viola,
Solando em tom mui sereno;
Na flama desta resenha,
Mirando a Igreja da Penha
E o Morro do Moreno.

Cantei com o Barbosinha,
Que foi pra mim u’a lição
De vida e de competência,
Talento e sábia visão;
E pra não perder a rima,
Eu digo: Barbosa Lima
É luz na nossa canção!

Tive também o prazer
De cantar acompanhado
Por Cecitônio Coelho,
Com seu ponteio sagrado;
Naquele são ambiente
Repleto de fina gente,
De amigos pra todo lado…

Ali estavam Libardi,
A Mara, Tojal e Vera;
Jorginho Ribeiro Sales
Com irmandade sincera;
Ângela, esposa de Jorginho,
O Marcão e o Marquinho
E ainda outra galera.

A Madalena e o Bruno,
Juliano e a Adriana
Complementavam os Geller
Com a princesa Juliana;
Eloísa e seu marido:
Tudo um povo mui querido,
Tudo gente mui bacana.

Eu agradeço também
À Lisitânia, aplicada
Esposa do Barbosinha,
E toda familharada;
Pela sua bela festa
Com amigos da seresta
Até bem de madrugada.

Também foi muito legal
Ouvir as nossas canções
Tocadas na FM,
Com grandes aprovações;
No carro, à beira-mar,
Ficamos a escutar
As nossas composições.

Envio um forte amplexo
A estes reais tesouros:
À Rádio Praia da Costa,
Ao Clóvis, voz de besouro;
E ao Rossini Macedo,
Que se veste do enredo
Do grande Tonho dos Couros.

Rossini é bom companheiro
Dos melhores que já vi;
Comunicador perfeito,
Traz o improviso em si;
Empurra o povão pra riba…
Orgulho da Paraíba,
Presente do Picuí!

O Tonho, seu personagem,
É este cômicozinho,
Que nas apresentações
contracena com Sininho;
O Tonho, desmantelado,
É cabra nordestinado
Que faz maior burburinho.

E agradeço à Gazeta
Pela entrevista e o convite.
Pois lá, com Barbosa e Jorge
Cantamos, demos palpite,
Fizemos um escarcéu
E falamos de cordel
Num programa de elite.

Falamos com apetite
Da Arte e do porquê
Da Cultura Popular,
Nosso fecundo ABC.
E de maneira sutil,
Mostramos todo perfil
Que tem o nosso CD.

Ainda quero abraçar
O amigo Santacruz:
Irmão gêmeo da Cultura,
Sol de sacrossanta luz;
Sua palavra é canção
Que toca no coração,
Nos revigora e seduz!

E agora, pra terminar
Esta sincera menção,
Eu falo, pra Jorge Sales,
Daqui acenando a mão:
− Mais uma vez o saúdo;
Muito obrigado, por tudo,
Parceiro e amigo-irmão!

E diga aí pra Tininha,
A cadelinha estelar,
Que nunca eu esquecerei
A sua imagem, o olhar…
Egídio nunca se engana:
-”Tininha pra ser humana
só falta mesmo falar!”.

À carismática Cíntia,
Secretária do Jorginho,
Que sempre nos recebeu
Com seu riso-passarinho,
Expresso, com distinção,
Nossa real gratidão
Pelo seu meigo carinho.

Se agora me perguntarem
Um estado de encanto,
Um estado de espírito,
Um santificado canto,
Um mui sacrossanto estado,
Um tanto, um quanto sagrado,
Direi: − Espírito Santo!

® RUBENIO MARCELO

——————————————-

VILA VELHA!… MINHA NOVA PAIXÃO
(Terra, Mar e Ar… e gente…)
21/01/2004
Rubenio Marcelo

Jorginho Ribeiro Sales,
Meu parceiro, meu irmão,
Obrigado novamente
Pela grã recepção;
Pelo calor-maravilha
Seu e de toda família,
Carinho e dedicação…

M a t e r i a l i z a ç ã o
d’amizades verdadeiras…
Fraternidade brotando
E avançando fronteiras…
Amplexos dos corações
Jorrando em mil borbotões
Quais águas nas cachoeiras…

Na vida na há barreiras
Para a nobre lealdade,
Nem distância que desfaça
Os laços duma amizade;
Inda mais, principalmente,
Quando os misteres da gente
São grãos de sinceridade.

Vila Velha!… Esta cidade,
Habita o meu coração;
Pois ali tem Jorge Sales
E toda a nossa nação
Da música, da poesia,
Da Arte do dia-a-dia
Num mesmo diapasão.

Barbosa Lima, Marcão,
Libardi e Paulo Ferraz,
Mara Veloso e Ceci
E também o Johnny Paz;
Gegê, que parece um anjo,
O Roger – rei do arranjo –
Batchá, que é outro ás…

Toda esta turma é demais!
Apronta e já pinta o sete…
Tem ainda a Lisitânia,
Augusto e também Marlete:
Esta, a alegria esbanja…
Mas quando for dar uma canja,
Não esqueça aquele lembrete…

E nesta festa, Marlete
Chama Augusto pra dançar…
Luiz Paulo e Jaqueline
E a Verinha com Tatá,
Vandinha com Johnny Paz,
A Cris com Paulo Ferraz
Também irão se soltar…

Cante “Terra, Mar e Ar”,
pra festa ficar legal;
Chame todos pro salão,
Convoque o bom pessoal
Pra animar mais o baile…
A Ângela com Jorge Sales,
E a Vera com Tojal.

Ó saudade matadeira
Que aperta esse coração…
Ó meus amigos do peito
Jorginho e toda nação…
Em mim reluz a centelha
sagrada de Vila Velha,
A minha nova paixão!

Se agora me perguntarem
Um estado de encanto,
Um estado de espírito,
Um santificado canto,
Um mui sacrossanto estado,
Um tanto, um quanto sagrado,
Direi: − Espírito Santo!

® RUBENIO MARCELO

Dos arquivos de Rubenio Marcelo – Parte II

14 de janeiro, 2009 © Publicado por Dani Lima

Sobre a primeira visita de Jorge Sales a Campo Grande em 2003

Cordéis-documentos que registram a primeira visita de Jorge Sales a Campo Grande/MS, terra de seu parceiro cultural Rubenio Marcelo. Como estas obras foram escritas nas datas constantes nos respectivos cordéis, retratam obviamente acontecimentos e pessoas/personagens da época.

Um grande poeta em Campo Grande (para o Amigo Jorge Sales)
20/02/2003
Rubenio Marcelo

Campo Grande esteve em festa,
Revestida de magia;
A Cultura e a amizade
Na mesma polifonia…
Pois, na luz dos arrebóis,
Orfeu mandou para nós
Jorge Sales Poesia!

Sua nobre simpatia
Conquistou nossos artistas;
Assim, em poucos instantes,
O seu falar altruísta
Fascinou o nosso ninho;
E, logo, o grande Jorginho
Já não era mais turista.

A cada sua entrevista
Aos amigos da Cultura,
Abriam-se corações
Pra essa grã criatura;
E na nossa Academia
Foi enorme a empatia,
Assaz o tom de ventura.

Berço da Literatura
- Esse nosso Silogeu –
saudou nosso convidado
E, em festa, o recebeu;
Destarte, as coisas seletas
Da nossa Casa de Letras,
Jorge Sales conheceu.

A sua luz foi troféu
Que Minerva nos mandou;
Pois o Jorginho é dos nossos,
Traz em si real pendor;
E, nessa descontração
De confraternização,
O carinho conquistou.

Ah… Jorginho Cantador,
Tudo correu rapidinho…
Mas a nata da Cultura
Inda está em burburinho;
Lembrando nossa canção
Que cantei, com emoção,
Aos acordes do meu pinho.

Nosso amigo Bernardinho,
Com sua voz de trovão,
Também ficou fascinado
Com nossa composição;
Ele que esteve ao meu lado,
Com seu plangente teclado
Em bela apresentação.

O Geraldo, nosso irmão,
Com Vandinha e o Jean:
Aquela bela família,
Hoje lhe tem como fã;
E toda a turma, afinal,
Hildebrando, Ruberval
E a Sônia Puxian.

Leal, nosso presidente,
E toda a Diretoria,
São gratos, de coração,
Pela vital energia
Que você fez verberar
Aqui no nosso lugar,
Com transcendente alquimia.

Que a Altíssima Maria,
Lá da sagrada amplidão,
Proteja pra sempre os seus
E você – meu caro irmão!
Ó menestrel da Harmonia,
Jorge Sales Poesia,
Cantador da Emoção!

® RUBENIO MARCELO

……………………………………………………..

Eu e o Destino dos Ventos em Campo Grande
26/02/2003
Jorge Sales

Afirmo que o meu país
Conheço de ponta a ponta
Visitei tantas cidades
Que até já perdi a conta
Mas Campo Grande, querida,
Seu povo é cheio de vida
Que a ninguém desaponta.

Fui a esta capital
Pra posse da diretoria
Da Academia de Letras
Para mim grande honraria
No mais belo dos eventos
Fui com o Destino dos Ventos
Pra ver Rubenio e poesia…

No dia que lá cheguei
Rubenio foi me esperar
Ele e o Mestre Hildebrando
Historiador do lugar
Falou-me de Inocência
Fez-me esta deferência
E tinha muito a contar…

Cheguei ao lar de Rubenio
Mais ou menos em meia hora
Lá, um churrasco pra mim
Veio logo sem demora;
Da varanda: bela vista
Geraldo Ramon, sonetista,
E a viola canta e chora …

Tinha o Adir Guimarães
Tirando o mais belo som
Vi nele fiel amigo
Notei que é um homem bom;
Dona Vanda e o Jean
Receberam-me com afã
E ninguém saiu do tom.

Conheci o Ruberval
O grande rei do repente
Faz um verso bem bonito
Tem estilo diferente.
Com o Rubenio no pinho
E o tenor Bernardinho
Com seu teclado plangente…

Eu agradeço ao bom Deus
Por estes belos momentos
Pelo amor que reinou
Em puros contentamentos…
Obrigado companheiro:
Rubenio, grande parceiro,
Pelo “Destino dos Ventos”…

Foi nobre a posse solene
E a parte cultural
Da Diretoria Acadêmica
Do presidente Leal;
O Reginaldo é o vice
E Rubenio, se não disse,
É o Secretário–Geral.

Meu carinho à Puxian,
Outra desta grande lista;
E também a Lucilene,
A nossa grande cronista;
Ao professor Reginaldo
Mando um abraço apertado,
Não vou perdê-los de vista.

Quem eu vi também por lá
Foi o Edson jogador
Gaúcho bom de churrasco
Mostrou ser bom assador
Outro que também eu vi
Foi Doni Sapucay,
Sua gravadora é primor.

Rômulo, Ronney, Mazé
São os meus novos amores…
Envio-lhes com carinho
As mais perfumadas flores.
Agradeço ao bom Jesus
Por estes focos de luz
Matizados em mil cores.

Ao presidente Leal
E a toda Diretoria
Agradeço de coração
Pela sua simpatia
Por este momento mágico
E o modo democrático
De gerir a Academia.

Senti enorme emoção
Na festa da Academia,
Vendo Rubenio e Bernardes
Naquela grande harmonia…
Cantarolar sentimentos
Belo destino dos ventos,
Cantavam minha poesia…

Depois deste grande evento
Fomos pra pizzaria
Perto do shopping central
E prosseguiu a alegria…
Mais tarde, com emoção,
Embarquei num avião
Numa madrugada fria…

® JORGE SALES

Dos arquivos de Rubenio Marcelo – Parte 1

7 de janeiro, 2009 © Publicado por Dani Lima

Sobre a primeira saudação entre os parceiros Jorge e Rubenio

Cordéis-documentos que registram a primeira saudação de Rubenio Marcelo para Jorge Sales (2002) e a respectiva resposta de Jorge.
(como estas obras foram escritas nas datas constantes nos respectivos cordéis, retratam obviamente acontecimentos e pessoas/personagens da época)

PERFIL DO POETA JORGE RIBEIRO SALES
por Rubenio Marcelo
10/10/2002

“Com seu matiz multicor,
O bem sempre ofusca os males”…
Já dizia o meu avô
Lá para as bandas de Jales.
Assim, eu posso dizer:
- Afasto a tristeza ao ler
Jorginho Ribeiro Sales.

Nascido no Maranhão,
O nosso Jorge Ribeiro
Mudou-se ainda pequeno
Para o Rio de Janeiro.
Atualmente, no entanto,
Mora no Espírito Santo,
Belo Estado brasileiro.

Tenho, com esse parceiro,
Coincidências, diria:
Nossa origem nordestina
E a veia pra poesia;
Além da mistura fática
Das Letras com Matemática
E a nossa Engenharia.

Foi muito grande alegria
Que tive ao conversar
Com esse poeta altivo,
Que é mestre no improvisar;
Genuíno Menestrel
E cultivador fiel
Da Cultura Popular.

Reside na beira-mar
Esse Jogral/Auditor;
Geômetra da essência,
Gigante Adamastor;
Adorna os seus teoremas
Com versos e cantilenas…
É, da palavra, escultor!

O seu gênio criador
Relembra irmãos-de-artes,
Que também traziam números
E poesia em encartes…
A verve do seu afã
Recorda Malba Tahan,
Blaise Pascal e Descartes.

Sua pureza, destarte,
Denota a sublimação
E os desígnios fraternos
Que emanam do coração;
Sua sensibilidade,
E sua grã lealdade,
Mostram sua cosmovisão.

O meu abraço em canção
Envio-lhe neste instante,
Com grande admiração
E emoção radiante…
Pra terminar, eu lhe digo,
Saiba que tem um amigo
Nessa paragem distante.

Mas diga aí pro Leão,
- Esse da garra ferina –
Que nunca lembre de mim,
Vá farejar outra sina;
Pois o Poeta é qual ave:
Não pode sofrer entrave
De malha grosseira ou fina!

Estou brincando, na rima,
Poeta Jorge, meu irmão.
Receba aí meu amplexo
Com fraternal vibração.
Que sempre, no seu caminho,
O Cordel seja seu vinho
E a Poesia o seu pão!

® RUBENIO MARCELO
10/10/2002

………………………………………………..

AGRADECENDO AO AMIGO RUBENIO MARCELO
Por Jorge Sales
10/10/2002

Rubenio, meu grande amigo,
Quase morri de emoção
Senti-me lisonjeado
Com o teu cordel canção
Isto vindo de você
Foi demais e pode crer
Alegrou meu coração

À minha vida deu cores
Coloriu com muitos tons
Com beleza e com requinte
Com humildade dos bons
Imprimir tua poesia
Divulguei minha alegria
Por todos estes rincões

Saiba poeta Rubenio
Irmão fraterno parceiro
Jamais vou isto esquecer
Amigo é mais que dinheiro
E tens aqui neste Estado
Mais que um grande aliado
Um eterno companheiro.

Me fazendo esta homenagem
Criou problema pra “eu”
Li ontem e hoje respondo
Depois que a Usina leu
Teu cordel foi de cinema
E eu fiquei num dilema
Como fazer igual ao teu.

Quanto ao leão da Receita
Ele não faz nenhum mal
Quanto mais para você
Homem de bem e afinal
O leão nunca se engana
Não vais morrer numa grana
Por que tu és imortal!

® JORGE SALES
10/10/2002

Mais fotos de Jorge e Rubenio

7 de janeiro, 2009 © Publicado por Dani Lima

Rubenio Marcelo me enviou mais algumas fotos de seu arquivo pessoal. Seguem abaixo para matarmos as saudades:

Rubenio Marcelo, Jorge Sales e Geraldo Ramon - os autores da música Almas em Chamas - grande sucesso da parceria Rubenio - Jorge
Rubenio Marcelo, Jorge Sales e Geraldo Ramon – os autores da música Almas em Chamas – grande sucesso da parceria Rubenio – Jorge

Rubenio Marcelo, Geraldo Ramon, Reginaldo e Jorge Sales - em evento cultural de Campo Grande
Rubenio Marcelo, Geraldo Ramon, Reginaldo e Jorge Sales – em evento cultural de Campo Grande

Jorge Sales e Rubenio Marcelo - juntos compuseram mais de 150 músicas
Jorge Sales e Rubenio Marcelo – juntos compuseram mais de 150 músicas

Para ver todas as fotos, clique aqui.

Vamos cantar qualquer coisa…

31 de dezembro, 2008 © Publicado por Dani Lima

Publico este cordel do Jorge, no último dia de 2008 para convidar todos os amigos do poeta a cantar novas canções neste ano que está chegando. Vamos cantar qualquer coisa, de qualquer jeito, em qualquer forma. Vamos encher 2009 de canções inspiradas, felizes e otimistas e manter vivo o espírito alegre de Jorge! Feliz ano novo!

Chamo todos cantadores
Para entrar nesta porfia
Seja em negrito ou em cores
Ou por outra qualquer via

Chamo o Egídio ,o Fiúza
Chamo a Lilian Maial
Chamo a Milene,o Airam
Zé Limeira, não faz mal
Qualquer outro cordelista
Deste site nacional

O tema fica em aberto
E o gênero tanto faz
Pode até ser sete linhas
O que melhor lhe apraz
Chamo também o Rubênio
Na contenda do Milênio
Este moço é um bom rapaz

A rima é de todo jeito
Rima cruzada ou viés
Pode ser moirão trocado
Ou moirão de sete pés
Chamo também a Georgina
Educada moça fina
A ela dou nota dez

Se preferirem escolher
Um assunto atual
Acho que não fica mal
Estou pagando prá ver
A nossa turma escrever
Um cordel feito no jeito
Com rimas, tudo bem feito.
E se o tema é natureza
Mostrar toda sua beleza
Que faz o mundo perfeito.

Escrevam de qualquer canto
Pode ser na praia ao sol
Na maré vendo o arrebol
Com os peixes em seu recanto
Confundindo água com pranto.
Quem quiser se deleitar
Pegue as ondas com seu par
E assim lá pelas tantas
Sente nas areias brancas
No galope a beira-mar

A porfia será um canto a amizade
Onde todos poderão cantar o amor
Que tal a nobreza de um beija-flor?
Podemos todos cantar a liberdade
Quem sabe, fulgor de nossa mocidade.
Se o tema nunca foi antes explorado
Não tem problema isto é só um dado
Proclamo a todo e qualquer cordelista
Mesmo os que não estejam nesta lista
A cantar o Martelo Agalopado .

Jorge Sales
Cordel publicado originalmente na Usina de Letras em 21/01/2003

Desejos no Natal

25 de dezembro, 2008 © Publicado por Dani Lima

Eu desejo
A ti
Muitos sonhos
Muitas realidades
Mais realidades que sonhos
na verdade
Que os sonhos se transformem
em realidades
Que as realidades sejam melhores
que os sonhos
Que os sonhos sejam de verdade

A Jesus Cristo
Um feliz aniversário

E ao Brasil
Três poderes
O Legislativo
O Executivo
E o Judiciário

Jorge Sales
Publicado originalmente no site Usina de Letras em 18/12/2001

Imagens de Jorge Sales

23 de dezembro, 2008 © Publicado por Eliane Guaraldo

Jorge Sales, Eliana Lindgren e Eliane Guaraldo

Jorge Sales, Eliana Lindgren e Eliane Guaraldo

Luana, Lua de Ana – Música inédita

20 de dezembro, 2008 © Publicado por Dani Lima

Jorge Sales escreveu a letra, Rubenio Marcelo musicou e Airton Lopes gravou. E o resultado é um belíssimo trabalho inédito da parceria Jorge / Rubenio.

Esta música estava programada para um projeto musical de Campo Grande. A música carrega um estilo novo, diferente de trabalhos anteriores da dupla, com um ritmo popular e cadência fluente. A letra de Jorge Sales, como sempre, é carregada de sentimentos e otimismo. Não importa onde esteja, Jorge Sales continua nos fazendo sorrir.

Ouça a música e prepare-se para ficar com o refrão na cabeça :).

Letra: Jorge Sales | Música: Rubenio Marcelo| Canta: Airton Lopes
Ouça a música

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Luana, Lua de Ana
Tua vida será assim
daqui em diante,
com leveza, com carinho e harmonia
qual estrela lá no céu
mais cintilante.

Como a lua na pureza do seu dia
uma lua com o porte de princesa
elegante te deixando na certeza
que é daí que toda felicidade emana,
toda felicidade emana.

Refrão
E com ela o mundo fica assim perfeito,
com sorriso que te contemplou com jeito.
Esta lua tem o nome de Luana,
o nome de Luana.

Esta lua tem, esta lua tem,
o nome de Luana.

Jorge Sales

Mais fotos

20 de dezembro, 2008 © Publicado por Dani Lima

Rubenio Marcelo enviou mais algumas fotos que registram os bons momentos de Jorge com seus parceiros e amigos.

Cecitônio, Rubenio Marcelo, Jorge Sales, Reginaldo e Ronaldo Cunha Lima - em João Pessoa
Cecitônio, Rubenio Marcelo, Jorge Sales, Reginaldo e Ronaldo Cunha Lima – em João Pessoa

Jorge Sales - no público - por ocasião do lançamento do livro de Rubenio Marcelo em João Pessoa.
Jorge Sales – no público – por ocasião do lançamento do livro de Rubenio Marcelo em João Pessoa

Jorge com violeiros cantadores em Campina Grande
Jorge com violeiros cantadores em Campina Grande

Rubenio, Rossini, esposa e Jorge
Rubenio, Rossini, esposa e Jorge

Adeus Patativa do Assaré

14 de dezembro, 2008 © Publicado por Dani Lima

Hoje completam 30 dias que Jorge Sales subiu pro andar de cima. Deixou muitas saudades, mas será sempre lembrado pela sua obra. Abaixo um cordel que escreveu em homenagem ao Cordelista Patativa do Assaré, na ocasião da sua morte. As mesmas palavras servem para expressar nossos sentimentos pela perda de Jorge. No entanto, podemos nos alegrar pensando que Patativa e Jorge devem estar ‘proseando’ no céu :).

Morre um pouco do cordel
Os cordelistas de luto
O mundo fica mais bruto
Foi-se doce como mel
Numa viagem pro céu
Seguindo Chico Xavier
Acredite se quiser
Um pedaço do nordeste
Virou estrela celeste
Patativa do Assaré

Jorge Sales
Publicado originalmente na Usina de Letras em 08/07/2002

Fotos de Rubenio e Jorge Sales

9 de dezembro, 2008 © Publicado por Dani Lima

Rubenio, um dos maiores parceiros de Jorge Sales, me enviou diversas fotos de sua trajetória junto com o nosso poeta. As fotos registram momentos de várias épocas, desde a primeira vinda de Jorge Sales a Campo Grande, passando por momentos de eventos e registros da gravação do nosso CD “A Arte Maior…” (em Vila Velha / Vitória), até o seu último aniversário. Segundo Rubenio, Jorge Sales foi seu maior parceiro cultural.

Foto que gerou a capa do nosso CD A Arte Maior...
Jorge Sales e Rubenio Marcelo – Foto que deu origem a capa do CD “A Arte Maior…”.

Jorge com Johnny Paz e Rubenio Marcelo - em entrevista com Rossini Macedo
Jorge com Johnny Paz e Rubenio Marcelo – em entrevista com Rossini Macedo

Cartaz do evento de lançamento do livro de Rubenio Marcelo - Campo Grande - 2004
Cartaz do evento de lançamento do livro de Rubenio Marcelo – Campo Grande – 2004

Ver todas as fotos

O poeta nun morre

5 de dezembro, 2008 © Publicado por Dani Lima

Airam Ribeiro me enviou esta homenagem póstuma à Jorge Sales por e-mail.

Homenagem póstuma ao grande poeta, cordelista e compositor Jorge Sales

Homenagem póstuma ao grande poeta, cordelista e compositor Jorge Sales

O poeta nun morre

Quando a mente já não arcança
A inspiração que tá pertin dum lado
Quando o coração para uma dança
Deixano o sangue tudin cuagulado,

Quando a mão já não mais iscreve
No papé que tá in riba da mesa,
É pruque aquele poeta em tempo breve
Deu o seu adeus, sabeno da certeza.

O seu cantá ficô para sempre gravado
Nas roda de amigo, nos cordé, nas canturia,
Mas u’a outra vida para ele apariceu…

Temos a esperança de um dia ao seu lado
A genti juntos insaiano u’a nova purfia
Pois o poeta tá vivo, só o seu corpo dizapariceu.

por Airam Ribeiro

Imagem: Tere Penhabe – www.amoremversoeprosa.com

Dim dom dom

4 de dezembro, 2008 © Publicado por Dani Lima

Menina se eu pudesse
Andar pelos teus caminhos
Daria o que mereces
Toda luz dos refletores
Para aliviar minhas dores
As dores de não te ver
Lá em cima, bem no topo
No bem maior dos lugares
No melhor dos teus cantares
No mais belo alvorecer

Menina através do canto
Mostres todo teu encanto
Neste lindo dim dom dom
Já que Deus te deu o tom
O dim dom dom que mereces
Não sei porque não acontece
Deixemos de nostalgia
E enquanto não chega o dia
Do mundo ouvir teu cantar
Eu posso te confessar
Como é gostoso te amar

Jorge Sales – 07/12/2001

Letra de música originalmente publicada em 07/12/2001 no site Usina de Letras.

Não tenho esta música gravada para publicar no site. Se alguém tiver, por favor envie para contato@jorgesales.com.br.